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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Crianças que querem fazer o bem ao mundo e proteger vidas se profissionalizam como policiais, onde elas calam quando sabem que gente criminosa está tomando conta das suas repartições?

"Queridos amigos,

Nas últimas semanas - e nos últimos meses antes disso - vimos os tipos de mudanças épicas que são tão profundas quanto qualquer outra coisa que já vi na vida.

Embora todos nós sintamos dor, incerteza e perturbação, alguns sentiram mais do que outros. Acima de tudo, as famílias de George Floyd e Breonna Taylor e Ahmaud Arbery e Tony McDade e Sean Reed e muitas outras para mencionar.

Michelle e eu - e a nação - lamentamos com essas famílias. Nós os mantemos em nossas orações. E estamos comprometidos com a luta de criar uma nação mais justa em memória de seus filhos e filhas.

Hoje à noite, entrei para a Aliança Keeper de Meu Irmão em uma conversa com líderes locais e nacionais para discutir os trágicos eventos das últimas semanas, a história da violência policial nos Estados Unidos e ações específicas que podemos tomar para incentivar a reforma de nosso sistema de aplicação da lei .
Parte do que me deixou esperançoso hoje em dia, apesar de tudo, é o fato de tantos jovens serem galvanizados, motivados e mobilizados. Muito do progresso que fizemos em nossa sociedade foi por causa dos jovens. Dr. King era um jovem quando se envolveu. Malcolm X era jovem. Dolores Huerta era uma jovem mulher. Os líderes do movimento feminista eram jovens. Os líderes dos movimentos sindicais eram jovens. O movimento para garantir que os membros da comunidade LGBTQ finalmente tivessem voz e se representassem eram jovens. E os líderes da violência armada e dos movimentos ambientais neste país são jovens.

Hoje, quando vejo jovens de todo o país se manifestando de maneira tão significativa - quando vejo seu talento, sofisticação e paixão -, sinto-me otimista. Isso me faz sentir como se este país estivesse melhorando. Mas a mudança real começa com o foco nos resultados e todos comprometidos em fazer sua parte.

Estamos convidando todos - desde prefeitos a funcionários do conselho da cidade a cidadãos comuns - a reconhecer e erradicar os efeitos trágicos, dolorosos e enlouquecedores do racismo sistêmico e a tomar medidas concretas para abordar as políticas de uso da força pela polícia em suas comunidades .

Todos nós trabalharemos juntos para garantir que possamos reimaginar o policiamento para que reconheça a humanidade de todas as pessoas - para honrar a dignidade de todas as pessoas.

"Meu pai mudou o mundo", disse Gianna Floyd, filha de seis anos de George, ontem.

Sim ele fez.

Sim, nós podemos.

- Barack"

