"O presidente Barack Obama diz que vai continuar agindo por conta própria, sempre que os republicanos no Congresso bloqueem sua agenda econômica. Em seu discurso semanal de rádio e Internet, Obama diz que voltou-se para atrair empregos, aumentar os salários dos trabalhadores e ajudar os alunos a pagar empréstimos porque o obstrucionismo republicano mantém o sistema manipulado contra a classe média. Ele diz que se faz os republicanos no Congresso ficarem loucos, é porque ele está tentando ajudar as pessoas, eles podem se juntar a ele para que eles possam trabalhar em conjunto. Obama também desejou boa sorte para a equipe dos EUA, que se prepara para o seu próximo jogo de futebol da Copa do Mundo no Brasil. No discurso republicano, em Louisiana Rep. Bill Cassidy, ele ressalta o crescente da energia, da indústria transformadora e construção civil dos EUA, incluindo a aprovação do oleoduto Keystone XL, para criar empregos ele se pronuncia:
"-Oi, pessoal! Esta semana, passei alguns dias em Minneapolis, conversando com as pessoas sobre suas vidas - as suas preocupações, seus sucessos e suas esperanças para o futuro. Eu fui por causa de uma carta que recebi de uma mãe trabalhadora chamada Rebeca, que compartilhou comigo as dificuldades que a sua jovem família tem enfrentado desde a crise financeira. Ela e seu marido Ben eram apenas recém-casados esperando seu primeiro filho, Jack, quando a crise imobiliária faliu sua empresa contratante. Ele tomou o emprego que podia, e Rebeca tirou empréstimos estudantis e se preparou novamente para uma nova carreira. Sacrificaram-se por seus filhos, e um pelo outro. E cinco anos depois, eles pagaram a dívida, compraram sua primeira casa, e tiveram seu segundo filho, Henry. Em sua carta para mim, ela escreveu: "Somos uma família forte, unida, que deixou de sê-lo por alguns momentos muito, muito difíceis." E de muitas maneiras, essa é a história da América nos últimos cinco anos.
Somos uma família forte, unida que fez isso por alguns momentos muito difíceis. Hoje, ao longo dos últimos 51 meses, as nossas empresas criaram 9,4 milhões de novos empregos. Medida após medida, a nossa economia está indo melhor do que era há cinco anos. Mas, como Rebeca também escreveu em sua carta, ainda existem muitas famílias de classe média como a dela que fazem tudo direito - que trabalham duro e que sacrifício - mas não consiguem chegar à frente. Parece que as probabilidades estão contra eles. E com apenas uma pequena mudança em nossas prioridades, podemos consertar isso. O problema é que os republicanos no Congresso manteem o bloqueio ou votam contra quase todas as idéias sérias para fortalecer a classe média. Só este ano, já disseram não ao aumento do salário mínimo, não à remuneração justa, não à reforma do empréstimo de estudante, não para estender o seguro-desemprego. E ao invés de investir na educação, que ajuda famílias trabalhadoras chegarem à frente, eles realmente votaram para dar um outro corte de impostos enorme para os americanos mais ricos. Esta obstrução mantém o sistema manipulado por aqueles que estão no topo, e manipulado contra a classe média. E enquanto eles insistem em fazê-lo, eu vou continuar a tomar ações por conta própria - como as ações que já tomei para atrair novos postos de trabalho, elevar os salários dos trabalhadores, e ajudar os alunos a pagar os seus empréstimos. Eu vou fazer o meu trabalho. E se isso faz republicanos no Congresso loucos porque eu estou tentando ajudar as pessoas, eles podem se juntar a mim, e nós vamos fazer isso juntos. O ponto é: poderíamos fazer muito mais como um país - como uma família forte, unida - se os republicanos no Congresso estivessem menos interessados em empilhar o deck para aqueles que estão no topo, e mais interessado em fazer crescer a economia para todos. Então, ao invés de mais isenções fiscais para milionários, vamos dar mais incentivos fiscais para ajudar as famílias que trabalham pagar para cuidar das crianças ou sua faculdade. Em vez de proteger brechas fiscais que permitem que grandes corporações criem paraísos fiscais no exterior, vamos colocar as pessoas para trabalhar a reconstrução de estradas e pontes bem aqui na América. Em vez de empilhar as plataformas em favor daqueles que já conseguiram, vamos perceber que somos mais fortes como nação quando oferecemos uma chance justa para todos os americanos. Vou passar algum tempo falando sobre essas mesmas escolhas na próxima semana. Isso é porque nós sabemos através da nossa história que a nossa economia não cresce de cima para baixo, ela cresce a partir do centro e expande-se. Nós fazemos melhor quando a classe média faz melhor. Esse é o jeito americano. Isso é o que eu acredito! E é por isso que eu vou continuar lutando. Tenham um ótimo quarto de julho, toda a gente - e boa sorte para a equipe dos EUA no Brasil!
Pronunciamento do Presidente Barack Obama publicado em 28 de junho no Huffington Post Politic
sábado, 28 de junho de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Agenda do Presidente Obama para quinta-feira
Retornando para a Casa Branca, o Presidente Obama anunciará uma iniciativa em conjunto com o setor privado para se certificar de que todos os homens jovens de cor que estão dispostos a trabalhar duro e se erguer, tenham uma oportunidade para ter sucesso.
Informações e fotos que extraí do boletim da Casa Brança que recebi de Dan Pfeiffer
Informações e fotos que extraí do boletim da Casa Brança que recebi de Dan Pfeiffer
A agenda do Presidente Obama para a quarta-feira
O Presidente Obama viaja na quarta-feira, para St Paul, Minnesota, para lançar um novo projeto incentivando novos investimentos de criação de empregos, bem como de restauração das estradas e pontes que estão em ruínas.
