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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Melinda Gates busca sensibilizar Trump

"A esposa de Bill Gates avisa que se Trump continuar nesta linha será aterrorizante para os americanos" - segundo Bipartisan Report deste 03/07/17 - "É fácil supor que segundo sua atividade recente no twiter, o presidente está quebrando sob as pressões do seu escritório. Embora isso possa ser verdade, este tweets podem também estar servindo de cortina de fumaça para coisas mais importantes, como a proposta de orçamento que poderia prejudicar seriamente as pessoas nos Estados Unidos e no exterior. 
Em um editorial publicado pela CNN, a filantropa Melinda Gates expressou sua preocupação com os cortes substanciais que seriam feitos a programas de ajuda externa se o orçamento proposto por Trump for aprovado.
Segundo a Reuters, a proposta orçamental de Trump quer cortar 32% da ajuda, ou retirar 19 milhões destinados a diplomacia." Gates argumentou que os cortes de ajuda ao estrangeiro delineados por Trump ameaçam o progresso que muitos estão trabalhando muito duro para efetivar. Ela esclarece que a ajuda dos Estados Unidos em países estrangeiros salvou  milhares de crianças de doenças como a poliomielite e o HIV/AIDS. 
Melinda, ciente de que os recursos são finitos e sua alocação exige decisões difíceis, ressalta que menos de 1% do orçamento federal dos Estados Unidos vai para a ajuda, e que os dólares gastos no exterior revertem em dividendos para a América, também.
Ela citou a epidemia de ebola, devastadora como foi  e que poderia ter sido mais catastrófica se a doença não tivesse sido contida na Nigéria por uma cruzada global. Os trabalhadores de saúde financiados por ajuda externa foram rapidamente mobilizados para evitar a propagação da doença. Milhares de pessoas foram poupada de sofrer com os efeitos da doença mortal.
Investir em ajuda externa - ela frisa - mantém os próprios americanos seguros. Isso ocorre porque as pessoas nos países mais pobres do mundo tornam-se menos propensas a recorrer à violência quando elas são capazes de sustentar suas famílias e contribuir para suas comunidades.
Como exemplo, Melinda mencionou o Plano de Emergência do Presidente para o combate à AIDS, que começou sob a presidência de George W Bush.
Países que receberam ajuda no âmbito desta iniciativa tem visto um maior progresso no sentido de reduzir a instabilidade política.
Melinda Gates concluiu seu arrazoado garantindo que lutará em Washington para a priorização da ajuda externa.
Ela alertou para a lacuna na liderança moral do mundo se o projeto de cortes no orçamento delineado pelo presidente for em frente.
'Nós sabemos que o progresso é possível mas não é inevitável. Se os cortes se efetivarem os Estados Unidos deixará uma lacuna de liderança moral no mundo e reduzirá sua importância como país entre as nações.'"

Foto extraída do artigo da Business Insider, escrito por Tanza Loudenback: A incrível vida de Melinda Gates - Uma das mulheres mais ricas e poderosas do mundo.



Mark e Priscilla Zuckerberg na comunidade da Floresta de Katahdin e, Mario Quintana

"A Priscilla e eu passamos o dia em Millinocket, no Maine, a caminhar sobre as trilhas apalaches em torno do monte Katahdin e a conhecer os residentes locais - antigos trabalhadores da fábrica, pequenos proprietários de negócios, um bibliotecário e um camioneiro.
As indústrias florestais, como da madeira e do papel eram a força vital desta região durante gerações, mas o comércio(as importações de baixo custo do Canadá) e a tecnologia(alternativas de madeira sintética) forçaram o fechamento das fábricas e milhares de postos de trabalho se perderam.
Millinocket foi literalmente construída em torno de uma fábrica de papel. A serraria apoiou a escola, produziu casas para os trabalhadores, e no final das contas, tomou conta de todas as pessoas.
As pessoas que se formavam no Liceu sabiam que teriam um emprego na fábrica, se quisessem.
Como resultado de uma situação tão estável, as pessoas que conhecemos nos disseram que os regionais não têm espírito empreendedor necessário para revitalizar a economia. Um professor nos contou que seu maior desafio era fazer seus alunos verem quais novos tipos de oportunidades poderiam ter.
Alguns antigos trabalhadores nos disseram que agora eles voltavam para a escola novamente na esperança obter mais treinamento para que daqui há cinco anos não fossem demitidos.
Algumas pessoas manifestaram preocupação pela provável automatização das vagas de emprego de seus filhos. Embora algumas pessoas, como o motorista de caminhão que conhecemos, sintam-se muito confiantes de que seus empregos não serão muito afetados pela automação durante suas carreiras.
Apesar de todos os desafios, fiquei impressionado com sua capacidade de reconstrução da sua comunidade.
Quando perguntei às pessoas da comunidade se eles sairiam da sua comunidade em busca de uma oportunidade de trabalho, nenhum uma única pessoa respondeu que o faria.
Eles amam suas comunidades e estão otimistas que podem construir novas industrias no futuro, não cortando as florestas, mas deixando-as em pé e criando o turismo da beleza natural, bem como outras industrias do futuro.
Se o casal que construiu a cama onde estiemos e o fizeram o café da manhã que tomamos estiverem presentes, então estou confiante de que eles terão sucesso.
Como eu viajei para estados diferentes este ano, estive a pensar em temas comuns nos desafios que estamos a enfrentar
Vou tentar colocar algumas reflexões sobre isso nos próximos dias.