Arrazoado emitindo em 01 de junho de 20 pela Fundação Barack Obama

terça-feira, 19 de maio de 2020

Treze mortos em confronto entre traficantes e polícia no Rio de Janeiro

É difícil dizer com exatidão o que acontece no Rio de Janeiro, amigo Shamim, mas na cidade do Alemão, ou em outras cidades favelas que somente nos documentos oficiais integram o Rio de Janeiro, em muitas delas o crime assumiu a administração e criou um sistema paralelo de governança com todas as características reproduzidas na superfície terrena no filme Elysium. 
Só que a rebelião não é por direito à Saúde, não é por nada digno ou justo, é por território e cada vez poder maior que o institucional. A maioria das pessoas leva vida normal, trabalha, estuda e se equilibra num universo que está sujeito a abalos constantes quando a polícia confronta os criminosos ou na guerra pelo domínio entre os bandidos. Um universo muito cruel que segue as normas dos comandos e não a Constituição e leis vigentes no país, e onde não há espaço para questionar ordens dadas pelos bandidos. 
Uma amiga é filha de uma senhora que viveu toda vida numa das favela do Rio, minha amiga nasceu e cresceu lá, é uma verdadeira dama, quisera que fosse ela o modelo de mulher brasileira e só isso já livraria o país dos horrores que a gente vê em todas as classes. A mãe dela descia o morro trabalhava e sustentou a família quando ficou viúva, criou uma linda família, eu conversava com ela sobre a violência que a tevê mostrava e ela dizia que qualquer cidade tem os problemas que a favela enfrenta, que se você procura ver só o pior e fazer programas somente sobre as maiores mazelas de cada cidade vai ficar horrorizado com o que os redutos mais pobres e  inacessíveis apresentam. Desta forma, com alguma sorte e muita discrição, é possível morar no morro e viver uma vida longa e formar um lar modelar, 
Para pensar no problema de distribuição de renda do Rio, tenho que evocar minha experiência em um Comité Técnico Urbano em São Paulo, nas reuniões e pesquisa de campo estudávamos e debatíamos melhorias possíveis visando aumentar a qualidade de vida das pessoas que vinham das favelas a trabalhar no centro, As conclusões daquele Comité integrariam o Plano Diretor de São Paulo, antes da eleição de Haddad, ele o oficializaria. Infelizmente no Brasil sempre que muda o mandatário a cada eleição. ele coloca no lixo as soluções dos governos anteriores, as que não eram boas e as ótimas, na maior parte das vezes ele nem tem um projeto de governo razoável, mas parece que eliminar todas as iniciativas dos antecessores já é sua meta de governo todinha.
Durante a elaboração do Plano de Pinheiros, concluímos que se as empresas que absorviam maior número de pessoas das periferias se instalassem dentro das comunidades de onde elas vinham,  ou nas imediações, resolveríamos o problema do trânsito e levaríamos a estrutura cidadã essencial para onde ela é mais necessária, isso desmonta a criminalidade por falta de opção, isso se consegue com incentivo público mas é uma solução que contempla a problemática paulista. 
Outra hipótese era repovoar o centro oportunizando moradias de baixo custo que trariam a mão de obra para perto do trabalho e consequentemente para a infra estrutura já existente e essencial a dignidade humana. O centro de São Paulo se encontrava em franca deterioração e nos finais de semana era reduto de vandalismo e abandono, muitos tópicos se resolveriam com a repovoação dele por famílias com trabalho no entorno.
O Rio de Janeiro é diferente devido a geografia  e a vocação turística da cidade, também quanto a cronicidade do abandono que criou uma aparência de orgulho da tradição de fazer a coisa "nas coxas". Para resolver a problemática da criminalidade nas favelas cariocas, não há meios termos, haveria que se dar prioridade a instalação de polos tecnológicos, com escolas e empresas que produzissem componentes eletrônicos a preço competitivo internacionalmente e com subsídio do governo inicialmente, priorizar e subir o morro com demandas que a cidade, o centro da cidade em si não pode projetar devido as tais tradições. 