Informação e foto extraídas do
boletim da Casa Branca, enviada por Dan Pfeffer
Informação e foto extraídas do
boletim da Casa Branca, enviada por Dan Pfeffer
A agenda de terça-feira do Presidente Obama
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Agenda do Presidente Obama para esta segunda-feira
O Presidente Obama vai se reunir com governadores de todo o país e vai contar com eles para fazer um progresso real questões que são importantes para os americanos.
Foto e informação extraídos do boletim da Casa Branca, enviado por Dan Pfeiffer
Foto e informação extraídos do boletim da Casa Branca, enviado por Dan Pfeiffer
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Syria- Rebeldes e não rebeldes - O importante para nós é não bancarmos o touro
Eu me levanto após um dia de meditação, firmemente convencida de que o vídeo cadastrado no youtube sob o título -18 Syrie: Voice le vrai visage des rebelles en Syrie é a maior bandeira levantada quanto a não ser racional, uma intervenção militar americana no conflito que ocorre lá.
Embora as imagens tenham sido compiladas como um chamamento, ou, chamariz. E onde isso fica mais evidente é na cena em que o guerreiro ataca com faca o corpo do inimigo morto e arranca seu coração levando-o a boca.
Ontem pela amanhã, após assistir o inferno em vídeo, entrei em choque, só estado de choque pode definir minha reação.
Tomei um banho, e avisei aos amigos que me retiraria em jejum por dois dias, cortaria o contato. A tarde foi de orações e enjoôs ao lembrar dos viventes entregues àquela situação de barbarie.
Desde sempre, sinto que os árabes fundamentalistas estão perdendo demais em guerras que declaram ser em nome de Deus. A ideia de um deus que compactua com tais rios de sangue e neles se banha "honrado" não é compatível com a imagem do Criador que ama seus filhos, mas sim com o deus das trevas. Vem-me a impressão de que todas aquelas imagens do vídeo são do inferno, desta forma, seu deus estará mesmo satisfeito.
O soldado que arranca o coração do inimigo e leva-o a boca não o mastiga nem engole, não toma nova bocada e compartilha o festim com os cinegrafistas, ao menos não no vídeo editado, e diante do horror mostrado, não podemos nem imaginar que foi por pudor do editor.
Concluímos, isto sim, que o vídeo é a edição de estouros de violência que foram unidos sem o cuidado de inserir legenda com local e data.
Uma provocação, um chamamento à intervenção?
Desde sempre penso que Deus criou homem e mulher para complementarem-se e à sua moda cuidarem com Amor do filho que gerarem.
Escrevi no Facebook:É muito difícil colocamo-nos no lugar das pessoas com uma cultura tão diferente.
Mas nós, mães e mulheres ocidentais não podemos permitir que nossos filhos, frutos de nosso amor e apreço pela construção de um mundo melhor e mais justo,
vão combater com os filhos das mulheres que ainda hoje são somente moeda, em uma cultura que as condena a viver das sobras e de rosto coberto.
Que filhos estes úteros têem gerado?
Com cuidados e atenção aos direitos humanos, colhemos frutos amargos em forma de violência em nossa cultura,
o quê será então dos filhos destas mulheres?
Enquanto elas não tenham direitos iguais e liberdade de expressão, o homem que formam desde o ventre
não pode discutir de igual para igual com os nossos filhos.
E é para defender homens como os do vídeo do endereço abaixo, que nos colocou em choque,
que se clama por intervenção?
Irmãos árabes, libertem e eduquem as mães de seus filhos, sob pena de constantemente estarem em meio a genocídios "internos" e à maldita intromissão manipuladora de quem vai servir-se de vossas riquezas em escaramuças manipuladoras. Mulheres fracas e subjugadas, não educam nem fortalecem, sobrevivem.
A Paz é possível, se for dado às mães direito de escolha.
Chegou a hora da equiparação sob pena de extinção por uma convulsão tão medonha como nunca vimos, conclamada exclusivamente
pela rais de violência contra o útero.
Não, não sou feminista, detesto-as, até.
Admiro a cultura erudita árabe, embora seja pecadora.
Em minha biblioteca há muito da vossa sabedoria, religião admirável, mas que parece ser apenas poesia para livros e serestas, quando acompanhamos a vossa realidade em conflitos sanguinários recorrentes.
Embora as imagens tenham sido compiladas como um chamamento, ou, chamariz. E onde isso fica mais evidente é na cena em que o guerreiro ataca com faca o corpo do inimigo morto e arranca seu coração levando-o a boca.
Ontem pela amanhã, após assistir o inferno em vídeo, entrei em choque, só estado de choque pode definir minha reação.
Tomei um banho, e avisei aos amigos que me retiraria em jejum por dois dias, cortaria o contato. A tarde foi de orações e enjoôs ao lembrar dos viventes entregues àquela situação de barbarie.
Desde sempre, sinto que os árabes fundamentalistas estão perdendo demais em guerras que declaram ser em nome de Deus. A ideia de um deus que compactua com tais rios de sangue e neles se banha "honrado" não é compatível com a imagem do Criador que ama seus filhos, mas sim com o deus das trevas. Vem-me a impressão de que todas aquelas imagens do vídeo são do inferno, desta forma, seu deus estará mesmo satisfeito.
O soldado que arranca o coração do inimigo e leva-o a boca não o mastiga nem engole, não toma nova bocada e compartilha o festim com os cinegrafistas, ao menos não no vídeo editado, e diante do horror mostrado, não podemos nem imaginar que foi por pudor do editor.