Mark Zuckerberg - 20 de maio de 2017

A carta de Mark publicada em sua página no facebook expõe uma condição de transição planetária contemporânea. 
Mário Quintana, em seu livro A Vaca e o Hipogrifo, publica uma poesia que evoca a nostalgia dos antigos moradores da cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, saudosa da punjança proporcionada a região pela malha ferroviária cujo município era o centro, como se dá em Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, e tantas outras cidades e comunidades que tiveram que reinventar-se quando do abandono das estradas de ferro, e que continuaram sendo centro de referência por saber apostar em novos nichos - eu voto na reestruturação das estradas de ferro das como transporte de cargas e passageiros, e então na diminuição do trânsito pesado de caminhões que tanto danificam as estradas, causando acidentes. 
Na minha opinião os caminhões deveriam ficar restritos a interligar a malha ferroviária.
 É a otimização do transporte e uma solução arrojada demais para ter sido estramente abandonada no Brasil.
Daí, Mario Quintana

No princípio do fim

Há ruídos que não se ouvem mais:
-o grito desgarrado de uma locomotiva na                                                             madrugada
-os apitos dos guardas noturnos, quadriculando como                                 um mapa a cidade adormecida.
-os barbeiros que faziam cantar no ar suas tesouras
-a matraca do vendedor de cartuchos
- a gaitinha do afiador de facas
-todos estes ruídos que somente faziam romper o                                                                   silêncio
E hoje o que mais se precisa é de silêncios que                                                 interrompam o ruído.
Mas que se há de fazer?
Há muitos - a grande maioria - que já nasceram no                                                                  barulho.
E nem sabem, nem notam, porque suas mentes são atordoadas, seus pensamentos tão confusos. Tanto que, na sua bebedeira auricular, s[o conseguem entender as frases repetitiivas da música Pop. E, se esta nossa civilização não arrebentar, acabamos um dia perdendo a fala - para que falar? para que pensar? - ficaremos apenas no batuque:
"tan tam! tam! tam! tam!