Se a criminalidade do Rio é um assunto nacional e internacional, a resolução dos problemas centenários do Rio também. e sempre que este problema foi entregue às autoridades municipais ou estaduais de lá, para ser resolvido, mitigado, ela mostrou-se incompetente e um nível a mais nas hierarquias maginais foi fomentado. 
Existem aproximadamente 6 milhões de reféns da má gestão pública no Rio de Janeiro. Os políticos são bandidos, a polícia tem bandidos infiltrados, e os vizinhos podem ser bandidos, o da esquerda, o da direita, e a da frente...agora me diga, amigo Shamim, quando a polícia quer impedir uma grande movimentação  de seja lá o que for, armas ou drogas, e ela sobe o morro numa operação e todos estes vizinhos têm granadas de mãos e fuzis, a polícia deve dizer tchau como se o serviço em si deixasse de dever ser feito porque houve reação, os policiais deveriam, descer com um leve e gentil aceno e voltar para a base fazer serviço burocrático? 209 milhões de cidadãos brasileiros foram feitos reféns do conceito de que traficar drogas é profissão durante a administração de duas décadas de Lula e Dilma. 
Cada um que for traficar vai desejar ter armas...fuzis, granadas de mão, e armas que a polícia nem pode sonhar em ter. Você me diga, Shamim, que espécie de país o Brasil se tornou, que ensina que traficar drogas é profissão? 
Que a polícia não pode dar tiro, só levar? Ou, segundo os líderes políticos da gestão passada defendiam, o policial poderia atirar somente se tivesse sido alvejado antes. Assim não dá. 
Mas eu concordo que nenhuma mãe deveria passar pelo horror de perder um filho numa atividade mortal como o tráfico, só que vai seguir acontecendo enquanto elegemos gente que não é séria, ou que está envolvida na criminalidade. Mas se o político da frente, do lado esquerdo, do lado direito estão envolvidos na criminalidade, o que sobra para o eleitor? 
Ser considerado o grande culpado pelo padrão das bancadas que assumem? 
A solução para o problema do Rio não é fácil nem há ação possível com efeito imediato, a solução é a gente subir e se misturar, é derrubar as fronteiras, talvez seja descriminalizar as drogas, mas eu não estudei como fazer isso, vou estudar e ver como seria se a maconha que está sendo consumida livremente passasse a ser comercializada por empresas formais. Temos que averiguar como isso se deu em países que fizeram esta opção. 
Armas e drogas na mão de adolescentes não são algo com o que podemos conviver, e é por isso que veremos notícias de mortandades assim seguirem se dando. 
O artigo cita a conspurcação dos corpos e tem razão em denunciar, não está certo desrespeitar os corpos de ninguém, nem dos criminosos abatidos em confronto, mas a gente não estava lá para saber como as coisas se deram e julguei a fonte um pouco tendenciosa. 
Quem saberá o que estes policiais viram e passaram para chegar a este ponto? A selvageria é um dos estados que tiram do ser humano qualquer filtro. Ninguém sobe o morro para matar ou morrer se não estiver com o estado emocional diferente do que quando não está dando cada passo potencialmente um passo na direção da morte. Componentes eletrônicos, escolas técnicas científicas, empresas asseguradas por uma estrutura de segurança forte, e a consciência que o moço que morreu tinha assassinado outro que ele julgou que podia aniquilar uma semana antes de a polícia encontrá-lo e matá-lo em combate. Ele tinha mãe, mas o que ele matou também tinha, e se ele julgou e puxou o gatilho, em um ano quantos ele mataria? Não estou à par deste confronto, o artigo conforme você enviou parece tendencioso e a pessoa que escreveu parece determinada a entregar a autoridade máxima aos narcotraficantes, ou seja, fruto da política de educação comunista destas últimas décadas. 

