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domingo, 11 de março de 2018

Tiffany Hadish e Maya Rudoph - Oscar 2018

O Oscar 2018, assumindo sua maioridade na 90° Edição foi uma festa épica e ficará marcado como um divisor de águas.
A premiação que não tem fama de boazinha, prestigiou concorrentes de peso, indicando profissionais na melhor idade para receber a cobiçada estatueta. Entre eles, Christopher Plummer (88 anos, por Todo o Dinheiro do Mundo), como melhor ator coadjuvante, ele que já tem um Oscar em sua casa, o que recebeu aos 82 anos por Toda Forma de amor, e a cineasta francesa Agnès Varda, que concorreu na categoria melhor documentário com Visages Villages, ela está com 89 anos.
O Oscar vem trazendo uma palheta poderosa e valiosa, contemplando já há alguns anos - desde o início da era Obama - através da sua indicação e premiação,  representantes de inúmeros grupos de diversidade, nacionalidades e tecnologia inovadora a serviço de visões inusitadas, como epopeia sensacional, este ano foi caso da produção do filme Com Amor, Van Gogh que foi obtido através da animação de 65 mil pinturas no estilo do mestre.
Fiquei ouriçada e excitada pela expectativa de assistir aquele que recebeu o prêmio de melhor roteiro original, o filme Corra, que rendeu o prêmio a Jordan Peele - autor do roteiro, diretor e produtor do filme - pela narrativa da questão da diferença fundamental entre condescendência e legítimo entrosamento do diferente que procura inserir-se em grupos ou comunidades homogêneas. 
Os trailers nos levam intuir uma atmosfera tensa de confrontação iminente riscos inerentes e o questionamento vai além do racismo, onde todo o divergente pode vestir a capa do destoante e viver a narrativa na pele do personagem principal. 
Um rei moral interplanetário pode descer ao povoado onde para ser aceito precisa ser hipócrita, ele permanecerá? Ele suportará? Uau!
Meryl Streep estava lá, concorrendo pelo essencial The Post, indicada pela 21° ao Oscar de melhor atriz, plenamente bela e serena, modelar,  em sua maioridade na festa das estrelas, mas este ano o Oscar de melhor atriz foi para a Frances Mc Dorman, com o Três Anúncios Para um Crime. Francis, espontânea, bacana, peculiarmente bela e rotineiramente determinada, foi honrada através de um personagem que luta pela justiça entre - olha ai, novamente: a hipocrisia, que adormece mentes e convive bem com a impunidade e a injustiça.
Ressalto e reverencio a apresentação de todos os artistas que entregaram os prêmios e nos brindaram com performances interessantes e marcantes. 
A crítica aqui fica por conta da pichação que produziram como maquiagem no belo rosto de Sandra Bullock, que foi vítima também de um desastre na escolha do figurino, mas musa é musa, todo ano alguma das nossas queridinhas resvala na ansiedade e produz-se o oposto do esperado em sua aparição numa das noites máximas do Cinema, isso é coisa de gente que tem os dois pés no chão, não gravita com assessores para tudo como gostamos de imaginar que seja a vida dos astros e estrelas.
É da Sandra Bullock, através do personagem que interpretou em Amor a Segunda Vista, Lucy Kelson, uma secretária com problemas de incontinência intestinal devido a úlcera adquirida no stress do trabalho, a contestação prévia ao argumento de Tiffany Hadish e Maya Rudoph, de que os papéis que trazem momentos humilhantes escatológicos e ou comprometedores para a elegância são sempre dados as atrizes negras e latinas. 
A bela e simpática Tifanny Hadish e a divina, adorável, Maya Rudopplh, protagonizaram um dos momentos mais divertidos e humanizantes que já vi através da tevê, ao apresentarem o prêmio de roteiro original, mas que com os dois pés bem no chão, vivi e vivo esporadicamente, um drama inerente à feminilidade e a beleza que é o desconforto produzido pelo uso dos saltos altos. 
Elas deixaram claro que se o que podemos ou temos é uma pantufa peluda para calçar, nós vamos ao Oscar e brilhamos - claro, se temos brilho - foi o caso delas, que lavaram a alma da mulherada humana.



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