Concluímos, isto sim, que o vídeo é a edição de estouros de violência que foram unidos sem o cuidado de inserir legenda com local e data.
Uma provocação, um chamamento à intervenção?
Desde sempre penso que Deus criou homem e mulher para complementarem-se e à sua moda cuidarem com Amor do filho que gerarem.
Escrevi no Facebook:É muito difícil colocamo-nos no lugar das pessoas com uma cultura tão diferente.
Mas nós, mães e mulheres ocidentais não podemos permitir que nossos filhos, frutos de nosso amor e apreço pela construção de um mundo melhor e mais justo,
vão combater com os filhos das mulheres que ainda hoje são somente moeda, em uma cultura que as condena a viver das sobras e de rosto coberto.
Que filhos estes úteros têem gerado?
Com cuidados e atenção aos direitos humanos, colhemos frutos amargos em forma de violência em nossa cultura,
o quê será então dos filhos destas mulheres?
Enquanto elas não tenham direitos iguais e liberdade de expressão, o homem que formam desde o ventre
não pode discutir de igual para igual com os nossos filhos.
E é para defender homens como os do vídeo do endereço abaixo, que nos colocou em choque,
que se clama por intervenção?
Irmãos árabes, libertem e eduquem as mães de seus filhos, sob pena de constantemente estarem em meio a genocídios "internos" e à maldita intromissão manipuladora de quem vai servir-se de vossas riquezas em escaramuças manipuladoras. Mulheres fracas e subjugadas, não educam nem fortalecem, sobrevivem.
A Paz é possível, se for dado às mães direito de escolha.
Chegou a hora da equiparação sob pena de extinção por uma convulsão tão medonha como nunca vimos, conclamada exclusivamente
pela rais de violência contra o útero.
Não, não sou feminista, detesto-as, até.
Admiro a cultura erudita árabe, embora seja pecadora.
Em minha biblioteca há muito da vossa sabedoria, religião admirável, mas que parece ser apenas poesia para livros e serestas, quando acompanhamos a vossa realidade em conflitos sanguinários recorrentes.
Cada vez admiro mais o Presidente Obama, que tem mostrado seguir a linha de séria observação e intervenção diplomática, preservando os filhos da sua nação da entrada em uma carnificina em que os irmãos sírios estão envolvidos irracionalmente. Em último caso, drones. E quem pode condenar o seu
uso caso se decida pela intervenção numa situação de animalidade como esta?
uso caso se decida pela intervenção numa situação de animalidade como esta?
Ainda: este vídeo é imensamente burro!
Quem não vê que é um chamado para a briga que seria respondida pela disseminação de ataques terroristas que já devem estar até engatilhados?
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Casino Royale ou Wirlwind
Às vésperas do Natal de 2007 eu havia passado pelo primeiro dos transplantes de córnea.
Quando estava recuperada fui assistir o primeiro filme em cinema enxergando sem usar lentes. Eu caminhava pelos corredores do shopping fascinada em poder enxergar os meus dedos dos pés aparecendo nas sandálias, era tremendamente mais encantador do que as vitrines.
O filme foi escolhido aleatoriamente, e eis que a próxima sessão era 007 - Cassino Royale. James Bond em seu 21° filme, interpretado por Daniel Craig, em sua mais triste e violenta missão. O mais vibrante, envolvente e realista drama da franquia 007. Casino Royale foi escrito por um trio: Robert Wade, Paul Haggis e Neal Purvis, então o filme narra a primeira missão de James Bond com sua licença para matar; é o filme mais feroz que já assisti, porque havia sonhado em ver tudo com nova visão, tudo de bonito que o mundo oferece, assistir este James Bond ainda vulnerável, dirigido por Martin Campbell, me feriu. Saber que a gratuidade da morte acontece assim neste momento em alguns lugares do mundo, e que as mortes são apenas acidentes de percurso nas ações de dominação custe o que custar, não, eu estava só em meu coração aberto, e forma três escritores a tecer a trama terrorismo x agentes secretos da lei.
Crudélissimo! Recomendo a quem queira avaliar a situação do cidadão "comum" apanhado em meio ao encontro de forças tais, mas não abra seu coração ao filme. É sofrimento garantido. Como acabou a aventura para mim? Correndo e me trancando no banheiro do shopping para lavar a córnea nova de dentro para fora. Me diga, eu nunca consegui assistir este filme até o final, tu já o assististes? Para ti também é forte assim?
Passei anos a reviver aquelas cenas de mortes fúteis, chantagem e crueldade suprema, analisando o que ocorre no jogo do comércio de Seres, então li Turbilhão, de James Clavell, para entender melhor a expulsão do paraíso na gênesis da violência global.
Não aceito, mas é preciso entender.
O título original do livro Turbilhão, é Whirlwind, foi traduzido para o português por Lea Viveiros de Castro, e publicado no Brasil pela Editora Record.
Foto, detalhe da obra hors concours no 26° Salão de arte de Pinheiros: O Beija Flor, Joseph, Minha Família, Com Chris
Quando estava recuperada fui assistir o primeiro filme em cinema enxergando sem usar lentes. Eu caminhava pelos corredores do shopping fascinada em poder enxergar os meus dedos dos pés aparecendo nas sandálias, era tremendamente mais encantador do que as vitrines.