segunda-feira, 26 de junho de 2017

Thereza May x União Européia

imagem: Hawkins Joseph/facebook
Modred é um galalau bruto, fortalhão e sua brutalidade é a característica da qual mais se orgulha, sendo assim para que seus intentos tenham êxito é também oportunista e truculento.
Ele rapta a rainha enquanto o rei está em uma missão e leva-a para o reduto que domina, um lugar repleto de fungos e coberto por sombras. É neste úmido reduto que aloja a moça Guenevere e é onde a tortura e brutaliza. Pela força pretende quebrar suas barreiras psicológicas e torná-la "uma boa e submissa esposa".
Ele a sabe frágil e incapaz de suportar aguras tais sem adaptaar-se, mas a ele pouco importa, importa manter o seu território, fragilizar o rei Arthur e tornar-se ele, o bronco Modred, O Grande Rei.
Modred é apenas racional, um bocado de carne e funcionalidade racional. Não há nele um vestígio de sequer de espiritualidade, não fez a trajetória do herói e ele opera nodo ganância, cobiça e frça, atraindo para suas falanges os que se afinam com seus valores.
O que mais? Não sei a quem emprestei, ou Camille emprestou, os livros de Marion Zimmer Bradley que descrevem a saga dos Cavaleiros da Távola redonda com ênfase na trajetória de Morgana, e como os li há mais de quinze anos, resta-me a forte impressão dos episódios narrados brilhantemente pela autora, que nos remetem a formação da mística e da sociologia do povo inglês.
Eis que Tereza May, via parlamento abriu guerra contra a permanência da Inglaterra no bloco da União européia. Sabemos que diante dos desafios poucos são os líderes cuja a sensatez não induz a cautela e daí ao medo é um passo, o medo que retrai abre espaço para os oportunistas atacantes e a eterna luta se estabelece. Se estou em paz pareço covarde? Se pareço covarde os Mudreds se replicam e aparecem. alguns autênticos, e portanto limitados e imutáveis, outros meras hienas que vão sempre testra limites e fugir com o rabo entre as pernas ante o primeiro tição em sua direção.
Tenho me perguntado, a qual tipo de Mudred Thereza May pertence, e não vejo ninguém jogando tição nela para descobrir. A não ser que os atentados perpetrados contra o antes tão respeitado reino tenham tido este objetivo.
Então, Thereza May é o autêntico Modred.
Ela sequestra um reino em um período natural e belíssimo de transição e resolve que momento melhor que este para firmar seu legado não existe, os interesses internacionais alinhados ao dela, por esse ou aquele motivo a estimulam a botar ser a cara da ação que deseja perpetrar em múltiplos lugares e eis a receita.
E agora, Cavaleiros?
Só Deus para salvar a Rainha? 
Estou cozinhando lentilha, como as particulas pequenas entopem a válvula de pressão tenho que correr lá e limpar a bagunça da explosão que ameaça a cozinha.
Com licença.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

L'Exposition Le Beau XVIe siècle na Igreja de Saint Jean - Troyes, França


O misterioso mestre escultor que fez escola na região de Champagne. Naquele tempo, o artista coerente  retrata o momento em que Jesus recebeu o tratamento com preparados antes de ser envolto no sudário.
Visitei e fotografei a exposição com a Secretária de Cultura de Saint Julien, Chantal Choin.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O trabalho amoroso de Krajcberg

Assistíamos tudo o que aparecia sobre o artista Frans Krajcberg, nas aulas no atelier com minha mestre Inge Jost Mafra. 
Um estrangeiro, polonês, amando o Brasil e suas bençãos.
A obra de Frans é um alerta, enquanto a escola brasileira não forma intelectuais amorosos, os índios vão fencendo em terrinhas pseudo campos de concentração. 
Porque sempre perguntamos, e nós, os outros brasileiros? Nós não somos donos de terras por direito de nascimento. 
Sem levar em conta nem mesmo um mecanismo que está a nossa disposição, como o usucapião, mas aos que queremos confinar em campos de concentração, aos indígenas...nem isso! 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Gerador Magnético de Energia Infinita



Energia limpa e sustentável para aqueles governos que desejam deixar de falar sobre essa chatice que é o aquecimento global. Não precisa mais haver guerra por recursos energéticos.

É mais ou menos como a sensação depois da separação de um casamento horrrível.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Do livro Colóquios com Mussolini, escrito por Emílio Ludwig



