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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Dos Deveres do Homem - Giuseppe Mazzini

"Mazzini queria o progresso dos operários sob todos os aspectos, dos mais altamente educativos, aos simplesmente econômicos., pronto a pugnar pelas mais ousadas reformas, mas queria evitar que os operários italianos se deixassem seduzir pelas doutrinas materialistas, que tinham em mira somente a reivindicação dos interesses econômicos, por conseguinte, de base egoística e individualista, contrária a qualquer sentimento mais alto de solidariedade social, fundada sobre o dever,sobre a elevação espiritual do povo, sobre a educação e os ideais superiores em suma, sobre uma visão religiosa da vida.
...
A segunda divisa"(do livro)", Deus e o Povo, ali está para indicar a conhecidência, segundo Mazzini, do pensamento e da vontade de Deus com o pensamento e a vontade, não de cada homem separadamente, mas da humanidade, no seu complexo e no seu desenvolvimento histórico, e por isso desvencilhada das formas particulares da exist~encia individual.
A vida do espírito, como já verificaram outros pensadores, unifica e não divide e, neste caso somente na espiritualidade e no dever é possível encontrar o segredo da verdadeira solidariedade humana. somente na comparticipação de uma comunidade universal o indivíduo encontra o seu verdadeiro eu, vinculando-se a tudo o quanto lhe possa sobreviver, que possa continuar a obra deixada inacabada por ele e vencendo gradualmente os obstáculos à realização do bem e do progresso.
A humanidade não é, porém, para Mazzini, uma soma de indivíduos, mas sim o produto orgânico das nações, cada qual com seu destino especial e com sua missão histórica a preencher.
Assim, a ética não é universal ou abstrata, mas sim particular e concreta. Não há deveres esquemáticos iguais para todos, cada qual tem seu posto na família, na sociedade, na nação; deve cumprir o dever específico pertinente àquele posto, e para cumprí-lo deve saber sacrificar, quando necessário, até a própria vida. Assim, as comunidades menores,  encarregando-se cada uma da sua missão, inserem-se nas maiores, até compor organicamente a humanidade, em cujo fluxo histórico, somente será possível realizar o divino sobre a terra."

Prefácio para a obra Dos Deveres do Homem de Mazzini, escrito por Adolfo Ravá, professor na Universidade de Roma, publicado na enciclopédia Clássicos Jackson, volume sobre Pensadores Italianos

terça-feira, 12 de junho de 2018

Lobão debocha de perseguição petista: "Vou fazer uma camiseta 100% elite...


Eu publiquei hoje no facebook, o meu testemunho e violências sofridas por mim -não mencionei o que meus filhos têm passado, porém, não porque me dói, pois é justamente o contrário:
Estupro mecânico em posto de saúde perpetrado pelas médicas do SUS, falso diagnóstico de câncer, cusparada em café, pelos pubianos e etc em restaurante, chamada declaradamente de louca, de velha, dizem que sou careca, até os que recebo em casa, inventam que as toalhinhas que mantenho na pia para que cada um seque o rosto em pano limpo, saem espalhando que são usadas por mim porque faço xixi nas calças. E depois tem os acidentes, multas, ameaças, sou agredida e roubada nos bancos, por parentes do PT, e tudo por ousar criticar o ladrão pai de todos eles, Ramon. Eu me candidataria a presidente para salvar o país, mas creio que deva pagar taxas para as quais não possuo, pois os juízes estão a favor de quem me processa, me chamando de parasita e não consigo vender meu trabalho. Fui para a cidade pagar minha multa e renovar meu título, mas o banco estava fechado e não oferecia outra opção. Os caminhoneiros fazem paralisação conforme prevê a lei e são multados ilegalmente, pessoas que servem ao sistema e tentam sair fora, morrem em acidentes de carro, helicóptero, elas ou alguém da família são envenenadas por tratamentos de câncer que não têm... Quero me inscrever em concurso internacional para tentar sair fora, o banco me cobra duzentos por cento acima da taxa da inscrição solicitada pelo concurso. Repressão no Brasil não há - para quem não criticar ou se opuser ao PT e seu sistema implantado. Semana da diversidade na escola usada para levar petistas mordidos para falar para secundaristas que devem ouvir passivamente, Passivos, assim se tornaram empresários e políticos, ante a ação destes comunistas
Estava de carro e fui atacada por uma patrola. 
Uma vizinha ameaçou tapar as bocas de lobo essenciais e já construídas para saneamento do meu terreno há anos, - a tubulação passava no passeio dela porque ela mora numa propriedade abaixo da minha- ela mudou o muro avançando sobre o passeio, pedi ao sub prefeito para interferir para as bocas de lobo permanecerem abertas, ele enviou máquinas para taparem e ajudarem a vizinha no aterro. 
O comunismo está ai, a política do ódio faz com que pessoas que poderiam se dar bem, cometam crimes para com os que não cederam ao aparelhamento do PT. 
Ditadura está ai, implementada e com todos os seus cacoetes. Friso: não fui pedir para avizinha fazer algo para mim, eu só pedi para que não cobrisse as boca de lobos, moro numa encosta de morro, se a água vier valendo no inverno, vai arrebentar todo o encanamento sob minha casa, acarretando em dano para estrutura da minha já  combalida casa, eu só pedi que ela deixasse as bocas de lobo abertas, ela não me ouviu e então fui falar com a autoridade e expliquei-lhe a situação e deixei bem claro que não queria brigar, ele mandou uma máquina para ajudar a vizinha a trocar a divisa tomando conta do passeio e cobrir os bueiros...Administração municipal do PT.