O filme foi escolhido aleatoriamente, e eis que a próxima sessão era 007 - Cassino Royale. James Bond em seu 21° filme, interpretado por Daniel Craig, em sua mais triste e violenta missão. O mais vibrante, envolvente e realista drama da franquia 007. Casino Royale foi escrito por um trio: Robert Wade, Paul Haggis e Neal Purvis, então o filme narra a primeira missão de James Bond com sua licença para matar; é o filme mais feroz que já assisti, porque havia sonhado em ver tudo com nova visão, tudo de bonito que o mundo oferece, assistir este James Bond ainda vulnerável, dirigido por Martin Campbell, me feriu. Saber que a gratuidade da morte acontece assim neste momento em alguns lugares do mundo, e que as mortes são apenas acidentes de percurso nas ações de dominação custe o que custar, não, eu estava só em meu coração aberto, e forma três escritores a tecer a trama terrorismo x agentes secretos da lei.
Crudélissimo! Recomendo a quem queira avaliar a situação do cidadão "comum" apanhado em meio ao encontro de forças tais, mas não abra seu coração ao filme. É sofrimento garantido. Como acabou a aventura para mim? Correndo e me trancando no banheiro do shopping para lavar a córnea nova de dentro para fora. Me diga, eu nunca consegui assistir este filme até o final, tu já o assististes? Para ti também é forte assim?
Passei anos a reviver aquelas cenas de mortes fúteis, chantagem e crueldade suprema, analisando o que ocorre no jogo do comércio de Seres, então li Turbilhão, de James Clavell, para entender melhor a expulsão do paraíso na gênesis da violência global.
Não aceito, mas é preciso entender.
O título original do livro Turbilhão, é Whirlwind, foi traduzido para o português por Lea Viveiros de Castro, e publicado no Brasil pela Editora Record.
Foto, detalhe da obra hors concours no 26° Salão de arte de Pinheiros: O Beija Flor, Joseph, Minha Família, Com Chris
domingo, 1 de dezembro de 2013
O Conhecimento Fortalece, o Amor Eleva
Eu gostaria imenso de poder compartilhar a conexão que inadvertidamente recebi, a iluminação que pode nos levar ao ponto de conscientizar-nos que o passado é rico e atraente em informações, que seu conhecimento é essencial para a subida rumo ao desenvolvimento da liberdade incomensurável de amor que nos realiza realizando o entorno, em evolução infinita na inter-relação harmoniosa, mas não existe a chave racional que verbalizada ou esquematizada liberta as vítimas ou descendentes das injustiças sociais, raciais, ideológicas...
Minha tristeza é sentir que compartilhar irrestritamente o tipo de canalização de poder e amor que existe em saber/conhecer o passado, sem ser direcionado ativa ou reativamente pelos erros que nele estão registrados, é uma tarefa que pede ação de ambas as partes: do que sofre e do que sabe que o sofrimento cultivado é uma prisão que só o preso pode abrir, e que se esse for unilateral a elevação mútua (somente quando o que dirige o processo, conheceu a Luz), é um ganho temporário para o que 'pega a carona'.
Eu queria entender porque o homem generaliza rotulando, se prende e encarcera em conceitos totalitários, quando mesmo entre grupos fechados e maus, ha os que destoam e desafiam tais sistemas. Eu sei que o homem mau não representa a humanidade, nem ao bom está permitido representar enquanto juntos não ativamos as chaves.
Somos indivíduos poderosos e temos nos unido com mais sucesso para causas nefastas, em que nosso super poderes são geralmente neutralizados pelo meio. Porquê?
Porque a cultura reinante pegou um caminho errado ao premiar as exceções, homem ou mulher "que sofreu demais e hoje conseguiu se erguer".
Isso faz com que a maioria, mesmo os que não sentem assim, aceitem: Ok, eu não lembro exatamente de ter padecido tudo isso, mas se vou ganhar um prêmio por dizer que não ter o tênis de griffe me dilacerou o coração na infância, ok!
E assim seguimos cultivando as nossas dores ou dores dos nossos antepassados na expectativa do prêmio vindouro.
A chave não está ai, embora não saiba informar como materializá-la, sei que não a encontraremos ai.
Eu acho mais fácil fazer esta colocação sobre minha visão sobre racismo ao Presidente Obama, que chegou ao topo e não haverá de estar com sentimento de inferioridade de nenhum tipo. Que é uma pessoa que admiro, não pelo passado, que não conheço, mas pela postura no presente, e aos que o criticam, saibam que os enxergo em raio-x, se ninguém mais vê, eu vejo.
Quando eu era contadora de história, havia uma narração que as crianças gostavam muito, sobre os ratos que viviam sem sobressaltos em um casarão abandonado, mas que um dia foi invadido por um gato que de uma vez engoliu três dos ratos líderes, como não havia o que fazer, lamentaram e deixaram para lá.
Depois de alguns dias o gato retornou e caçou mais dois ratos. Após a correria e a desolação, reuniram-se em uma assembléia e colheram muitas sugestões de como acabar com o problema. Teve mais votos a que estipulava que formariam um trio e colocariam um guizo no pescoço do gato, assim cada vez que se aproximasse teriam chance de escapar e se esconder em suas tocas.
O problema real ficou evidente quando não conseguiram realizar o pretendido porque ninguém quis ser voluntário para pendurar o guizo no pescoço do gato.
Assim é que vejo as críticas ao governo Obama. Todos sabem o que deve ser feito, mas é só ele que tem que fazer o que é impossível - colocar o guizo no pescoço do gato e encontrar as chaves que abrem as prisões conscienciais que a humanidade edifica desde sua Criação.
Não, não, nem imaginam com que expressão outros despertos e eu os observamos...
Foto: O Presidente Obama e a esposa, Michelle, celebrando o Hannukah na Casa Branca, foto do facebook "Barack Obama".