Há alguns anos, adquiri um livro autografado pelo autor, de uma edição de 1932 - Colóquios com Mussolini, escrito por Emílio Ludwig. Li-o em 2003 e releio-o aos trancos novamente, aos trechos. 
Preciso entender Mussolini por mim mesma, onde estão suas verdades e suas fraquezas, julgando-o conforme o tempo em que esteve em destaque. Mas não preciso ter pressa nisso, é apenas um fragmento de um mosaico que tento recompor para mim mesma e ora compartilho devido a raridade do material desprezado como vulgo e barato, que encontrei em um cesto de promoção por centavos em um sebo em Porto Alegre. 
Como toda figura histórica importante e controvertida, apresenta ele ideias excelentes incrustradas de preconceitos e técnicas psicológicas duvidosas para lidar com os homens do seu tempo, dizer que se estivesse entre homens mais desenvolvidos poderia ter obtido o sucesso almenjado é uma inverdade. Concluir que se tivesse dirigido seu povo em um momento histórico anterior, e teria podido perdurar, é também insustentável. Resta-me olhar para suas palavras como para uma obra cuja técnica superamos, mas que ainda assim é uma edificação que retrata a época em que foi erigida. É preciso que eu assuma que conheço muito pouco sobre a história dele e dos seus aliados, além do que me foi ensinado superficialmente na escola. E é preciso explicar muito bem explicadinho, uma vez que já sofri desdém por lê-lo na privacidade do lar da primeira vez, por parte de uma cunhada doutro país que recebi em longa visita. 
O livro veio repleto de fotografias, assim que eu esteja melhor do resfriado sem precendentes que me derrubou neste último final de semana, procurarei reproduzir alguma para ilustrar este compartilhamento, que por enquanto leva a foto de uma das minhas criações em óleo sobre tela. Seu título é Não tenho medo, neste caso, de refletir e estimular a reflexão sobre um assunto polêmico. Procurei por imagens de Mussolini na NET e o que vi foi muitas fotos da violação dos cadáveres dele e da sua esposa. Escabroso!
Então achei interessante compartilhar este trecho que transcrevo para que o julguemos conforme ele se reserva o direito de julgar o cristianismo e a Igreja, após o trecho que narra sua tentativa frustrada de aproximar-se da Igreja e praticar a combinação ideal 'Estado livre Igreja livre', devido contendas severas com os jesuitas:
"Eis-me numa posição difícil, porque aqui o ponto de vista histórico é diverso do religioso. Os romanos eram 'beatis et fortis'.  Tornaram-se mais tarde, débeis e ignorantes. 'Os últimos serão os primeiros.' Revolta dos escravos. Naturalmente Nietzsche tem razão.
E, após um suspiro imperceptível e uma breve pausa, continuou:
-Mas, considerando o todo, as vantagens excederram os inconvenientes. Em certo sentido o influxo do cristianismo foi útil; uma fase de progresso na história da humanidade.
-Por um equívoco de dogma, objetei eu.
-É provável, replicou ele com calma; econtinuou, como em solilóquio, a aprofundar o assunto. Todavia Pedro foi apenas uma espécie de propagandista. Com S. Paulo, porém, aqui aportou o verdadeiro fundador da igreja cristã.  É singular!  Epístolas admiráveis.  Significativa transformação do povo hebráico. Até 69 ou 70 da nossa era, o judaismo se resumia a Jerusalén, Alexandria e Salônica.  Depois sobreveio a dispersão e a nova doutrina passa aos romanos e aos pagãos.  Ninguém sabe como, em determinado momento, os judeus se tenham negado a reconhecer Jesus Cristo.  Interroguei um rabino, não me respondeu. É estranho, um fato primeiro torna-se lenda, depois, heresia. Sempre sucede assim.  Se o cristinismo não chegasse à Roma imperial, nunca passaria de uma seita judaica. Esta é a minha íntima convicção.  Cumpre acrescentar que tudo fora preparado pela Providência.  Primeiro o império, depois o nascimento de Jesus, por fim a chegada de Paulo que, após a longa tempestade, arriba a Malta.  Sim, tudo fôra predestinado por uma Providência que dirige todas as cousas.
Nesse instante Mussolini se me revelou sob um novo aspecto.  De nenhum lugar ou episódio da História ele se interessou tanto como em Roma.  Considera-se um fragmento da história romana, o que explica a expressão do pensamento contido na última frase.
Abstive-me de lhe interromper as reflexões, enquanto ele não tornoua erguer a cabeça e a olhar-me mais amigavelmente, à espera de outra pergunta.
-Goethe e depois Mommsen, recomecei eu, falaram de uma idea universal, que mais tarde se corporificou em Roma.
-Por isso, replicou ele, já noutro tom mais lógico, talvez por isso fosse preferível para a história alemã, que Armínio tivesse perdido a batalha da floresta de Teotoburgo. Creio que foi Kipling quem escreveu "os povos que não passaram pela civilização de Roma assemelham-se a rapazes que não frequentaram a escola'.
-Mas hoje, atalhi eu, como pode ainda hoje pensar em fazer de Roma o centro do mundo?
-Entendo apenas que ela sempre o será, porque conta a maior história. Jerusalém e Roma. Que é o resto no pé delas?
_pronunciado por lábios mui significativos, observei eu, ouvi, em tal sentido, este dito romano: 'Foi Luthero quem perdeu a guerra!'
E abstive-me de nomear o autor da minha citação a fim de não infuenciar o meu interlocutor. 
-Interessante! Quem lho disse?
-O Papa Bento XV.
-Esse...foi sobretudo um grande Papa, tonrou Mussolini.
-Pela Páscoa achei os templos de Roma cheios de fiéis.  Assim era também na Rússia, até há pouco tempo. E agora, após um decênio, as igrejas russas estão desertas.
-Crê o senhor na continuação da fé?
- Se considerarmos a Espanha, replicou o Duce, devemos reconhecer que a crença atravessa uma profunda crise. Ali também, outrora, as igrejas regorgitavam.  Ha, ainda hoje, religiosidade, porém mais superficial do que substancial. Cumpre, entretanto, dizer que, em certas natureazas a guerra e a cise fortificam ou originam o sentimento religioso. Algumas individualidades oficiais e até um príncipe alemão acabam de se converter à religião.
Nas massas esta tornou-se um hábito.
-Recentemente o senhor ressaltou Cesar, mas colocou acima dele Jesus Cristo.
Não me enganei?
- Cesar tem o segundo lugar, confirmou o Duce, convencido. Jesus é o maior.
Pense bem: iniciar um movimento que durará dois mil anos! Quatrocentos milhões de adeptos e, entre estes, poetas e filósofos!
Este exemplo viverá eternamente.  E daqui se irradiou.  O que admira, porém, é que, justamente os imperadores mais humanos tenham persseguido mais cruelmente os cristãos."