Link para a matéria no jornal The Guardian, que o amigo do Facebook, Ali Shamim, pediu para eu comentar. Ele pediu para eu dar minha opinião sobre o que acontece no Rio de Janeiro.
https://www.theguardian.com/world/2020/may/18/rio-de-janeiro-police-raid-coronavirus?CMP=Share_iOSApp_Other&fbclid=IwAR28bgAZPZLw9Rbz_zATdtdNaRXTjW0AwoHG8raOsdZ1Ms8onpi5U_TgyPYEu 

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Ex Presidente Carter se recupera sem complicações após cirurgia do cérebro.

Dia 13 de novembro o Associated Express publicou o seguinte informativo sobre as condições do presidente Carter após a cirurgia para alívio da pressão intra craniana que ele se submeteu no início da semana. Os dados foram fornecidos pela assessora de Carter, Deanna Congileo e colaboraram para a sua realização Reevers de Brmingrham , Alabama e o escritor médico da APL Lauran Neegard, de Washington. "O ex-presidente Carter estava se recuperando na terça-feira após uma cirurgia para aliviar a pressão no cérebro após sangramentos relacionados a quedas recentes. Um comunicado de sua porta voz, disse que não houve complicações com o procedimento, realizado no Hospital da Universidade Emory, por um hematoma subdural, sangue preso na superfície do cérebro. Carter, 95 anos, permanecerá no hospital para observação, disse Deanna Congileo, sua porta-voz do Carter Center. O comunicado dizia que os Carters agradecem a todos pelos muitos votos de felicitações que receberam, e Congileo não espera fazer mais anúncios até que ele receba alta hospitalar. "Não está claro quanto tempo Carter deverá permanecer hospitalizado", disse o Pastor Tony Lowden. O Carter Center disse que o sangramento estava relacionado às recentes quedas de Carter. Ele usou um andador durante sua mais recente aparição pública. Na primavera ele precisou de cirurgia de substituição de quadril. ele caiu novamente batendo a cabeça em 6 de outubro e recebeu 14 pontos, mas ainda viajou para Nashville, Tenesse, para ajudar a construir uma casa Habitat for Humanity, logo depois, e ele foi hospitalizado brevemente depois de fraturar a pélvis em 21 de outubro. A esposa de Carter, (73 anos), Rosallyn Carter, está co ele no hospital: "Ela não sai do lado dele", disse Lowden. Grandes sangramentos, geralmente após grandes traumas, podem ser fatais. Mas muitas vezes, especialmente em pacientes idosos, a lesão é um vazamento lento que leva um tempo para se acumular até que surjam sintomas iniciais, dores de cabeça e confusão.disse a dra. Lola B Chambless, professora associada de cirurgia neurológica da Universidade Vanderbilt. "É muito típico neste cenário ver isso se desenvolvendo uma ou duas semanas depois da queda, disse Chambless - que não participou do tratamento de Carter. Para aliviar a pressão os cirurgiões costumam fazer um ou dois orifícios no crânio para drenar o local do vazamento. Sangramentos maiores que causam pressões mais severas podem exigir a remoção de um pedaço do crânio. Carter passou por uma série de problemas de saúde nos últimos anos. ele recebeu um diagnóstico terrível de câncer em 2015, anunciando que o melanoma havia se espalhado. Após remoção parcial do fígado, tratamento para lesões cerebrais, radiação e imunoterapia, ele disse que estava livre do câncer. Apesar da sáúde cada vez mais frágil, o presidente mais velho e todos os tempos ainda ensina escola dominical duas vezes por mês na Igreja Batista Maranatha, na sua cidade natal, Plains, no sudoeste da Georgia. A Igreja pediu orações por Carter e sua família em uma mensagem em sua página no Facebook. A igreja anunciou que Carter não vai dar aula na escola dominical esta semana. Carter discutiu abertamente sua mortalidade em 3 de novembro na aparição mais recente na igreja deles. Referindo-se ao seu diagnóstico de câncer, Carter disse que assumiu que morreria rapidamente depois de descobrir a extensão da sua doença. "Obviamente eu orei sobre isso. Não pedi a Deus que me deixasse viver, mas apenas pedi a Deus que me desse uma atitude adequada erm relação à morte. E descobri que estava absolutamente e completamente à vontade com a morte", disse ele. Desde então, Carter disse que está absolutamente confiante na ideia cristã de vida após a morte, e não se preocupa com a sua própria morte.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A Trepanação do Presidente Carter

Muito admirável Presidente Jimmy Carter, Conforme noticiado, estamos às vésperas de uma cirurgia em que em algum ponto da sua cabeça os médicos farão um orifício para aliviar a pressão intra craniana. Excelentes médicos realizarão o procedimento que lhe garantirá melhor qualidade de vida. Creio que por este motivo é justo que quem possa fazer, escolha fazer e se livrar de medicação perversa por pesada, mas o mais importante é que somente pessoas muito evoluídas espiritualmente como os yogues mais desenvolvidos e poderosos têm o merecimento de aprimorar-se ainda mais após a trepanação, que agora, por outros caminhos o aproximará de correntes de muito maior alcance astral. Eu gostaria de ter conhecimento o bastante sobre suas condições físicas para pedir que não corresse este risco - que sempre há - mas não é correto e não é sensato passar o precioso tempo da vida alienado por medicação ou vendo que um procedimento vital evitado por cautela desmedida acarretaria em danos aos tecidos. É preciso fazer, deve ser feito e será e dará tudo certo. Meu neto, o Davi passou por procedimento similar ms imensamente mais complicado, pois nele o procedimento foi feito por ter demorado muto a nascer e devido a falta de oxigênio neste momento, passou a sofrer convulsões em sequentes, para evitar danos ao cérebro os médicos então fizeram o furo e injetaram gaz para congela-lo e depois o descongelaram aos poucos, o processo todo demorou quase um mês no primeiros dias de vida, e ele passou por isso e é muito garoto budista saudável e está com nove anos. Não vou aqui desenvolver um enorme elogio a medicina atual cujos avanços o senhor conhece tão bem. Vou pedir que não se sinta assim tão pronto para ir para a luz como tem declarado logo depois da cirurgia no quadril e depois da queda em que bateu a cabeça, pois o mundo nunca precisou tanto do senhor balizando e interagindo como tem feito com tanta maestria. É que creio que os anjos ouvem e sempre estão predispostos a ajudá-lo a fazer o que se determina. Viver é esse mar de obstáculos e deixar de viver é entrar em uma fase muito confortável para pessoas como o senhor e digo isso com o firme propósito de desestimular sua boa vontade com o lado de lá, pois sei que o senhor nunca foi dos que escolhe o lado pela facilidade que aparenta. Vá, faça sua cirurgia e volte daqui um mês a mostrar aos homens como se pode oferecer um porto seguro aos que precisam de moradias. Benjamin Franklin escreve em sua autobiografia: "Na Sua mão direita está a duração dos dias; na Sua mão esquerda estão a riqueza e a honra. Os seus caminhos são caminhos de deleite, e todos os Seus caminhos são caminhos de Paz. iii,16,17 E concebendo Deus como fonte de sabedoria, e pensando que era correto e necessário solicitar a Sua assistência para que ela me fosse concedida, redigi, para este fim, a seguinte pequena oração: "Ó Poderosa Bondade! Pai Generoso! Misericordioso guia! Faz com que minha sabedoria aumente, visto que nela reside o meu mais verdadeiro interesse. Robustece a minha resolução de cumprir o que essa sabedoria me ditar. Aceita os meus bons ofícios pelos Teus outros filhos, como sendo a única maneira de que disponho para te dar graças pelos contínuos benefícios que de Ti recebo." Boa sorte e boa recuperação!