Minha tristeza é sentir que compartilhar irrestritamente o tipo de canalização de poder e amor que existe em saber/conhecer o passado, sem ser direcionado ativa ou reativamente pelos erros que nele estão registrados, é uma tarefa que pede ação de ambas as partes: do que sofre e do que sabe que o sofrimento cultivado é uma prisão que só o preso pode abrir, e que se esse for unilateral a elevação mútua (somente quando o que dirige o processo, conheceu a Luz), é um ganho temporário para o que 'pega a carona'.
Eu queria entender porque o homem generaliza rotulando, se prende e encarcera em conceitos totalitários, quando mesmo entre grupos fechados e maus, ha os que destoam e desafiam tais sistemas. Eu sei que o homem mau não representa a humanidade, nem ao bom está permitido representar enquanto juntos não ativamos as chaves.
Somos indivíduos poderosos e temos nos unido com mais sucesso para causas nefastas, em que nosso super poderes são geralmente neutralizados pelo meio. Porquê?
Porque a cultura reinante pegou um caminho errado ao premiar as exceções, homem ou mulher "que sofreu demais e hoje conseguiu se erguer".
Isso faz com que a maioria, mesmo os que não sentem assim, aceitem: Ok, eu não lembro exatamente de ter padecido tudo isso, mas se vou ganhar um prêmio por dizer que não ter o tênis de griffe me dilacerou o coração na infância, ok!
E assim seguimos cultivando as nossas dores ou dores dos nossos antepassados na expectativa do prêmio vindouro.
A chave não está ai, embora não saiba informar como materializá-la, sei que não a encontraremos ai.
Eu acho mais fácil fazer esta colocação sobre minha visão sobre racismo ao Presidente Obama, que chegou ao topo e não haverá de estar com sentimento de inferioridade de nenhum tipo. Que é uma pessoa que admiro, não pelo passado, que não conheço, mas pela postura no presente, e aos que o criticam, saibam que os enxergo em raio-x, se ninguém mais vê, eu vejo.
Quando eu era contadora de história, havia uma narração que as crianças gostavam muito, sobre os ratos que viviam sem sobressaltos em um casarão abandonado, mas que um dia foi invadido por um gato que de uma vez engoliu três dos ratos líderes, como não havia o que fazer, lamentaram e deixaram para lá.
Depois de alguns dias o gato retornou e caçou mais dois ratos. Após a correria e a desolação, reuniram-se em uma assembléia e colheram muitas sugestões de como acabar com o problema. Teve mais votos a que estipulava que formariam um trio e colocariam um guizo no pescoço do gato, assim cada vez que se aproximasse teriam chance de escapar e se esconder em suas tocas.
O problema real ficou evidente quando não conseguiram realizar o pretendido porque ninguém quis ser voluntário para pendurar o guizo no pescoço do gato.
Assim é que vejo as críticas ao governo Obama. Todos sabem o que deve ser feito, mas é só ele que tem que fazer o que é impossível - colocar o guizo no pescoço do gato e encontrar as chaves que abrem as prisões conscienciais que a humanidade edifica desde sua Criação.
Não, não, nem imaginam com que expressão outros despertos e eu os observamos...
Foto: O Presidente Obama e a esposa, Michelle, celebrando o Hannukah na Casa Branca, foto do facebook "Barack Obama".
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
O Presidente Obama: Depois de um Século de Tentativas
"Demorou um século até mesmo para
chegarmos ao ponto onde podemos
começar a falar e implementar uma lei
que torne o seguro de saúde uma certeza para
todos,
e o meu compromisso
para
com o
povo americano, é
o de
que vamos resolver os
problemas que estão surgindo
na
reestruturação.
Vamos fazer a coisa certa,
e Affordable Care Act
trabalhará
para o povo americano ".
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Watergate x Richard Nixon -Sobre o Poder Maior e a Necessidade de Manter Critérios Claros de Julgamento - Ou Tão Somente: minha mente não é pinico!
...Haig conhecia o Presidente (Nixon) há quatro anos. Passara centenas de horas com Kissinger, em conversas que se referiam, direta ou indiretamente, à personalidade de Nixon. Kissinger estava intimamente familiarizado com o que considerava os traços vulgares do psiquismo de Nixon. O Presidente era um homem consumido por lembranças de fracassos passados, um homem que permitia que seus inimigos o governassem, cujas ações eram muitas vezes reações, dizia kissinger, Nixon tentava enganar até mesmo as pessoas mais próximas, inclusive Kissinger. Ocultava-lhes coisas. Um homem isolado, ensimesmado, um paranoide, era o que Kissinger sempre dizia a Haig.
Na mesma página (36), noutro parágrafo:
O Presidente (Nixon) fazia comentários depreciativos sobre Kissinger com Haig, queixando-se da paranoia e da excessiva preocupação "do Professor" com sua própria imagem. Particularmente, pedira que Haig o informasse a respeito do trabalho de Kissinger, e o general atendera o pedido. Uma situação difícil, muitas vezes insustentável.
Na página 44:
Naquela manhã, Bull teve que subir com as fitas das conversas de Dean com o Presidente em fevereiro, março e abril. Com base em registros das reuniões e ligações telefônicas do Presidente, Bull ligou para Ray Zumvalt, supervisor do Serviço Secreto, e pediu os rolos desejados. Depois anotou os trechos e marcou cada fita. Ainda que conhecesse bem as vozes, Bull teve dificuldades para encontrar as conversas procuradas, sepultadas como estavam em horas de fitas em grandes rolos.
Ás 10h15 da manhã, levou a primeira fita ao Presidente e explicou-lhe como operar o gravador:
-O senhor aperte o botão play quando estiver pronto para ouvir. Solte o botão stop quando acabar, ou quando quiser parar a máquina. E se o senhor desejar voltar a fita ou repetir um trecho, aperte o botão stop e depois o botão rewind. Entendido? O senhor compreendeu?