sábado, 2 de junho de 2018

2017 Whitney Cummings I'm Your Girlfriend Stand Up Comedy



A afirmação da seriedade e da dignidade 

feminina, vem através desta formidável atriz, Whitney Cummings - Somente para adultos.

Em território de enorme estranheza, ela diz loucuras,  não faz.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

O Conto de Fadas Celebrado - Casamento do Príncipe Harry com a americana Meghan Markle

Foto oficial, divulgada nesta segunda-feira pelo palácio de Kensigton.
O casamento do incrivelmente apaixonado, o Príncipe Harry da Grã-Bretanha, com a americana, Relações Públicas, Meghan Markle.
Meghan vestiu um modelo lindo, enxuto e clássico da Givenchy, que valorizou-lhe de forma discreta as belas formas, jogando a atenção especial para o busto e emoldurando o seu rosto.
A foto foi tirada no Castelo de Windsor, no sábado, dia 19 de maio.
Da esquerda para a direita:
Jasper Dye, Camilla, Duquesa da Cornualha, que esteve elegante e equilibrada num delicado modelo rosa, o ambientalista e produtor de maçãs, o Príncipe Charles, que entrou na Capela São Jorge conduzindo a noiva em um momento emocionante, único e especial, Dória Hagland, a mãe da noiva(assistente social), o Príncipe Willian, que marcou a cerimônia através dos ternos olhares para o seu maninho, o noivo - um homem adulto, e casando-se - aos que assistiram restou a forte impressão de que a mãe estivesse presente a união através dos olhares que ele lançava ao irmão.
Fileira do centro:
Brian Mulroney, o Príncipe Philiph, recuperando-se de uma cirurgia no quadril feita recentemente, a Rainha Elizabeth II, esplêndida, reinventando o amor de um conto de fadas através da aprovação da escolha do neto, Kate Middleton, a Duquesa de Cambridge, que foi presenteada pela noiva com um bracelete de ouro desenhado exclusivamente para ela, da grife Zofia Day, a Princesa Charlotte, o Príncipe George, Ryian Litt, John Mulroney.
Fila da frente: Ivy Mulroney, Florence Van Custem, Zalie Waren, Remy Litt.
A foto foi feita pelo fotógrafo do Palácio de Kensignton, Alexi Lubomirki

sábado, 7 de abril de 2018

Toy Story 3 - L'histoire de Lotso par Rictus



Lotso era um terno e amigável urso, então se perdeu dele mesmo ao ver-se um adulto muito afastado das  suas origens e entregue aos elementos. 
No momento que devia se superar ele entregou-se e numa retroalimentação da sua história de vítima, se viciou.