domingo, 1 de setembro de 2019

As Bodas de Manjerona dos Srs.Rosalynn e Jimmy Carter

Hoje foi o domingo especial de comemoração especial na família Carter; dona Rosalynn e o presidente Jimmy Carter completaram 73 anos de casados, o que significa que caminhar juntos esta longa jornada os sintonizou em osmose mental, comunhão espiritual e harmonia amorosa. E não é porque não viveram crises, e não é porque somente para eles tudo é e foi fácil, que alcançaram esta marca espetacular, foi porque desejaram saltar sobre os problemas insolúveis que todo casal um dia enfrenta, é como sei, como vejo, e também, decerto, porque os problemas, embora difíceis, nunca implicaram em denegrir ou anular o outro para se sobressair. 
É importante mencionar que sabemos que alcançar setenta e três anos de casamento implica em força e  superação, de que esta mulher e este homem são exemplos.
Até agora, 73 anos de alegrias e realizações, de vitórias, que à partir de agora e já há um bom tempo, potencializam-se dia a dia, pois dentro dos corações experientes e maduros, as emoções são mais intensas, assim como os insights mentais são mais rápidos. Ás vezes o meio respeita e celebra as conclusões as quais as pessoas com longa história de vida chegam, e Rosalynn e Jimmy fazem parte deste grupo de humanidade e desfrutam intensamente de todo tempo que têm, assim, comemoramos com este casal que exemplifica os votos universais que se usa dedicar aos jovens enamorados ou aos casais que confirmam oficialmente seu compromisso de amor eterno, desejando alegria e saúde para que sigam desfrutando do amor que os une e nos alegrando e nos tornando mais vivos e esperançosos no seu exemplo.
Parabéns!

Um pouco sobre o casal no site da Casa Branca:
"Dona Rosalynn foi co-fundadora do Carter Center e permanece ativa em seu trabalho particularmente como uma renomada e eficaz defensora da Saúde Mental. Ao longo das suas décadas de serviço público, a Sra. Carter tem sido uma defensora da Emenda dos direitos Iguais; cuidadores, imunização na primeira infância e a resolução pacífica de conflitos. A compaixão, o comprometimento e a dedicação da Sra. Carter, fazem dela um modelo para mulheres e meninas de todo o mundo."
"Eu acho que é muito importante para todos os estudantes...lembrar a importância da paz, dos direitos humanos e do amor um pelo outro, e dos princípios que nunca mudam em nossas vidas. Rosalynn, eu e toda nossa família, agradecemos do fundo do nosso coração."
Lema do presidente Carter:
"Das planícies à Casa Branca e além."