Na introdução do livro, página 13, o autor escreve:
"...Assim também a individualidade de Mussolini me atraia além dos partidos e das circinstâncias que ele combate o tratado de Versailles, mas italianiza o Tirol meridional. 
Desprezando o dilema que agita atualmente, o coração dos facístas alemães, entreguei-me como artista, a contemplação de uma extraordinária personalidade.
Tal me pareceu Mussolini desde o primeiro encontro.  Quando o Capital comeava a hoostilizá-lo e a sua provocadora política exterior esmorecia, aproximei-me dele.
Em março de 1929, concedeu-me o Duce, duas entrevistas.  Mais tarde tornei a vê-lo e a cada novo encontro, preparav-me e levava-o para as questões decisivas em que residia nossa dissidência: Liberdade e Pacifismo. Deste modo esclarecemos as diferenças e dissenssões entre a ortodoxia facista e as concepções do fundador, diferenças a que todo grande movimento está sujeito. Fortifiquei-me, igualmente na convicção de que , na análise hisórica, as declarações verbais têm mais significação do que as escritas.
...
O tema era volubilidade e elevação.  Nenhuma solenidade, nenhuma presença de secretário entre nós, nenhum prévio compromisso nem sequer o da apresentação do manuscrito. Tudo se conservou nos moldes de uma conversação confidencial."

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Por que prender o Lula? Hélio Bicudo nos ajuda a elencar os motivos

