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domingo, 11 de março de 2018

Tiffany Hadish e Maya Rudoph - Oscar 2018

O Oscar 2018, assumindo sua maioridade na 90° Edição foi uma festa épica e ficará marcado como um divisor de águas.
A premiação que não tem fama de boazinha, prestigiou concorrentes de peso, indicando profissionais na melhor idade para receber a cobiçada estatueta. Entre eles, Christopher Plummer (88 anos, por Todo o Dinheiro do Mundo), como melhor ator coadjuvante, ele que já tem um Oscar em sua casa, o que recebeu aos 82 anos por Toda Forma de amor, e a cineasta francesa Agnès Varda, que concorreu na categoria melhor documentário com Visages Villages, ela está com 89 anos.
O Oscar vem trazendo uma palheta poderosa e valiosa, contemplando já há alguns anos - desde o início da era Obama - através da sua indicação e premiação,  representantes de inúmeros grupos de diversidade, nacionalidades e tecnologia inovadora a serviço de visões inusitadas, como epopeia sensacional, este ano foi caso da produção do filme Com Amor, Van Gogh que foi obtido através da animação de 65 mil pinturas no estilo do mestre.
Fiquei ouriçada e excitada pela expectativa de assistir aquele que recebeu o prêmio de melhor roteiro original, o filme Corra, que rendeu o prêmio a Jordan Peele - autor do roteiro, diretor e produtor do filme - pela narrativa da questão da diferença fundamental entre condescendência e legítimo entrosamento do diferente que procura inserir-se em grupos ou comunidades homogêneas. 
Os trailers nos levam intuir uma atmosfera tensa de confrontação iminente riscos inerentes e o questionamento vai além do racismo, onde todo o divergente pode vestir a capa do destoante e viver a narrativa na pele do personagem principal. 
Um rei moral interplanetário pode descer ao povoado onde para ser aceito precisa ser hipócrita, ele permanecerá? Ele suportará? Uau!
Meryl Streep estava lá, concorrendo pelo essencial The Post, indicada pela 21° ao Oscar de melhor atriz, plenamente bela e serena, modelar,  em sua maioridade na festa das estrelas, mas este ano o Oscar de melhor atriz foi para a Frances Mc Dorman, com o Três Anúncios Para um Crime. Francis, espontânea, bacana, peculiarmente bela e rotineiramente determinada, foi honrada através de um personagem que luta pela justiça entre - olha ai, novamente: a hipocrisia, que adormece mentes e convive bem com a impunidade e a injustiça.
Ressalto e reverencio a apresentação de todos os artistas que entregaram os prêmios e nos brindaram com performances interessantes e marcantes. 
A crítica aqui fica por conta da pichação que produziram como maquiagem no belo rosto de Sandra Bullock, que foi vítima também de um desastre na escolha do figurino, mas musa é musa, todo ano alguma das nossas queridinhas resvala na ansiedade e produz-se o oposto do esperado em sua aparição numa das noites máximas do Cinema, isso é coisa de gente que tem os dois pés no chão, não gravita com assessores para tudo como gostamos de imaginar que seja a vida dos astros e estrelas.
É da Sandra Bullock, através do personagem que interpretou em Amor a Segunda Vista, Lucy Kelson, uma secretária com problemas de incontinência intestinal devido a úlcera adquirida no stress do trabalho, a contestação prévia ao argumento de Tiffany Hadish e Maya Rudoph, de que os papéis que trazem momentos humilhantes escatológicos e ou comprometedores para a elegância são sempre dados as atrizes negras e latinas. 
A bela e simpática Tifanny Hadish e a divina, adorável, Maya Rudopplh, protagonizaram um dos momentos mais divertidos e humanizantes que já vi através da tevê, ao apresentarem o prêmio de roteiro original, mas que com os dois pés bem no chão, vivi e vivo esporadicamente, um drama inerente à feminilidade e a beleza que é o desconforto produzido pelo uso dos saltos altos. 
Elas deixaram claro que se o que podemos ou temos é uma pantufa peluda para calçar, nós vamos ao Oscar e brilhamos - claro, se temos brilho - foi o caso delas, que lavaram a alma da mulherada humana.