O Presidente não tinha quase nenhuma habilidade mecânica, nem possuía boa coordenação física. Depois de quatro anos distribuindo lembranças na Casa Branca - abotoaduras, prendedores de gravata, canetas e bolas de golfe, Nixon ainda precisava de ajuda para abrir as caixas de papelão. Bull estava habituado a dar esta ajuda. Certa vez o Presidente convocou-o para abrir um vidro de pílulas antialérgicas, com o qual lutava há algum tempo. Era aquele tipo de embalagem feito para crianças não abrirem, com instruções que diziam "aperte para baixo e gire".
A tampa tinha marcas de dentes. Nixon evidentemente tentara removê-la a dentadas.
Tratamos aqui do Presidente dos Estados Unidos da América, Richard Nixon, que foi eleito para tal cargo. Estou lendo o livro Os Últimos Dias do Presidente, escrito pelos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, cujo "brilhante trabalho de pesquisa jornalística conferiu ao jornal Washigton Post, o Prêmio Pulitzer".
Neste livro os autores, entrevistando exaustivamente a maioria dos envolvidos, e com acesso a documentação do caso que foi chamado Watergate, esmiuçam o processo que levou a renúncia de Nixon. O livro com 453 páginas, foi publicado no Brasil pela Editora Vozes, adquiri-o recentemente em um sebo na Avenida São João, em São Paulo.
Devido ao pressuposto inequívoco valor do conteúdo, comprei-o embalado em plástico, vedado.
Tive uma grande surpresa ao abrir a embalagem, ainda no metrô, ao verificar que estava bastante danificado; suas páginas ganharam comentários e anotações a caneta e lápis em idioma inglês, não bastando esta liberdade de interferência, o dono anterior perfurou os rodapés em maços, várias páginas com perfurações distintas, como um código secreto de marcação em máscara. Não satisfeito, provavelmente após a leitura, abriu com lâmina extremamente afiada e potente, cortes transversais nas páginas centrais. Ao adquirir o documento, eu não suspeitei nem de longe que provocasse tantas emoções. E provoca. O caso do proprietário anterior pode ser de um aprendiz de português inconformado com as incongruências linguísticas, o meu é a crescente desconfiança.
Pois então o Presidente Nixon consumia antialérgicos?
Vejamos alguns efeitos colaterais de um dos mais suaves antialérgicos modernos, não os cavalares primitivos do final dos anos sessenta que Nixon consumia:
-Se usado nas dose recomendadas não apresenta propriedades sedativas clinicamente significativas.
-As reações adversas reportadas comumente incluem fadiga, cefaléia, sonolência, nervosismo, boca seca, transtornos gastrintestinais, tais como, náusea e gastrite e também sintomas alérgicos semelhantes a exantema.
-Reações adversas como alopecia, anafilaxia e função hepática anormal são reportadas raramente.
A contra-indicação do consumo concomitante de bebidas alcoólicas é clássica e pontencializa as propriedades do medicamento.
Richard Nixon foi eleito em 1968. Sua presidência andava bem. Estava conseguindo cumprir as metas de campanha: reconciliação internacional e apaziguamento dos conflitos internos. Conseguiu terminar o combate no Vietnã e melhorar sensivelmente as relações com a URSS e com a China.
Foi em sua gestão que em 1969, os astronautas americanos fizeram o seu primeiros pouso na Lua.
Tinha um projeto voltado ao meio ambiente, partilha de receitas ao final dos projetos e dava atenção especial a fortificação da lei anti-crime.
Até que foi envolvido no Watergate.
Richard Nixon nasceu na California em 1913, foi um estudante nota dez e sua carreira política transcorreu da mesma forma, sem sobressaltos, até o Watergate.
Em 08 de agosto de 1974, Nixon renunciou a presidência, ele disse que renunciava
para que se começasse o processo de cura que é tão desesperadamente necessário nos Estados Unidos.
Põe-se um homem no ponto central da política mundial cercado de uma assessoria que sabe do pote de antialérgico e é incapaz de facilitar-lhe logisticamente a desenvoltura para que possa cuidar do que é de todos?
Uma assessoria que declara minúcias como esta é uma assessoria que expõe vulnerabilidades ao invés de reforçar os pontos fortes.
A sociedade que não sabe o que quer e se compraz em devorar o bolo alimentar vomitado por focas ávidas de prêmios sensacionais não esta a altura de julgar as ações de um homem ilibado cujo maior delito foi não derrubar completamente a estrutura que havia e formar outra.
Mas não é isso que se espera de um líder democrático, é que se instale e faça seu melhor, o melhor por todos, sinto que Nixon tentou, mas que não veio para derrubar tudo e reconstruir, que lidava com os fatos reais e trabalhava.
Levando em conta que as características individuais que estão gritando neste caso, o desamparo ao qual foi jogado no primeiro dedo hipócrita e traidor que se lhe apontou, é o foco central do meu questionamento.
Ainda bem que fatos como os relatados nas duas páginas que extraí do livro não foram suprimidos, pois foram os únicos argumentos favoráveis ao homem Nixon durante todas as 453 páginas.
Ainda que tenham sido publicadas para aumentar o desdém a figura em questão.
Em 1977, Nixon concede uma entrevista longa dividida em sessões, ao jornalista David Frost. Um Nixon se recuperando de flebite a às voltas com o alcoolismo é a farta vítima que o jornalista inglês em baixa popularidade precisava para fazer uma re estréia em grande estilo, todos duvidavam que acontecesse, mas Nixon foi, e David Frost o conduziu de forma dramática a assumir o envolvimento no Watergate.