Prender Lula só porque lavou dinheiro ocultando duas propriedades?
Só porque ganhou imóveis e reformas de empreiteiras às quais tinha favorecido?
Só porque recebeu propina fingindo que fez palestras que nunca deu?
Só porque fez o BNDES emprestar 8 bilhões para Odebrecht fazer obras sem concorrência em países bolivarianos?
Só porque comandou uma organização criminosa que quebrou a Petrobras?
Só porque contratou sondas superfaturadas da Schahin para receber comissões e dinheiro sujo para campanha?
Só porque mandou acobertar o assassinato do prefeito Celso Daniel pagando com dinheiro da comissão das sondas?
Só porque fez a Petrobras fornecer nafta à Brasken abaixo do valor de mercado por v´rios anos, causando prejuízo superior a 5 bilhões segundo o TCU?
Só porque saqueou os palácios ao ir embora, levando não só presentes de Estado, como prataria da casa?
Só porque escolheu e elegeu uma presidente incompetente, desesperada, desequilibrada e burra, propositadamente, esperando com isso sucedê-la quatro anos depois?
Só porque a elegeu numa campanha criminosamente mentirosa, irrigada com dinheiro roubado da Petrobras?
Só porque permitiu que sua quadrilha saqueasse os fundos de pensão de quase todas as Estatais, prejudicando as aposentadorias de centenas de milhares de petroleiros, carteiros e bancários?
Só porque permitiu que a Bancoop lesasse milhares de bancários para favorecer a OAS, e ganhar um triplex no Guarujá?
Só porque deu aval político e dinheiro para que organizações criminosas como o MST invadissem e depredassem impunemente fazendas, centros de pesquisa e prédios públicos? Só porque sistematicamente comprou o apoio político através do Mensalão e do do Petrolão?
Só porque colocou um cupincha no SESI nacional que transformou a instituição num cabide de empregos para companheiros, parentes e vagabundos?
Só porque ajudou o enriquecimento ilícito de seus filhos em torca do favorecimento em empresas de telefonia e outras?
Só porque vendeu medidas provisórias isentando montadoras de impostos em troca de comissões?
Só porque inchou o governo e as estatais com centenas de milhares de funcionários supérfluos, quebrando o Estado e provocando déficit público record?
Só porque loteou trinta mil cargos de confiança com seus apaniguados, dando o comando das estatais e autarquias para petistas incompetentes que mal sabem administrar suas vidas?
Só porque elegeu outro poste como prefeito da maior cidade do país, também com dinheiro roubado das estatais?
Só porque comprou milhares de votos com programas de esmola como o Bolsa Família?
Só porque criou o Bolsa Pescador e deixou três milhões de falsos pescadores se inscreverem para receberem sua esmola compradora de votos?
Só porque aumentou nossa carga tributária de 33 para 40% do PIB?
Só porque aumentou nossa dívida pública para quase três trilhões de reais tornando-a impagável?
Só porque favoreceu o sistema financeiro com taxas exorbitantes de juros, transferindo renda dos pobres para os ricos?
Só porque conseguiu fazer o Brasil torrar toda a bonança da maior onda de alta das commodities na década passada?
Só porque loteou todas as agências reguladoras, tornando-as inúteis na proteção dos cidadãos?
Só porque tentou aparelhar até o STF, nomeando ministros comprometidos com a proteção a sua ORCRIM?
Só porque deixou a Bolívia expropriar a refinaria da Petrobras sem fazer nada?
Só porque humilhou nossas Forças Armadas, nomeando ministros da Defesa comunistas e incompetentes?
Só porque favoreceu comercialmente ditaduras como a de Angola, Venezuela e outras?
Só porque esfriou relações e esnobou as maiores economias do mundo direcionando nossas relações exteriores para países inexpressivos comercialmente, apenas no afã de ganhar prestígio e conseguir votos na ONU?
Só porque humilhou o Itamaraty, orientando a política externa através de conseglieri mafiosos como Marco Aurélio Garcia?
Só porque nos envergonhou, deixando nossas embaixadas e consulados sem dinheiro para pagar o aluguéis?
Só porque comprou um aerolula da Airbus pelo triplo do que poderia ter comprado um EMBRAER e promovido nossa indústria aeronáutica?
Só porque descuidou dos programas de saúde pública através de ministros incompetentes e desvio de verbas, permitindo a volta de doenças como a dengue e a zika?
Só porque aparelhou todas as universidades federais com reitores de esquerda, obtusos e incompetentes?
Só porque fez o Brasil ser motivo de chacota no mundo inteiro?
Só porque nos tirou o orgulho de sermos brasileiros?
Só por estes motivos? Ora, não e justo!

O jurista Hélio Bicudo é um dos fundadores do PT, é dele este arrazoado, esta cartilhazinha alfabetizadora - e que bom, não é?-, já que nosso problema principal quanto a Lula tem sido escolher na cartela medonha de crimes cometidos por ele e seu grupo, qual é o pior. 
Qual é o pior na sua opinião, entre estes que já estão na boca do povo há anos?







segunda-feira, 27 de março de 2017

"A Biografia Não Autorizada da Família Inglesa" - Às vésperas de uma decisão determinante para a geopolítica mundial