segunda-feira, 5 de março de 2018

Porque Te Vas



Ontem aconteceu a 90° edição do Oscar do Cinema, eu estava preparando o jantar quando a transmissão teve início, com o dia pontuado por chuvas e calores ensolarados intermitentes realizando o perfeito clima tropical na região que originalmente foi coberta de mata atlântica ouvia a transmissão atenta. Já havia dado banho na Willow, tomado banho e de pijama recebia as imagens dos profissionais de cinema no grande auditório. Estavam ali, desfrutando do desfecho público máximo do seu trabalho e era uma festa bacana, bonita e sumamente importante.
Muitos artistas, os criadores das obras e os desenvolvedores técnicos em seus trajes que inspirarão a moda do próximo ano, cujas obras decretarão insights transformadores no povo humano - na política, na religião- que condicionarão consumo, que farão a iniciação mental nas crianças e exemplificarão atitudes para os jovens, declararam em vários momentos da noite, sua humanidade, e assim foi emocionante ver uma família de artistas reunida na comemoração máxima, se fosse de cunho religioso, seria similar a festa natalina da humanidade, com várias etnias e culturas congraçando. A confraternização universal - através do cinema. Isolada nesta serra, há anos, ver um rosto ou outro na platéia emocionou-me e percebi que ali estava minha família, as pessoas que mais têm feito parte da minha rotina diária de trabalho, estudo e vivências através dos personagens que desempenham. 
Mas os artistas e produtores não querem esta conotação, não desejam que as obras nas quais trabalham tenha cunho formativo, tampouco. 
Estão interpretando profissionalmente histórias prováveis e possíveis, pois na variedade universal de dimensões, se foi pensado, pode ser feito, em algum lugar aconteceu, está acontecendo ou acontecerá. Eis como é expressar a criatividade e materializar com arte.
Jimmy Kimmel, o apresentador, recebeu seu eu de nove anos - e ele menino o reprendeu por não cuidar-se melhor!, e ele adulto chantageou o seu eu criança, que não aceitaria reprimendas, informando que ainda lembrava onde ele escondia certas revistas, depois que seu eu foi embora, Jimmy satirizou a campanha contra o assédio feminino em Hollywood, como mestre de cerimônia, ele descontraiu o público e abordou o assunto mencionando que o mundo é cruel com as mulheres em toda parte.
O questionamento dele é super-válido e estipular uma baliza agora será uma dança de pisar no pé por um bom tempo, mas nós, Jimmy, as anônimas, estamos na mão cultural balizadora de vocês. Oh, pobres holywoodianos, terão que sacrificar-se pela humanidade?! Mas é por um bom motivo. 
Em muitos lugares deste planeta os machos humanos ainda, culturalmente pensam que podem matar as mulheres que não se comportam como eles desejam.
São vocês através do cinema universal que praticam, os únicos que entram em quase todos os lares do planeta, e é através da subliminaridade entranhada no seu trabalho que estes machos receberão um convite a repensar.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Lista de Metas do Mark Zuckerberg para 2018

"Todos os anos, adoro um desafio pessoal para aprender algo novo. 
Eu visitei todos os estados dos EUA, percorri 365 milhas, construí um AI para minha casa, lí 25 livros e aprendi mandarim.

Comecei a fazer esses desafios em 2009. 
No primeiro ano, a economia estava em profunda recessão e o Facebook ainda não era lucrativo. Precisávamos nos preocupar com a certeza de que o Facebook tinha um modelo de negócios sustentável. Foi um ano sério, e eu usei um laço todos os dias como lembrete.