https://jimmycarter.info/president-mrs-carter/rosalynn-carter-quick-facts-bio/

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Projetos filantrópicos do Presidente Jimmy Carter

Ao lado da esposa, dona Rosalynn, o presidente Jimmy Carter, volta a construir casas para o Habitat for Humanity após cirurgia no quadril.
Imagem Getty
A qualquer pessoa preocupada pelos rumos que os acontecimentos que estão além do seu poder, mudar, resta riscar um círculo imaginário em torno de si e determinar que dentro dele está ela e as coisas boas que quer e ama. 
Ninguém é o centro de um círculo para onde deseje trazer dor e sofrimento, dentro do círculo, só o amor, e a pessoa integralmente, sem reservas e mais forte.
Assim, saiu recentemente de uma hospitalização breve, o presidente Carter, e a seguir se encaminhou para o projeto de casas populares.
Há aquela foto em minha página Clara d Abadia do Facebook, do presidente, sábio ancião, raspando uma parede sorridente.
Se ele apenas posou para a foto após o período de hospitalização, ainda assim, criou uma imagem mágica capaz de levar luz a muitos corações, aos dos sem teto, aos das pessoas que desistem das pequenas ações se estão impedidas por qualquer motivo de praticar as grandes, e aos que o admiram, então, nem dá para imaginar o quanto é inspirador.
Acontece que eu sofria violência e assédio quando criança, já declarei o que nunca tinha mencionado nunca antes para ninguém, que naquela fase criei um círculo e ele me levava onde o presidente Carter dava entrevistas e arrazoava no seu círculo de luz.
Ele nunca soube que eu entrava em seu círculo, mas como era um círculo de produção, de trabalho, e de boas intenções, eu podia entrar e era para ele que eu fugia quando molestada verbalmente pelo meu tio, que a título de piadas, me desmerecia e hostilizava. Infelizmente ele era o líder da família e os protestos tímidos dos meus pais nunca foram suficientes para dissuadi-lo daquela campanha de agressão contra alguém que ele nutria alguma inimizade que não levava em conta a faixa etária. 
Quando gargalhava de forma canastrona e estridente apontando um dedo para mim, e com a outra mão segurando a barriga, rindo até as lágrimas dizendo que eu era uma velhinha, que nem conseguia abrir os olhos, que já tinha pés de galinha, que nunca cresceria mais que aqueles meus cinco e seis anos, que só ficaria mais curvada, e eu não tinha argumento suficiente contra o parente adulto, e só podia chorar. 
Amar o presidente Carter pela televisão foi minha capa de proteção, minha escolha de sanidade mental: "Uns adultos são ruins, outros são bons, alguns homens nunca passarão dos quilos de carne que são, outros voam pelo ar e chegam através da televisão, resolvendo problemas, trabalhando com seriedade." E assim me protegi correndo para o círculo do presidente.
É claro que isso, naquele meio, seria inexplicável e acarretaria numa pecha de desnorteada, além de pessoa idiota ou incapaz de reação que procuravam me impor.
Sempre que vejo a Vida do presidente Carter me sinto grande e vejo que hoje sou bonita, saudável e que aprendo tudo ao que me dedico, que tenho ambições nobres, que o meu círculo se parece muito com o do presidente Carter, nele há sensibilidade e busca constante pela edificação.
Fiquei emocionada ao ver o ex-presidente Jimmy Carter dando sua energia a um trabalho filantrópico, iluminou meu coração.
Aqui não me entregam correspondências, pedi a minha filha e no final do ano ela trará alguns livros escritos pelo presidente Jimmy Carter, especialmente a sua biografia "Memórias Espirituais", que foi lançado no Brasil pela editora Nexo, em 1998.