Lotso instalou seu reino e tornou-se um totalitário, seu prazer era mandar e impedir que qualquer coisa nova acontecesse, mesmo que estivesse em suas mãos cumprir o prometido não cupria porque admitir o novo e perder as rédeas era o seu maior medo. Refugiou-se em ideias que naufragaram noutras creches e seus seguidores gostam das ideias e não se importam com o amanhã. O modo Lotso de governar é o reino do privilégio do hoje -sem ontem e sem amanhã- é no kamikase mesmo!

Ele não aceita desafios e destrói os que o desafiam, ao invés de superá-los. 

Lotso é permanência, é não encontrar alento no aprendizado e não aceitar opções que não sejam os naturais para permanecer sempre no mesmo passo, ele não admira nada que não seja o que ele aprendeu no passado.

Se ao agirmos Lotso, enaltecemos nossa ignorância como uma meta aos que nos seguem, facilmente teremos uma legião de seguidores, pois nem é preciso pensar para ser Lotso, é só deixar guiar-se por baixos instintos e quanto pior melhor passa a ser uma estética modeladora.

Para ser Lotso é preciso ser inteligente até um ponto, o ponto máximo já alcançado pelos da família ou do grupo social. Lotso se acha o bonzão, mas é uma vítima dos seus preconceitos. Todos os carregamos, e devemos combatê-los, sob pena de sermos apenas resultado da ação de outros, não autores da nossa própria história, mas Lotso os ostenta como se fossem credenciais. 
N'algum momento é preciso declarar nossas motivações e justificar nossas escolhas através da nossa trajetória, mas quando alguém proclama-se rei porque perdeu-se de si e salienta que é maior porque foi incapaz de se superar, todos devemos estender-lhe a mão.

Agora veremos se Lotso suportará a abstinência de de seu vício pelo mando.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

INGE MAFRA UMA ARTISTA NA NATUREZA



Inge foi minha primeira mestre, no atelier que aparece neste vídeo, desenvolvi muito do que sei, ali despertei, mas muito especialmente aprendi que amigos têm paciência, dão amor e perdoam-se.

O vídeo é precioso e uma rara e bonita imagem homenagem familiar do esposo amantíssimo da Inge, o filósofo Ben-Hur Mafra, um reconhecimento a esta artista, mestre, que coordenava o curso de Educação Artística da faculdade INIJUI, e levava o mundo para a cidade do Noroeste do estado do RS, que já tinha vocação multicultural, mas que ainda assim se ressentia da imensa e incomparável cultura universal da Inge.

E ela tinha paciência. Enorme sensibilidade que sofria com a grossura geral, mas sorria suave e compreendia - característica da cultura - delicada e erudita, franca e sorridente, puxava outro assunto, ou era a casa que ela e o marido construíam com a participação dos filhos formandos em arquitetura, ou o jardim, ou o projeto de alguma viagem, a qual ela levaria uma amiga, o grupo de alunos, ou ia só,  a espairecer. Ou encontraria os filhos que estavam fora no caminho e fariam programas que me pareciam soberbos, pois eram, juntos.

Sinto-me tão segura nestas lembranças!