Hoje se parece muito com o primeiro ano. O mundo está ansioso e dividido, e o Facebook tem muito trabalho a fazer - seja protegendo a nossa comunidade contra abusos e ódio, defendendo a interferência de estados-nações ou assegurando que o tempo gasto no Facebook seja bem gasto.

O meu desafio pessoal para 2018 é concentrar-me na resolução desses importantes problemas. Não vamos impedir todos os erros ou abusos, mas atualmente cometemos muitos erros ao aplicar nossas políticas e evitar o uso indevido de nossas ferramentas. Se tivermos sucesso este ano, iremos terminar 2018 em uma trajetória muito melhor.

Isso pode não parecer um desafio pessoal evidente, mas acho que vou aprender mais, concentrando-me intensamente nessas questões do que eu faria por algo completamente separado. Essas questões abordam questões de história, civismo, filosofia política, mídia, governo e, claro, tecnologia. 
Estou ansioso para reunir grupos de especialistas para discutir e ajudar a trabalhar esses tópicos.

Por exemplo, uma das questões mais interessantes na tecnologia agora é sobre centralização versus descentralização. Muitos de nós entraram na tecnologia porque acreditamos que poderia ser uma força descentralizadora que colocaria mais poder nas mãos das pessoas. (As quatro primeiras palavras da missão do Facebook sempre foram "dar às pessoas o poder".) 
Nos anos 90 e 2000, a maioria das pessoas acreditava que a tecnologia seria uma força descentralizadora.

Mas hoje, muitas pessoas perderam a fé nessa promessa. Com o surgimento de um pequeno número de grandes empresas de tecnologia - e os governos que usam a tecnologia para assistir seus cidadãos - muitas pessoas agora acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder ao invés de descentralizá-lo.

Existem importantes contra-tendências para isto - como criptografia e cryptomoeda - que absorvem o poder dos sistemas centralizados e colocam de volta nas mãos das pessoas. Mas eles correm o risco de ser mais dificilmente de controláveis. Estou interessado em aprofundar e estudar os aspectos positivos e negativos dessas tecnologias e a melhor maneira de usá-las em nossos serviços.

Este será um ano sério de auto-aperfeiçoamento e estou ansioso para aprender trabalhando para resolver nossos problemas juntos."
- Mark