Não havia dúvidas quanto ao resultado, os colegas de Frost comentam que ele é rápido e ardiloso, que passou os meses que antecederam a entrevista, se preparando para encurralar o presidente, que acabou confessando na TV, que estava ciente de irregularidades a sua volta...mas que...quem se importa?
Era somente isso que a perfeição queria ouvir.
No filme de ficção científica Minority Report, o personagem de Tom Cruise, John Anderton, é um policial que trabalha desvendando crimes com o auxílio de três pessoas com paranormalidade. Ao saber que seria injustamente acusado, Tom/John não confiando no sistema para o qual trabalha, foge buscando solucionar por conta própria o esquema, tentando se livrar das terríveis consequências do crime previsto. É um dos melhores filmes que já assisti. O Bordão do experiente detetive John/Tom, torna-se um ponto de questionamento filosófico intenso, ele repete: Na hora, todo mundo corre...todo mundo corre.
Richard Nixon não correu, apesar de vítima do sistema, confiou na justiça, agiu na justiça, e sua "permanência" fica mais explicita quando decide dar a entrevista ao demônio Frost.
A estes que liquidamos injustamente, postumamente chamamos mártires, não?
Nomes citados nos parágrafos que extrai do livro Os Últimos Dias:
Bull: Stephen Bull, assessor pessoal do Presidente
Dean Burch: Conselheiro político do Presidente (que o denunciou)
Haig: Gen. Alexander M Haig. JR.- Chefe da Casa Civil da Presidência
No site sobre os Presidentes americanos, mantido pela Casa Branca, sobre Richard Nixon está também escrito: "Algumas de suas realizações mais aclamadas vieram de sua busca pela estabilidade mundial. Durante as visitas, em 1972, a Pequim e Moscou, ele reduziu as tensões com a China e a URSS.
Suas reuniões de cúpula com o líder russo Leonid Brezhnev I, produziram um tratado para limitar as armas nucleares estratégicas.
Em janeiro de 1973, ele anunciou um acordo com o Vietnã do Norte para acabar com o envolvimento americano na Indochina.
Em 1974, seu secretário de Estado, Henry Kissinger, negociou acordos de separação de forças entre Israel e seus adversários, o Egito e a Síria."
Na mesma página (36), noutro parágrafo:
O Presidente (Nixon) fazia comentários depreciativos sobre Kissinger com Haig, queixando-se da paranoia e da excessiva preocupação "do Professor" com sua própria imagem. Particularmente, pedira que Haig o informasse a respeito do trabalho de Kissinger, e o general atendera o pedido. Uma situação difícil, muitas vezes insustentável.
Na página 44:
Naquela manhã, Bull teve que subir com as fitas das conversas de Dean com o Presidente em fevereiro, março e abril. Com base em registros das reuniões e ligações telefônicas do Presidente, Bull ligou para Ray Zumvalt, supervisor do Serviço Secreto, e pediu os rolos desejados. Depois anotou os trechos e marcou cada fita. Ainda que conhecesse bem as vozes, Bull teve dificuldades para encontrar as conversas procuradas, sepultadas como estavam em horas de fitas em grandes rolos.
Ás 10h15 da manhã, levou a primeira fita ao Presidente e explicou-lhe como operar o gravador:
-O senhor aperte o botão play quando estiver pronto para ouvir. Solte o botão stop quando acabar, ou quando quiser parar a máquina. E se o senhor desejar voltar a fita ou repetir um trecho, aperte o botão stop e depois o botão rewind. Entendido? O senhor compreendeu?
O Presidente não tinha quase nenhuma habilidade mecânica, nem possuía boa coordenação física. Depois de quatro anos distribuindo lembranças na Casa Branca - abotoaduras, prendedores de gravata, canetas e bolas de golfe, Nixon ainda precisava de ajuda para abrir as caixas de papelão. Bull estava habituado a dar esta ajuda. Certa vez o Presidente convocou-o para abrir um vidro de pílulas antialérgicas, com o qual lutava há algum tempo. Era aquele tipo de embalagem feito para crianças não abrirem, com instruções que diziam "aperte para baixo e gire".
A tampa tinha marcas de dentes. Nixon evidentemente tentara removê-la a dentadas.
Tratamos aqui do Presidente dos Estados Unidos da América, Richard Nixon, que foi eleito para tal cargo. Estou lendo o livro Os Últimos Dias do Presidente, escrito pelos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, cujo "brilhante trabalho de pesquisa jornalística conferiu ao jornal Washigton Post, o Prêmio Pulitzer".
Neste livro os autores, entrevistando exaustivamente a maioria dos envolvidos, e com acesso a documentação do caso que foi chamado Watergate, esmiuçam o processo que levou a renúncia de Nixon. O livro com 453 páginas, foi publicado no Brasil pela Editora Vozes, adquiri-o recentemente em um sebo na Avenida São João, em São Paulo.
Devido ao pressuposto inequívoco valor do conteúdo, comprei-o embalado em plástico, vedado.
Tive uma grande surpresa ao abrir a embalagem, ainda no metrô, ao verificar que estava bastante danificado; suas páginas ganharam comentários e anotações a caneta e lápis em idioma inglês, não bastando esta liberdade de interferência, o dono anterior perfurou os rodapés em maços, várias páginas com perfurações distintas, como um código secreto de marcação em máscara. Não satisfeito, provavelmente após a leitura, abriu com lâmina extremamente afiada e potente, cortes transversais nas páginas centrais. Ao adquirir o documento, eu não suspeitei nem de longe que provocasse tantas emoções. E provoca. O caso do proprietário anterior pode ser de um aprendiz de português inconformado com as incongruências linguísticas, o meu é a crescente desconfiança.