Ele não apareceu no planeta de repente, sua árvore genealógica se seguida até as raízes pode levar ao povo atlante que sabidamente habitava a Grécia, é um príncipe de origem pobre da Grécia. Sua mãe retirou-se para a vida religiosa assim que seu pai morreu, as duas irmãs do príncipe casaram-se com nobres alemães, que eram militares antes de Hitler dominar o cenário, galgando postos, conforme narra Kitty Kelley, no seu livro A Biografia Não Autorizada da Família Inglesa. 
A sanha de Hitler estigmatizou de tal forma aos que passaram sem ser aprisionados pela Alemanha, que a simples menção do nome dele junto ao de um desafeto qualquer, por parte de qualquer um, já é considerada indício de associação com o nazismo e já põe ao encalço da presa fácil, o diabo a quatro. 
E lá se vão as vítimas pretéritas vingar-se denegrindo ou acabando com reputações até hoje, quando não impingindo perseguições que ganham meandros de crueldade que são imputadas somente a Hitler. Falta de espelho moral. Na minha muito crítica opinião!
Voltando ao relato de Kitty Kelley, o príncipe grego a qual me refiro, é o Duque de Edimburgo, o príncipe Philip, e é às suas irmãs casadas com militares alemães antes da guerra, que o príncipe só pode visitar poucas vezes depois que Hitler lançou seu grito de guerra e morte sobre quem quer que se insurgisse. 
A família real inglesa volta e meia é mencionada como simpatizante do nazismo, mas o livro farto em depoimentos mostra os malabarismos limítrofes feitos por eles para desfazer essa imagem devido a serem parentes de nobres alemães e tendo origens alemãs. Aos acusadores sempre bastou insinuar ligações subterrâneas e aos rebeldes nobres acuados mais cínicos, coube assentir e concordar como meio de dar a última palavra, mas a verdade é que muito do trabalho da rainha foi por durante muito tempo para afastar-se de associações com suas raízes ancestrais. 
Acontece a alguém estar do lado oposto ao que sua família escolhe e segue politicamente e ainda assim, ter carinho pelas memórias de infância e compreensão do que é estar refém de uma situação desagradável, quanto mais, criminosa. 
Mas nós, brasileiros, podemos entender com maior propriedade casos assim, já que a maioria dos nossos mandatários em Brasília está envolvido em corrupção e o restante defendendo esta ordem das coisas, por covardia ou cumplicidade, mas se empregarmos os mesmos critérios com os quais os alemães foram e são julgados por deixarem o facísmo ascender veremos uma cordoeira de esquerdopatas tendo que ser afastados da vida pública.
Retornando novamente ao relato de Kitty Kelley, o livro mostra o quanto a vida tende a ser ainda mais dura para quem está em evidência, e o príncipe Philip volta e meia buscou uma válvula de escape para se manter são no seu dia e noite sob os holofotes e julgamento dos cortesãos. 
No seu caso, teve casos. 
E a rainha Elizabeth, que ao nascer chorou pela primeira vez, já como herdeira do trono, e ao dar os primeiros passos foi ensinada a ter a postura que era necessária para suportar na mente a responsabilidade de ser rainha, e sobre a cabeça uma coroa de três quilos e meio, a rainha Elizabeth que casou-se com ele por escolhê-lo e por amor, soube compreender sem amá-lo menos. 
Nós mulheres comuns havemos de compreender que a vida para Elizabeth-sem-liberdade-de-escolhas na  base, mas com escolhas medonhas determinantes para todo seu povo, é um kadinho mais difícil. Posso auferir isso das pesquisas e entrevistas a testemunhas, a amigos e a traidores da intimidade da família real, realizadas a exaustão por Kitty, e algumas vezes pela dose de veneno da própria autora acrescentada aos relatos. Saber discernir o que é idissiocrasia de um escritor e o que é relato isento é uma das característica do leitor equilibrado.
Comecei este post para compartilhar uma página deveras ilustrativa de quanto o mundo tem mudado em tão pouco tempo para a realeza e de quanto ainda irá mudar se a família real fizer as opções que responderem com eficiências as imposições de nossa época, assim como soube fazer recentemente, na documentação encontrada por Kitty Kelley que podemos usar para traçar um paralelo sobre os nossos próprios universos.
Então, na página 143, ela escreve que o príncipe Philip, que por conta própria havia chegado a tenente da marinha antes do casamento, longe de cruzar os braços com os títulos que recebeu através da união com a princesa, imprimiu nova dinâmica no ambiente real: 