domingo, 19 de novembro de 2017

Elevadores

Há muitos anos atrás, a Rainha Elizabeth e o Príncipe Philip se casaram, neste dia. Precisamente há setenta anos. 
A celebração foi familiar e o reino foi inundado pelo  repicar dos sinos da Abadia de Westminster, onde a Rainha e o Duque de Edimburgo se casaram, o reino também lançara seis selos em homenagem à comemoração.
Há alguns anos eu visitava meus pais em novo Hamburgo, e, pretendendo vir morar mais perto deles, me dirigi, acompanhada pela minha mãe, a Fundação Cultural de Novo Hamburgo. Visava sondar o calendário de eventos e ver se haveria possibilidade de colocar-me profissionalmente na cidade. 
Ao entrarmos no prédio que ficava na região central da cidade, nos dirigimos ao elevador e entramos acompanhados por mais três pessoas. O elevador comportaria mais quatro pessoas comodamente. Isso ocorreu há muitos anos, portanto não me recordo exatamente em que andar os problemas começaram, mas seguramente era acima do quinto. 
O elevador subitamente parou entre andares e no espaço de alguns minutos despencava com vontade e baque alguns 20 a 40 centímetros, balançando e parando até recomeçar o terrível movimento que efetuou um desnivelamento com a pequena sala ficando levemente inclinada para um lado.
E segue a descida aos solavancos até que pareceu estabilizar em um ponto entre andares, com os de dentro gritando e os de fora também. 
Havia uma fresta na parte superior da porta que nos permitia ver o piso de um andar, e então, após despencar mais um tanto, pareceu que o movimento cessaria e alguém enfiou um guarda-chuvas entre a fresta da porta arregaçando-a e pedindo calma, que os bombeiros já estavam chegando para nos resgatar, havia uma abertura de aproximadamente 60 centímetros de altura na parte superior da porta, e ninguém teve sangue frio o suficiente para esperar os bombeiros, com grande risco de morte, um após outro demos as mãos para os de fora e fomos içados como se pesássemos apenas gramas.
Ao recordar-me, sempre concluo que não deveríamos ter saído, são muitos os relatos de pessoas cortadas ao meio tentando escapar pela fresta entre andares quando o elevador não havia alcançado seu movimento final e cai rapidamente. 
Ao recordar-me penso que ali houve uma espécie de sinal, talvez divino, porque depois desta experiência e copos d'água com açúcar, não me interessei mais tanto em entrosar-me na Secretaria de Cultura, só queríamos sair dali, sair o mais rápido possível, ganhar a rua e ver as pombas ajuizadas caminhando tropegas na praça dos arredores. Só desejávamos chão firme, tarde, sol e nada e compromisso com aquele prédio.
Nunca mais voltei lá. Ao recordar-me penso que se houvesse uma pessoa a mais, talvez o pistão ou engrenagem responsável pela frenagem aos trancos  não fosse capaz de nos segurar, talvez fosse aí que ocorresse o acidente fatal, ao alcançarmos a fresta. Nunca saberemos. Foi tudo na medida certa para que aqueles que ali estavam permanecessem vivos.
Tenho meditado e sofrido imenso pelas notícias da saída da Inglaterra da União Européia. 
Estava tomando banho para me recolher lembrando do post equivocado que dava conta de que hoje seria o aniversário de Coroação da Rainha Elizabeth ll e na verdade não é aniversário tampouco da Coroação da Rainha Elizabeth I! E então foi inevitável pensar na possibilidade da Inglaterra deixar de integrar o bloco da União Européia. 
As informações dão conta de que o Reino não concorda com a acolhida que os refugiados vêm tendo por parte do Bloco, ou melhor, não desejam abrir as portas da mesma forma que o restante da Europa tem feito, aos já milhões de pessoas sem nada, que, fugindo dos problemas políticos e das guerras, da pobreza e desolação das tiranias, encontrou a rota felicidade em barcos sobrecarregados rumo a Europa...
Muitos barcos têm afundado, muitas vidas perdidas nesta aventura de ir sem lenço nem documento lutar por um espacinho no civilizado mundo europeu.