domingo, 24 de março de 2019

O Havaí odeia recordar James Cook e nós compreendemos os motivos

O Havaí já foi governado por uma monarquia. Quando o rei Kalakaua Uokalani faleceu em 1891, os havaianos já tinham passado por tudo: os brancos já tinham pintado o seu quadrinho clássico por lá, com traços de sequestro de rei, abertura das ilhas para rapinagem que trouxe baleeiros violentos que implantaram a prostituição das meninas e mulheres e daí, doenças que dizimaram boa parte da população.
Aquele caos que sempre sucedeu a chegada do europeu em terras onde os nativos vivem sua cultura integrada perfeitamente à natureza e sem sobressaltos. 
Em 1891, após a morte do rei Kalakaua, sua irmã, Lili'Uokalani, assumiu o poder e isso à principio facilitou a comunicação com os representantes dos Estados Unidos, pois Lili, apesar de conhecer a necessidade de uma reação, tinha espírito diplomático e levou a situação da unidade e independência havaiana o máximo que pode, mas aí já havia embaixada e tropas americanas instaladas, um sujeito se arrogando a presidência da República que fundava... O governo americano não desejava exatamente isso, mas não se mobilizou para garantir os direitos do reino a Lili'Uokalani. Seus guerreiros se mobilizaram, mas antevendo um derramamento de sangue que não reverteria em vitória, Lili abdicou do trono.
Pronto! Passava o Havaí a fazer parte da América, a ser uma posse valiosa e irremediavelmente conectada aos brancos e seus costumes. 
Assim tem sido e não há chance de reversão, não há mais motivos para luta, mas tampouco a memória de tudo isso deixa de exaltar ânimos de um povo que manteve sua história remota passada de geração a geração verbalmente, ainda hoje em torno das fogueiras e mesas os descendentes de Lili'Uokalani rememoram a época em que correr nu em atividades familiares e sociais e esportivas era normal, trocar de esposa volta e meia era um jogo social inofensivo e o poder dos clãs era mantido através da poligamia e uniões entre parentes próximos. Gays se casavam e isso era simples questão de gosto. 
Pecado mortal? Punido mesmo com a morte era homens e mulheres fazerem a refeição juntos. Imoral demais para o gosto do havaiano antigo. Um tabu.
Com o branco e a nova religião obrigatória os costumes públicos mudaram e a terra passou a valer moedas. Isso, ao modo de ver havaiano tem o lado ruim e o lado bom, ainda tem gente vivendo na terra que seu clã ocupou desde a origem do mundo, e bom mesmo e ganhar uma grana vendendo propriedades aos enlevados e apaixonados visitantes que chegam e não querem  mais ir embora.
O turismo é sua fonte principal de renda, mas o rancor pelo passado revivido constantemente na roda dos habituais luaus não deixa de permear as relações entre os que se mantém na cultura ancestral e os "invasores".
Quando nós deixamos de ser invasores?
Primeiro, quando pagamos o preço exigido pela terra que nos é vendida. Depois, quando compramos no comércio local e nossos filhos passam a sentar-se lado a lado com os considerados nativos nas escolas para sofrerem o bulliyng que tem sido inerente nestes choques entre culturas, apesar das arestas muito aplainadas, seguimos ensinando as crianças a reagir de acordo com nossos rancores ancestrais. Quem se muda de cidade, mesmo que more no mesmo país, sabe que as crianças pagam um alto preço até serem aceitas quento mais fechada for a sociedade, pior é. O saldo negativo de ensinarmos as crianças a odiar o "invasor" que está pagando para estar ali, muito mais caro do que os nativos, temos visto nos jornais.
A campanha da vez está sendo levantada contra o dono do Facebook, que foi de férias para uma das ilhas havaianas e pensou em abandonar o trabalho e viver lá. Decidiu que seus filhos tinham que crescer em meio aquele paraíso e começou a negociar um pedaço de terra que ele pudesse formar um parque, porque além de se apaixonar pela ideia de aproveitar o ventinho e tomar banho naquele mar limpinho, ele começou a ver que nem todo mundo cuida bem daquele pedaço do céu; a parte dele ele decidiu manter fantástica, decidiu revitalizar alguma coisa degradada, decidiu...decidiu que se quiser andar pelado, se sua esposa quiser andar pelada, se quiser criar seus filhos vivendo de forma mais naturalista, quer privacidade. Resolveu então traçar um perímetro em torno da terra que comprou e adquirir retalhos de terra onde ainda habitam famílias locais para poder fechar o seu parque. Mas que fechar que nada! No mesmo minuto foi como se ele fosse a reencarnação do maldito James Cook, e alguns havaianos já começaram a se agitar diante de tamanha afronta como é querer viver escondido. No Havaí, e escondido? Eles pensam que isso é demais.