domingo, 11 de março de 2018

Tiffany Hadish e Maya Rudoph - Oscar 2018

O Oscar 2018, assumindo sua maioridade na 90° Edição foi uma festa épica e ficará marcado como um divisor de águas.
A premiação que não tem fama de boazinha, prestigiou concorrentes de peso, indicando profissionais na melhor idade para receber a cobiçada estatueta. Entre eles, Christopher Plummer (88 anos, por Todo o Dinheiro do Mundo), como melhor ator coadjuvante, ele que já tem um Oscar em sua casa, o que recebeu aos 82 anos por Toda Forma de amor, e a cineasta francesa Agnès Varda, que concorreu na categoria melhor documentário com Visages Villages, ela está com 89 anos.
O Oscar vem trazendo uma palheta poderosa e valiosa, contemplando já há alguns anos - desde o início da era Obama - através da sua indicação e premiação,  representantes de inúmeros grupos de diversidade, nacionalidades e tecnologia inovadora a serviço de visões inusitadas, como epopeia sensacional, este ano foi caso da produção do filme Com Amor, Van Gogh que foi obtido através da animação de 65 mil pinturas no estilo do mestre.
Fiquei ouriçada e excitada pela expectativa de assistir aquele que recebeu o prêmio de melhor roteiro original, o filme Corra, que rendeu o prêmio a Jordan Peele - autor do roteiro, diretor e produtor do filme - pela narrativa da questão da diferença fundamental entre condescendência e legítimo entrosamento do diferente que procura inserir-se em grupos ou comunidades homogêneas. 
Os trailers nos levam intuir uma atmosfera tensa de confrontação iminente riscos inerentes e o questionamento vai além do racismo, onde todo o divergente pode vestir a capa do destoante e viver a narrativa na pele do personagem principal. 
Um rei moral interplanetário pode descer ao povoado onde para ser aceito precisa ser hipócrita, ele permanecerá? Ele suportará? Uau!
Meryl Streep estava lá, concorrendo pelo essencial The Post, indicada pela 21° ao Oscar de melhor atriz, plenamente bela e serena, modelar,  em sua maioridade na festa das estrelas, mas este ano o Oscar de melhor atriz foi para a Frances Mc Dorman, com o Três Anúncios Para um Crime. Francis, espontânea, bacana, peculiarmente bela e rotineiramente determinada, foi honrada através de um personagem que luta pela justiça entre - olha ai, novamente: a hipocrisia, que adormece mentes e convive bem com a impunidade e a injustiça.
Ressalto e reverencio a apresentação de todos os artistas que entregaram os prêmios e nos brindaram com performances interessantes e marcantes. 
A crítica aqui fica por conta da pichação que produziram como maquiagem no belo rosto de Sandra Bullock, que foi vítima também de um desastre na escolha do figurino, mas musa é musa, todo ano alguma das nossas queridinhas resvala na ansiedade e produz-se o oposto do esperado em sua aparição numa das noites máximas do Cinema, isso é coisa de gente que tem os dois pés no chão, não gravita com assessores para tudo como gostamos de imaginar que seja a vida dos astros e estrelas.
É da Sandra Bullock, através do personagem que interpretou em Amor a Segunda Vista, Lucy Kelson, uma secretária com problemas de incontinência intestinal devido a úlcera adquirida no stress do trabalho, a contestação prévia ao argumento de Tiffany Hadish e Maya Rudoph, de que os papéis que trazem momentos humilhantes escatológicos e ou comprometedores para a elegância são sempre dados as atrizes negras e latinas. 
A bela e simpática Tifanny Hadish e a divina, adorável, Maya Rudopplh, protagonizaram um dos momentos mais divertidos e humanizantes que já vi através da tevê, ao apresentarem o prêmio de roteiro original, mas que com os dois pés bem no chão, vivi e vivo esporadicamente, um drama inerente à feminilidade e a beleza que é o desconforto produzido pelo uso dos saltos altos. 
Elas deixaram claro que se o que podemos ou temos é uma pantufa peluda para calçar, nós vamos ao Oscar e brilhamos - claro, se temos brilho - foi o caso delas, que lavaram a alma da mulherada humana.