E se eu escrever sobre um elevador: a Inglaterra, que não aceita mais carregar ninguém porque sabe que não suportará e deixará de poder garantir qualquer coisa a seus súditos se proporcionar acolhida a novos habitantes que ainda assim nem aceitam comportarem-se como súditos?
E se os dirigentes da União Européia entenderem que tem que conceder a liberdade aos seus países integrantes de decidirem por conta e de forma autônoma quantas pessoas podem aceitar para ajudar e abrigar de forma permanente? Não será a mais coerente das decisões?
Não, jamais, nunca se deve empurrar gente sobrecarregando um sistema, um elevador ou país, sob pena de ele entrar em pane e até deixar de existir após um colapso que pode ser fatal para os ocupantes anteriores e para os novatos. Os novatos que chegam nestas condições não têm o que perder a não ser a vida e esta eles já demostraram que estão dispostos a arriscar pela saída e travessia que têm assumido ao saírem de seus infernos particulares. Fechar-lhes as portas pode parecer cruel, mas é apenas racional estando a ocupação máxima já está alcançada. 
As organizações internacionais têm condições e o dever de remanejar os imigrantes humanitariamente e sugerir novo destino e fornecer-lhes os meios, e o país que se nega a receber deve envolver-se e comprometer-se neste programa através do compartilhamento de despesas inerentes a uma operação essencial. Temos visto países que fazem um corredor por onde o refugiado passa estando em seu território, e a imagem não é bonita. Mas não é bonito o caos de um país desgovernado pela má administração dos recursos.  E a verdade é bonita, ela vem a dar em uma solução coerente e neste caso, inovadora.
Neste momento, no mundo, há muitos lugares recebendo investimento e necessitando avidamente de mão de obra; que eu saiba, certas regiões da África querem desenvolvimento e compensam com riqueza rápida, que eu saiba, onde houver região se desenvolvendo haverá chances de recomeço, porque vamos para a Inglaterra? Porque é um bonito reino e ficamos elegantes de cachecol no inverno com neve? Mas vamos para morder uma fatia da torta pronta, vamos para privar do excesso de riqueza da Europa, esta senhora ricaça cheia de jóias que poderá nos olhar como a órfãos e se apiedar de nós.
Sim, pode ser, mas não é o caso da Inglaterra.
Ela não nos quer. Não nos deseja e é um reino pequeno, rico e apegado demais a sua riqueza, é deles, violar é ilegal e é uma espécie de estupro a soberania.
Vamos para os Estados Unidos? Não parece estar nos querendo e o tratamento que despende aos lindeiros mexicanos mostra as dificuldades para nos instalarmos lá. Para onde vamos?
Acho que teremos que ir para onde nos aceitem e onde haja espaço para nós e os nossos, senão...não seria melhor dar um jeito nos nossos países bagunçados conquanto não estivermos em guerra? 
O que está faltando no mundo? 
Que o país rico que não pode aceitar aos pobres assuma a responsabilidade de conhecer seu destino, de encarregar comissão de importar-se pelo seu destino, mesmo sem poder acolher. Que não renegue a descendência dos que lhes foram úteis na ancestral fundação, que não dê-lhes as costas. Antes deve dar-lhe nova direção, a perspectiva da possibilidade de uma nova etapa assistida até o final da  jornada. Sejamos fraternos, que os outros deixem nossa presença com a recordação de ter encontrado um representante do Senhor a indicar-lhe por entre as pedras, um oásis.
Isso não é fácil mas jamais impossível.
Está faltando a União Européia ter mais voz ativa com os criadores de encrenca nos países pobres, "fornecedores de gente". 
Está faltando os senhores do mundo conscientizarem-se de que estamos vendo quem provoca caos, quem ameaça e aniquila os que não fogem. Hoje sabemos quem fornece armas, quem tem interesse na guerra. Qualquer um sabe, se senta na frente do computador e pesquisa por meia hora geopolítica.
Os senhores do mundo sabem como deter o fluxo de refugiados, ou aos senhores do mundo interessa que os elevadores da Europa, abarrotados, caiam?