Isso é demais, demais... não poder dar risadinhas vendo Marl Zuckerberg peladão na praia? Não poder contar em roda de amigos como são os seios da mulher do Mark?  Simplesmente igual ao James Cook!
É assim que ao contratar advogados para realizarem as transações com os últimos proprietários do parque, Mark e Priscila ultrapassaram a barreira do bom senso. E começaram a se mobilizar para não vender nem por ouro, o que vale simplesmente o valor que tem. Mark, na ideia dos pequenos proprietários deveria ir pessoalmente negociar, e inclusive eles têm a expectativa de que poderão retalhar o figurino da Priscilla no supermercado, e eles não têm nada a ver se Mark e Priscilla são filantropos, estão envolvidos com milhares de grupos de trabalho para edificação de um mundo melhor, porque eles, estes havaianos nunca saíram do seu terreno e a eles não importa a diferença entre a agenda deles e a do novo vizinho, se ele quer morar lá, vai ter que ser como eles, e assim esquecem de que se fosse como eles, Mark não poderia comprar muita terra e levar a família de helicóptero para passar o final de semana ou alguns meses nas férias. E ele não vai se fechar em casa porque não gosta deles, é porque quando ele foi para lá, ele sarou de toda ansiedade e stress que a vida que ele leva causam, e tendo casa lá ele espera repetir o período de sossego que teve da primeira vez. Só isso, não é desgosto em curtir os costumes locais, em ver as caras locais, no meu entender ele não quer ver muitas caras além da família e amigos íntimos quando vai para as férias, e se quiser e quiser ele mesmo escolher quem vai ver? O que nós temos a ver com isso? 
Vender ou não vender, eis a questão que compete a estes proprietários determinar. Vender bem, que mal tem? Melhor do que ficar ilhado com uma reles entradinha para sua pequena propriedade como se fosse um bicho em exposição no parque do Mark e da Priscila! Eles não querem isso, os havaianos estariam tão confusos quanto a identidade do casal de jovens com suas duas filhinhas, e quereriam descontar neles a gana que sentem dos brancos de outras eras?
A Rainha Lili'Uoklani foi muito inteligente compreendendo o momento, ela teve a grandeza inesperada nos monarcas, que põem o povo para brigar e morrer por eles, e ela entendeu que deveria aconselhar seu povo a conviver com os brancos em harmonia e naquele momento ela não simplesmente vendeu um terreno e se mudou para um melhor com o sobre valor que exigiu, ela abdicou da coroa dela e no momento e da forma que fez isso, ressaltou que a nobreza que herdara era merecida. O sangue dela provavelmente circula nas veias de todo o povo havaiano, que agora vai ter que decidir se para de infernizar o Mark do facebook e deixa ele montar seu pedaço no céu no Havaí, ou se vai calçar o pé porque desejaria que algum grupo que degradasse a natureza e o nome do Havaí, se instalasse em seu lugar. Paraísos na Terra não faltam. Não faltam sociedades que andariam de joelhos uma temporada para ter a família facebook a promover e valorizar sua região.
É seguro para os jovem casal de nerds e suas duas filhinhas morarem em um lugar que promove tanta desordem apenas por ego e expectativas de convívio social frustrados? 
É preciso conhecer a simplicidade e empatia desta família, antes de promover uma revolta tola para um povo tão bacana quanto o havaiano.
A humanidade está observando o desenlace do caso com atenção.
Se não é impossível ao nativo, livrar-se do branco e da sua cultura, também ao branco não é possível viver longe, eles se apaixonam e querem ficar. 
Resta ao nativo, capitalizar tal paixão e seguir evoluindo, juntos e ensinando costumes bons aos que a si acorrem cansados dos costumes maus das grandes cidades.
Borboleta Morpho Epistrophus Caternaria, fotografada pelo meu filho, o Hawkins Joseph.
Estávamos para poder uma árvore de ingá que ameaça cair sobre a casa no próximo inverno, mas descobrimos que é o local onde as raras Morphus (neste eco-sistema), depositaram os ovos da estação, o que significa que nada de poda!