segunda-feira, 5 de março de 2018

Porque Te Vas



Ontem aconteceu a 90° edição do Oscar do Cinema, eu estava preparando o jantar quando a transmissão teve início, com o dia pontuado por chuvas e calores ensolarados intermitentes realizando o perfeito clima tropical na região que originalmente foi coberta de mata atlântica ouvia a transmissão atenta. Já havia dado banho na Willow, tomado banho e de pijama recebia as imagens dos profissionais de cinema no grande auditório. Estavam ali, desfrutando do desfecho público máximo do seu trabalho e era uma festa bacana, bonita e sumamente importante.
Muitos artistas, os criadores das obras e os desenvolvedores técnicos em seus trajes que inspirarão a moda do próximo ano, cujas obras decretarão insights transformadores no povo humano - na política, na religião- que condicionarão consumo, que farão a iniciação mental nas crianças e exemplificarão atitudes para os jovens, declararam em vários momentos da noite, sua humanidade, e assim foi emocionante ver uma família de artistas reunida na comemoração máxima, se fosse de cunho religioso, seria similar a festa natalina da humanidade, com várias etnias e culturas congraçando. A confraternização universal - através do cinema. Isolada nesta serra, há anos, ver um rosto ou outro na platéia emocionou-me e percebi que ali estava minha família, as pessoas que mais têm feito parte da minha rotina diária de trabalho, estudo e vivências através dos personagens que desempenham. 
Mas os artistas e produtores não querem esta conotação, não desejam que as obras nas quais trabalham tenha cunho formativo, tampouco. 
Estão interpretando profissionalmente histórias prováveis e possíveis, pois na variedade universal de dimensões, se foi pensado, pode ser feito, em algum lugar aconteceu, está acontecendo ou acontecerá. Eis como é expressar a criatividade e materializar com arte.
Jimmy Kimmel, o apresentador, recebeu seu eu de nove anos - e ele menino o reprendeu por não cuidar-se melhor!, e ele adulto chantageou o seu eu criança, que não aceitaria reprimendas, informando que ainda lembrava onde ele escondia certas revistas, depois que seu eu foi embora, Jimmy satirizou a campanha contra o assédio feminino em Hollywood, como mestre de cerimônia, ele descontraiu o público e abordou o assunto mencionando que o mundo é cruel com as mulheres em toda parte.
O questionamento dele é super-válido e estipular uma baliza agora será uma dança de pisar no pé por um bom tempo, mas nós, Jimmy, as anônimas, estamos na mão cultural balizadora de vocês. Oh, pobres holywoodianos, terão que sacrificar-se pela humanidade?! Mas é por um bom motivo. 
Em muitos lugares deste planeta os machos humanos ainda, culturalmente pensam que podem matar as mulheres que não se comportam como eles desejam.
São vocês através do cinema universal que praticam, os únicos que entram em quase todos os lares do planeta, e é através da subliminaridade entranhada no seu trabalho que estes machos receberão um convite a repensar.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Lista de Metas do Mark Zuckerberg para 2018

"Todos os anos, adoro um desafio pessoal para aprender algo novo. 
Eu visitei todos os estados dos EUA, percorri 365 milhas, construí um AI para minha casa, lí 25 livros e aprendi mandarim.

Comecei a fazer esses desafios em 2009. 
No primeiro ano, a economia estava em profunda recessão e o Facebook ainda não era lucrativo. Precisávamos nos preocupar com a certeza de que o Facebook tinha um modelo de negócios sustentável. Foi um ano sério, e eu usei um laço todos os dias como lembrete.

Hoje se parece muito com o primeiro ano. O mundo está ansioso e dividido, e o Facebook tem muito trabalho a fazer - seja protegendo a nossa comunidade contra abusos e ódio, defendendo a interferência de estados-nações ou assegurando que o tempo gasto no Facebook seja bem gasto.

O meu desafio pessoal para 2018 é concentrar-me na resolução desses importantes problemas. Não vamos impedir todos os erros ou abusos, mas atualmente cometemos muitos erros ao aplicar nossas políticas e evitar o uso indevido de nossas ferramentas. Se tivermos sucesso este ano, iremos terminar 2018 em uma trajetória muito melhor.

Isso pode não parecer um desafio pessoal evidente, mas acho que vou aprender mais, concentrando-me intensamente nessas questões do que eu faria por algo completamente separado. Essas questões abordam questões de história, civismo, filosofia política, mídia, governo e, claro, tecnologia. 
Estou ansioso para reunir grupos de especialistas para discutir e ajudar a trabalhar esses tópicos.

Por exemplo, uma das questões mais interessantes na tecnologia agora é sobre centralização versus descentralização. Muitos de nós entraram na tecnologia porque acreditamos que poderia ser uma força descentralizadora que colocaria mais poder nas mãos das pessoas. (As quatro primeiras palavras da missão do Facebook sempre foram "dar às pessoas o poder".) 
Nos anos 90 e 2000, a maioria das pessoas acreditava que a tecnologia seria uma força descentralizadora.

Mas hoje, muitas pessoas perderam a fé nessa promessa. Com o surgimento de um pequeno número de grandes empresas de tecnologia - e os governos que usam a tecnologia para assistir seus cidadãos - muitas pessoas agora acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder ao invés de descentralizá-lo.

Existem importantes contra-tendências para isto - como criptografia e cryptomoeda - que absorvem o poder dos sistemas centralizados e colocam de volta nas mãos das pessoas. Mas eles correm o risco de ser mais dificilmente de controláveis. Estou interessado em aprofundar e estudar os aspectos positivos e negativos dessas tecnologias e a melhor maneira de usá-las em nossos serviços.