Foto: Matt Halyoak

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

1° de Setembro de 2016 - Perseguição Política

"Você conhece bico, chupeta, daquelas de antigamente, aquelas que vinham em correntes douradas que brilhavam alaranjadas? Pois é! 
Nos últimos anos tenho estado tão encurralada e sofrendo tantas ameaças, que a única noite em que saía com a minha família -uma vez por ano - era na abertura do Salão de Pinheiros. 
Eu era participante Hors Concour. 
Nesta foto apareço com minha filha, na minha última participação através da minha obra Carbono 07 que foi exposta no Conjunto Nacional na Avenida Paulista, onde aconteceu o Salão daquele ano. 
Fazendo malabarismos mil, fiz, com minha família, uma bonita figura, apesar de estarmos todos vestidos com roupas e calçados de brechó, excetuado pelo meu sapato que foi um presente de aniversário que recebido meu filho, adquirido lá na 25 de Março, uma imitação de Lobotin que me garantiu imenso ódio, também, mas era lindo e amei e usei enquanto durou. 
Com a inveja de quem não consegue viver em paz, a gente, os iluminados têm que conviver. 
Ponto. 
Para aquela noite máxima anual, atravessei a rua da minha casa e numa lojinha que vendia livros incensos e roupas, também bijous, adquiri este colar por noventa e poucos pilas, é uma imitação muito bonita de ônix, uma pedra que me atrai muito, mas é plástico. De boa qualidade, como o mencionado pela  hippie do filme Volver de Almodóvar. 
Mas que barbaridade de agressividade que enfrentei por ele! Apesar de não poder usá-lo sem que os elos desenganchem constantemente, na corrente similar as chupetas de antigamente, é visto que faço uma bela figura com ele!
Poderia ter adquirido um aplique de nylon, fingindo cabelos rastafari, por trezentos reais, e estaria na moda e seria a boazinha consagrada, a mulher brasileira lutadora perfeita, poderia ter enrolado meu pescoço com uma e'xarpe de mau gosto, comprada a prestações em qualquer boutique da cidade, mas não. E então...?! 
E então o país educado pelo PT dá trabalho, emprego estável como educadora àquela artista que defecou na foto do Bolsonaro na Avenida Paulista, mas me encurrala e massacra, disseram que uma "jóia" assim não era para mim, que deveria devolver.
Como? 
Volver?
O país do Lula e da Dilma, que educou as crianças nas escolas para irem para a linha de frente agredir, depredar e lutar por eles como soldados infantis - a Dilma, que pagava cinco mil reais pelo corte de cabelo com o dinheiro do povo, a Dilma que sai por impeachment, mas sai por cima, com os direitos que não tem, garantidos. Inconstitucionais mas garantidos.
Eu poderia não estar tentando meu trabalho, poderia ter cedido às cooperativas de artistas, como muitos conhecidos meus, mas escolhi trabalhar escrevendo e alertando contra o comunismo que se instalava célere, escrever e lutar pelo que julgo correto, de graça e de colar de plástico, mas plástico do bom! 
Quando me fecharam todas as portas, e seria envenenada por um tratamento em um hospital público para tratar um falso câncer, tão falso quanto meu colar da discórdia, tive que largar tudo pelo que lutei, me prejudicar e à minha família, com uma mudança muito traumática, para unicamente sobreviver. 
E agora? 
Agora tenho esta linda foto de uma ocasião boa e bela, de autêntica convivência cultural no único bastião de resistência contra a ditadura cultural do PT de São Paulo, o Salão de Artes de Pinheiros, ele mesmo um mendigo de espaço para expor, pois a cada ano o espaço anterior lhe fechava as portas.
Dilma e seus asceclas facilitados pela estatura continental do Brasil, perpetraram uma ditadura silenciosa. Perseguiram e mataram os que não se antenaram a tempo das reais intenções do Voldemort Lula e da sua cobra Naguini. 
Naquela noite fomos de ônibus para o Salão, paramos na Cardeal Arco Verde, e em frente ao paradão havia uma adorável lanchonete que servia caldo de cana e pastel e eram boníssimos e deliciosos. 

Lanchamos e seguimos doces e felizes para o evento, que se estendesse em solenidades o quanto se estendesse, ainda que demorassem a  servir o coquetel depois dos pronunciamentos, não estávamos dependentes, Camille e Joseph encerraram a noite manjando um sorvete no Conjunto Nacional e, no final, havia a reserva para voltar de táxi, que onde morávamos não haveria ônibus àquela na hora que alcançássemos a conexão, sempre alegres e de bem com a vida.
Foi uma boa noite, fomos fotografados pelo Zaba, que prestigiou a abertura do salão e nossa família, Zizi não esteve presente por não estar na cidade."