Pois então o Presidente Nixon consumia antialérgicos?
Vejamos alguns efeitos colaterais de um dos mais suaves antialérgicos modernos, não os cavalares primitivos do final dos anos sessenta que Nixon consumia:
-Se usado nas dose recomendadas não apresenta propriedades sedativas clinicamente significativas.
-As reações adversas reportadas comumente incluem fadiga, cefaléia, sonolência, nervosismo, boca seca, transtornos gastrintestinais, tais como, náusea e gastrite e também sintomas alérgicos semelhantes a exantema.
-Reações adversas como alopecia, anafilaxia e função hepática anormal são reportadas raramente.
A contra-indicação do consumo concomitante de bebidas alcoólicas é clássica e pontencializa as propriedades do medicamento.
Richard Nixon foi eleito em 1968. Sua presidência andava bem. Estava conseguindo cumprir as metas de campanha: reconciliação internacional e apaziguamento dos conflitos internos. Conseguiu terminar o combate no Vietnã e melhorar sensivelmente as relações com a URSS e com a China.
Foi em sua gestão que em 1969, os astronautas americanos fizeram o seu primeiros pouso na Lua.
Tinha um projeto voltado ao meio ambiente, partilha de receitas ao final dos projetos e dava atenção especial a fortificação da lei anti-crime.
Até que foi envolvido no Watergate.
Richard Nixon nasceu na California em 1913, foi um estudante nota dez e sua carreira política transcorreu da mesma forma, sem sobressaltos, até o Watergate.
Em 08 de agosto de 1974, Nixon renunciou a presidência, ele disse que renunciava
para que se começasse o processo de cura que é tão desesperadamente necessário nos Estados Unidos.
Põe-se um homem no ponto central da política mundial cercado de uma assessoria que sabe do pote de antialérgico e é incapaz de facilitar-lhe logisticamente a desenvoltura para que possa cuidar do que é de todos?
Uma assessoria que declara minúcias como esta é uma assessoria que expõe vulnerabilidades ao invés de reforçar os pontos fortes.
A sociedade que não sabe o que quer e se compraz em devorar o bolo alimentar vomitado por focas ávidas de prêmios sensacionais não esta a altura de julgar as ações de um homem ilibado cujo maior delito foi não derrubar completamente a estrutura que havia e formar outra.
Mas não é isso que se espera de um líder democrático, é que se instale e faça seu melhor, o melhor por todos, sinto que Nixon tentou, mas que não veio para derrubar tudo e reconstruir, que lidava com os fatos reais e trabalhava.
Levando em conta que as características individuais que estão gritando neste caso, o desamparo ao qual foi jogado no primeiro dedo hipócrita e traidor que se lhe apontou, é o foco central do meu questionamento.
Ainda bem que fatos como os relatados nas duas páginas que extraí do livro não foram suprimidos, pois foram os únicos argumentos favoráveis ao homem Nixon durante todas as 453 páginas.
Ainda que tenham sido publicadas para aumentar o desdém a figura em questão.
Em 1977, Nixon concede uma entrevista longa dividida em sessões, ao jornalista David Frost. Um Nixon se recuperando de flebite a às voltas com o alcoolismo é a farta vítima que o jornalista inglês em baixa popularidade precisava para fazer uma re estréia em grande estilo, todos duvidavam que acontecesse, mas Nixon foi, e David Frost o conduziu de forma dramática a assumir o envolvimento no Watergate.
Não havia dúvidas quanto ao resultado, os colegas de Frost comentam que ele é rápido e ardiloso, que passou os meses que antecederam a entrevista, se preparando para encurralar o presidente, que acabou confessando na TV, que estava ciente de irregularidades a sua volta...mas que...quem se importa?
Era somente isso que a perfeição queria ouvir.
No filme de ficção científica Minority Report, o personagem de Tom Cruise, John Anderton, é um policial que trabalha desvendando crimes com o auxílio de três pessoas com paranormalidade. Ao saber que seria injustamente acusado, Tom/John não confiando no sistema para o qual trabalha, foge buscando solucionar por conta própria o esquema, tentando se livrar das terríveis consequências do crime previsto. É um dos melhores filmes que já assisti. O Bordão do experiente detetive John/Tom, torna-se um ponto de questionamento filosófico intenso, ele repete: Na hora, todo mundo corre...todo mundo corre.
Richard Nixon não correu, apesar de vítima do sistema, confiou na justiça, agiu na justiça, e sua "permanência" fica mais explicita quando decide dar a entrevista ao demônio Frost.
A estes que liquidamos injustamente, postumamente chamamos mártires, não?
Nomes citados nos parágrafos que extrai do livro Os Últimos Dias:
Bull: Stephen Bull, assessor pessoal do Presidente
Dean Burch: Conselheiro político do Presidente (que o denunciou)
Haig: Gen. Alexander M Haig. JR.- Chefe da Casa Civil da Presidência
No site sobre os Presidentes americanos, mantido pela Casa Branca, sobre Richard Nixon está também escrito: "Algumas de suas realizações mais aclamadas vieram de sua busca pela estabilidade mundial. Durante as visitas, em 1972, a Pequim e Moscou, ele reduziu as tensões com a China e a URSS.
Suas reuniões de cúpula com o líder russo Leonid Brezhnev I, produziram um tratado para limitar as armas nucleares estratégicas.
Em janeiro de 1973, ele anunciou um acordo com o Vietnã do Norte para acabar com o envolvimento americano na Indochina.
Em 1974, seu secretário de Estado, Henry Kissinger, negociou acordos de separação de forças entre Israel e seus adversários, o Egito e a Síria."
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