Este será um ano sério de auto-aperfeiçoamento e estou ansioso para aprender trabalhando para resolver nossos problemas juntos."
- Mark

domingo, 19 de novembro de 2017

Elevadores

Há muitos anos atrás, a Rainha Elizabeth e o Príncipe Philip se casaram, neste dia. Precisamente há setenta anos. 
A celebração foi familiar e o reino foi inundado pelo  repicar dos sinos da Abadia de Westminster, onde a Rainha e o Duque de Edimburgo se casaram, o reino também lançara seis selos em homenagem à comemoração.
Há alguns anos eu visitava meus pais em novo Hamburgo, e, pretendendo vir morar mais perto deles, me dirigi, acompanhada pela minha mãe, a Fundação Cultural de Novo Hamburgo. Visava sondar o calendário de eventos e ver se haveria possibilidade de colocar-me profissionalmente na cidade. 
Ao entrarmos no prédio que ficava na região central da cidade, nos dirigimos ao elevador e entramos acompanhados por mais três pessoas. O elevador comportaria mais quatro pessoas comodamente. Isso ocorreu há muitos anos, portanto não me recordo exatamente em que andar os problemas começaram, mas seguramente era acima do quinto. 
O elevador subitamente parou entre andares e no espaço de alguns minutos despencava com vontade e baque alguns 20 a 40 centímetros, balançando e parando até recomeçar o terrível movimento que efetuou um desnivelamento com a pequena sala ficando levemente inclinada para um lado.
E segue a descida aos solavancos até que pareceu estabilizar em um ponto entre andares, com os de dentro gritando e os de fora também. 
Havia uma fresta na parte superior da porta que nos permitia ver o piso de um andar, e então, após despencar mais um tanto, pareceu que o movimento cessaria e alguém enfiou um guarda-chuvas entre a fresta da porta arregaçando-a e pedindo calma, que os bombeiros já estavam chegando para nos resgatar, havia uma abertura de aproximadamente 60 centímetros de altura na parte superior da porta, e ninguém teve sangue frio o suficiente para esperar os bombeiros, com grande risco de morte, um após outro demos as mãos para os de fora e fomos içados como se pesássemos apenas gramas.
Ao recordar-me, sempre concluo que não deveríamos ter saído, são muitos os relatos de pessoas cortadas ao meio tentando escapar pela fresta entre andares quando o elevador não havia alcançado seu movimento final e cai rapidamente. 
Ao recordar-me penso que ali houve uma espécie de sinal, talvez divino, porque depois desta experiência e copos d'água com açúcar, não me interessei mais tanto em entrosar-me na Secretaria de Cultura, só queríamos sair dali, sair o mais rápido possível, ganhar a rua e ver as pombas ajuizadas caminhando tropegas na praça dos arredores. Só desejávamos chão firme, tarde, sol e nada e compromisso com aquele prédio.
Nunca mais voltei lá. Ao recordar-me penso que se houvesse uma pessoa a mais, talvez o pistão ou engrenagem responsável pela frenagem aos trancos  não fosse capaz de nos segurar, talvez fosse aí que ocorresse o acidente fatal, ao alcançarmos a fresta. Nunca saberemos. Foi tudo na medida certa para que aqueles que ali estavam permanecessem vivos.
Tenho meditado e sofrido imenso pelas notícias da saída da Inglaterra da União Européia. 
Estava tomando banho para me recolher lembrando do post equivocado que dava conta de que hoje seria o aniversário de Coroação da Rainha Elizabeth ll e na verdade não é aniversário tampouco da Coroação da Rainha Elizabeth I! E então foi inevitável pensar na possibilidade da Inglaterra deixar de integrar o bloco da União Européia. 
As informações dão conta de que o Reino não concorda com a acolhida que os refugiados vêm tendo por parte do Bloco, ou melhor, não desejam abrir as portas da mesma forma que o restante da Europa tem feito, aos já milhões de pessoas sem nada, que, fugindo dos problemas políticos e das guerras, da pobreza e desolação das tiranias, encontrou a rota felicidade em barcos sobrecarregados rumo a Europa...
Muitos barcos têm afundado, muitas vidas perdidas nesta aventura de ir sem lenço nem documento lutar por um espacinho no civilizado mundo europeu.