Texto que escrevi e publiquei em minha página - Giane Pereira Soares - no Facebook em 1° de Setembro de 2016

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Carta de Priscilla e Mark Zuckerberg para sua segunda filha, Augusta

"Querida Augusta,
Bem-vinda ao mundo. A tua mãe e eu estamos muito excitados imaginando o que vais te tornar.
Quando tua irmã nasceu, escrevemos uma carta sobre o mundo que esperávamos que ela crescesse, e agora, tu também - um mundo com mais educação e menos doenças, comunidades mais fortes e uma maior igualdade. Escrevemos que, com todos os avanços da ciência e tecnologia, a sua geração deve viver uma vida muito melhor que a nossa, e temos a responsabilidade de fazer a nossa parte para que isso aconteça. Embora as manchetes, muitas vezes, se foquem no que está errado, continuamos a acreditar que estas tendências positivas vencerão.
Somos otimistas quanto a sua geração e o futuro.
Mas ao invés de escrever sobre crescer, queremos falar sobre a infância. O mundo pode ser um lugar sério. E é por isso que é importante arranjar tempo para ir lá fora, brincar.
Vais estar ocupada quando fores mais velha, por isso espero que tenhas tempo para cheirar todas s flores, e por todas as folhas que quiseres no teu balde, agora. Espero que tenhas lido todos os teus livros preferidos, do Dr. Seuss tantas vezes que comeces a inventar tuas próprias histórias sobre o Vipper de Vipp. Espero que brinquem no carrossel até conhecerem todos os cavalos de cor. Espero que corras tantas voltas em torno do nosso jardim e casa, quantas queiras. E então, espero que tires muitas sextas. espero que sejas uma grande dorminhoca.
E espero que mesmo nos teus sonhos possas sentir o quanto te amamos.
A infância é mágica, só se pode ser criança uma vez, por isso não te preocupes muito com o futuro. Tu nos tem para isso, e faremos tudo o que pudermos para garantir que o mundo seja um lugar melhor para ti e para todas as crianças da tua geração.
Augusta, nós te amamos tanto, e estamos tão animados para viver esta aventura contigo!
Desejamos-lhe uma vida de alegria, amor e a mesma esperança que nos deu.

Amor,

mãe e pai"

Querida Augusta,
Muito obrigada por você ter nascido e por trazer consigo uma expansão de amor para o mundo.
Seu pai e sua mãe importam muito para a humanidade e têm abençoado vidas incontáveis com seu trabalho e bondade.
Seja bem-vinda, e que contigo e com Max, cresça uma humanidade mais harmoniosa e feliz.

Giane e família


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Her Majesty, Queen Elizabeth Alexandra Mary Mountbatten-Windsor subiu ao trono em 1952.

Entre as primeiras publicações deste blog, está uma homenagem a Rainha Elizabeth, símbolo de estabilidade, serenidade e bravura.
Símbolo de uma sabedoria antiga como o mundo, a Rainha é uma pessoa firmemente ancorada e no seu entorno circula grande parcela do mundo como conhecemos.
Dia destes ouvi encantada, enquanto lavava a louça, o meu filho adolescente, mencioná-la em um continho filosófico que lera recentemente no livro de Thomas Cathcart e Daniel Klein - Platão e um ornitorrinco entram num bar(publicado no Brasil pela Ponto de Leitura).
Perguntou-me se havia lido o livro, se eu lembrava daquela sobre a Rainha Elizabeth. Respondi que li mas não recordava deste, ele contou:
A Rainha é tão velha, mas tão velha, que no paraíso, primeiramente a serpente ofereceu a maçã a ela. Ao que ela teria respondido:
"Não quero. Ofereça àquele casal de nudistas."