E se eu escrever sobre um elevador: a Inglaterra, que não aceita mais carregar ninguém porque sabe que não suportará e deixará de poder garantir qualquer coisa a seus súditos se proporcionar acolhida a novos habitantes que ainda assim nem aceitam comportarem-se como súditos?
E se os dirigentes da União Européia entenderem que tem que conceder a liberdade aos seus países integrantes de decidirem por conta e de forma autônoma quantas pessoas podem aceitar para ajudar e abrigar de forma permanente? Não será a mais coerente das decisões?
Não, jamais, nunca se deve empurrar gente sobrecarregando um sistema, um elevador ou país, sob pena de ele entrar em pane e até deixar de existir após um colapso que pode ser fatal para os ocupantes anteriores e para os novatos. Os novatos que chegam nestas condições não têm o que perder a não ser a vida e esta eles já demostraram que estão dispostos a arriscar pela saída e travessia que têm assumido ao saírem de seus infernos particulares. Fechar-lhes as portas pode parecer cruel, mas é apenas racional estando a ocupação máxima já está alcançada. 
As organizações internacionais têm condições e o dever de remanejar os imigrantes humanitariamente e sugerir novo destino e fornecer-lhes os meios, e o país que se nega a receber deve envolver-se e comprometer-se neste programa através do compartilhamento de despesas inerentes a uma operação essencial. Temos visto países que fazem um corredor por onde o refugiado passa estando em seu território, e a imagem não é bonita. Mas não é bonito o caos de um país desgovernado pela má administração dos recursos.  E a verdade é bonita, ela vem a dar em uma solução coerente e neste caso, inovadora.
Neste momento, no mundo, há muitos lugares recebendo investimento e necessitando avidamente de mão de obra; que eu saiba, certas regiões da África querem desenvolvimento e compensam com riqueza rápida, que eu saiba, onde houver região se desenvolvendo haverá chances de recomeço, porque vamos para a Inglaterra? Porque é um bonito reino e ficamos elegantes de cachecol no inverno com neve? Mas vamos para morder uma fatia da torta pronta, vamos para privar do excesso de riqueza da Europa, esta senhora ricaça cheia de jóias que poderá nos olhar como a órfãos e se apiedar de nós.
Sim, pode ser, mas não é o caso da Inglaterra.
Ela não nos quer. Não nos deseja e é um reino pequeno, rico e apegado demais a sua riqueza, é deles, violar é ilegal e é uma espécie de estupro a soberania.
Vamos para os Estados Unidos? Não parece estar nos querendo e o tratamento que despende aos lindeiros mexicanos mostra as dificuldades para nos instalarmos lá. Para onde vamos?
Acho que teremos que ir para onde nos aceitem e onde haja espaço para nós e os nossos, senão...não seria melhor dar um jeito nos nossos países bagunçados conquanto não estivermos em guerra? 
O que está faltando no mundo? 
Que o país rico que não pode aceitar aos pobres assuma a responsabilidade de conhecer seu destino, de encarregar comissão de importar-se pelo seu destino, mesmo sem poder acolher. Que não renegue a descendência dos que lhes foram úteis na ancestral fundação, que não dê-lhes as costas. Antes deve dar-lhe nova direção, a perspectiva da possibilidade de uma nova etapa assistida até o final da  jornada. Sejamos fraternos, que os outros deixem nossa presença com a recordação de ter encontrado um representante do Senhor a indicar-lhe por entre as pedras, um oásis.
Isso não é fácil mas jamais impossível.
Está faltando a União Européia ter mais voz ativa com os criadores de encrenca nos países pobres, "fornecedores de gente". 
Está faltando os senhores do mundo conscientizarem-se de que estamos vendo quem provoca caos, quem ameaça e aniquila os que não fogem. Hoje sabemos quem fornece armas, quem tem interesse na guerra. Qualquer um sabe, se senta na frente do computador e pesquisa por meia hora geopolítica.
Os senhores do mundo sabem como deter o fluxo de refugiados, ou aos senhores do mundo interessa que os elevadores da Europa, abarrotados, caiam?

Foto: Matt Halyoak