Para os autores, aos filósofos e aos conhecedores das teorias da formação da terra pelos heloins, para nós aqui em casa, que apreciamos e estudamos o assunto, faz todo sentido do mundo homenagear a Rainha com este continho, pois:
-Se ela recusou a maçã, sua sabedoria era superior a dos nudistas.
-Se ela definiu-os assim, é porque estava recatadamente vestida, como manda a tradição real.
-Se ela recusou a maçã, estava lá antes do "casal de nudistas". Ou seja, é bem provável que a Rainha faça  parte do grupo de heloins que foi mandado por Deus- evidente - terraformar.
Desta forma, ser velha, mas muito velha, é uma grande benção e uma enorme honra, uma a mais, para Her Majesty, the Queen Elizabeth.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Centro Presidencial Obama

O Centro Cultural Obama está em plena atividade. Hoje comecei a escrever um livro carta para meu neto, narrando-lhe a vida do seu pai, o meu filho, que, como escrevi na introdução, não começou quando ele começou a andar, nem tampouco quando nasceu, mas quando ele foi concebido e o seu espírito alojou-se, ovo fecundado. 
À partir dalí veio a formação física e sua estruturação. 
Tudo sobre um projeto idealizado pela entidade superior.
Com a Fundação Obama, o projeto escolhido foi a criação da trindade Todd Williams Billie Tsien Architects(Todd Williams, Billie Tsien e Dina Griffin).
Quando for aberta ao público, a Fundação Obama contará com três edificações monumentais, a meu ver inspiradas na arquitetura mezzo-americana, maia, asteca, com uma forte pegada na arte africana, sendo o prédio do Museu, a edificação mais imponente do complexo, e abrigando exposição do acervo, ou legado Obama, e exposições temporárias paralelas, também a administração, escritórios e salas para reuniões. 
Será ali, evidentemente, construída a tumba para o presidente, conforme é tradição nos centros culturais presidenciais.
O conjunto da Biblioteca, tem sido o foco principal do cuidado de Michelle, que tem trabalhado ombro a ombro com o marido neste cuidadoso e futurístico centro de convívio cultural e engrandecimento educacional para a cidade, a biblioteca privilegiará uma área para ensino e programações culturais ininterruptas e o terceiro prédio, será o Fórum, composto de restaurante, jardim integrado e auditório. 
Todo o monumento arquitetônico estará interligado ao Parque Jackson, em Chicago, Illinois e será o centro vibrante cultural, a priori, da comunidade.

 A Fundação Obama ergue-se na mesma área de Chicago onde um consórcio erigirá o o Museu da Ciência e da Indústria, e onde está a Universidade de Chicago fundada em 1890.
O casal Obama trabalha na concretização do projeto e o ex-presidente já declarou que pretende tornar sua Fundação um polo de combate as desigualdades raciais e econômicas.
Michelle Obama é apontada publicamente por correligionários e setores da imprensa, como candidata à presidência em uma eleição futura, e apesar de negar-se a uma posição publica definitivamente afirmativa, o casal determinou não fechar a porta à possibilidade, e, definiu que visando evitar polêmicas sobre conflito de interesses, não aceitará doações de governos estrangeiros. 
Moradores da região onde ficará a Fundação Obama, que conheceram o presidente antes dele ser eleito, sonham com a possibilidade de que ele volte a ser professor na Universidade de Chicago, e em poder reencontrá-lo circulando pela vizinhança com sua simpatia característica.
Sobre seu Centro Presidencial, Obama declara:
"Mais do que uma biblioteca ou um museu, vai ser um centro vivo de trabaalho para a cidadania."
"A Fundação física fica no Sul de Chicago, mas vai desenvolver projetos para a cidade, o país e para o mundo."

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O Mais x o Melhor

Schick Tennis Clallenge  - Imagem Getty, fotógrafo Jeff Vinnick - 07/10/2001
Segundo a última edição da Revista Forbes, Bill Gates deixa de ser o primeiro colocado no ranking dos mais ricos do mundo. 
O topo da lista de milionários da Forbes passa a ser do fundador da Amazon, Jeff Bezos. Ele acaba de superar a fortuna do fundador da Microsoft, que por ter doado 30% do seu patrimônio a filantropia segue ocupando o topo da lista dos mais admiráveis humanistas.
Às vezes quando a gente perde, a gente ganha.
High Five?