"Classificando como imbecis os cortesãos da esposa e'medieval' a administração do palácio, pela qual eram responsáveis, o príncipe Philip vergastou a maioria dos 230 serviçais como 'completos idiotas, que servem uns aos outros e não a nós'. Insistindo na eficiência naval, considerava o palácio de 690 cômodos como uma velha e enferrujada banheira, que ele tinha que por em condições de navegar. Começando com os lacaios, disse que o costume de 'empoar' os cabelos com uma mistura nojenta de sabão, água, farinha de trigo e goma era 'coisa antiga e pouco máscula'. Acabou com esse costume. Classificou como 'irremediavelmente antiquado' o serviço de comunicações do palácio e instituiu um sistema para livrar-se, de uma vez por todas, desses 'pagens idiotas correndo por toda a parte'. Ordenou que fosse instalado um sistema moderno de comunicação interno, de modo que, com um toque num comuntador a rainha pudesse entrar em contato com ele, com seus secretários, com as babás das crianças, e até mesmo com o chefe da cozinha. Em seguida, o príncipe, amante de engenhocas modernas, mandou que fossem instalados telefones internos em todos os escritórios e radio receptores-transmissores em todos os carros reais. Adotou ditafones, gravadores de fita e sistemas de arquivamento automáticos. Ordenou que máquinas de lavar fossem instaladas no porão do palácio, substituindo a força de lavadeiras que trabalhavam o dia inteiro em tábuas de bater roupa. Acabou com os sistema de manter abertas várias salas de jantar o dia inteiro, apenas para que os serviçais pudessem fazer refeições. Pôs em atividade pequenas dispensas com placas quentes e refrigeradores nas suítes reais, de modo que os serviçais não teriam que percorrer quatro quilômetros de corredores apenas para trazer o café da rainha todas as manhãs. Acabou com o costume de colocar uma garrafa de uísque escocês fechada ao lado da cama do monarca, um costume estranho que vinha sendo observado desde 1910, quando Eduardo VII pediu um uísque para combater um resfriado. Ninguém jamais revogara a ordem. 
Mas permitiu que a rainha conservasse seu tocador de gaita-de-foles. Em uma tradição iniciada com a rainha Vitória, o gaiteiro-chefe dos escoceses de Argyll e Sutherland atravessa o terraço do palácio às nove, todas as manhãs tocando gaita.
No caso dos cortesãos preconceituosos que preferiam jovens pagens usando calções de seda, correndo esbaforidos para levar mensagens, como haviam feito nos tempos da rainha Vitória, Philip foi inteiramente subversivo. Eles protestaram contra os estudos de tempo-e-movimento que ele mandou fazer pra avaliar o pessoal e foram contra a construção de um heliporto atrás do palácio, com o objetivo de economizar tempo em pequenos percursos. Combateram-lhe o plano de vender o excedente de ervilhas colhidos nas terras agrícolas de Sandringham e zombaram quando ele mandou instalar máquinas para fatiar pão e lavar cenouras. E objetaram quando ele ordenou que o jardim zoológico da rainha Vitória, no castelo de Windsor, fosse convertido em uma piscina aquecida. Desaprovaram especialmente seu costume de misturar-se com o povo e disseram que ele não fazia distinção entre plebeus e aristocratas. Encolhiam-se todos de horror quando recebia líderes trabalhistas e arrepiavam-se quando ele convidava estrelas do cinema para almoçar com a rainha. Admitir estrelas de cinema no palácio de Buckingham era ainda pior que permitir que intocáveis entrassem em um santuário.
-Ora, ora, esse principezinho alemão -disse secamente o secretário particular da rainha, Tommy Lascelles, que não compreendia nem gostava dos esforços de Philip para manter a esposa sintonizada com o mundo real." Noutra feita, um cortesão empenhado em comprometer o namoro entre Philip e Elizabeth foi até a rainha mãe queixar-se da via mundana sempre pronta a se confraternizar com plebeus do príncipe, teria concluído se discurso perguntando-lhe:
"-Que tipo de marido um homem assim, que é visto com sindicalistas, pode vir a ser para Elizabeth?"
A rainha teria respondido:
"-Útil!"


E assim, a iminente saída da Inglaterra da União Europeia, quero crer, vai diametralmente contra os históricos esforços do príncipe Philip.
A hora é de união para enfrentamento da maior prova atual:  a invasão da Europa pelos refugiados criados pela destruição de suas terras e cidades originais.
A Inglaterra não suporta geograficamente economicamente e ecologicamente uma onda de grandes proporções de imigrantes como a que o resto da Europa está tendo que receber, seja pelo expansão de Israel, seja pela interferência criminosa  da Rússia, e, apesar da interminável necessidade de mediação americana(o presidente Obama saiu da presidência salientando que o massacre ocorrido em Aleppo era inaceitável, que o mundo não podia assistir calado a tal movimento de extermínio). 
Allepo, cartão postal e depois, pós bombardeio, escolhi a foto menos horrível por oferecer a possibilidade de comparação, mas digite o nome da cidade no Google e fará uma viagem a um mundo devastado, dentro do nosso mundo , mas longe dos olhos da maioria.
A amostra de que a Europa está saturada e será condenada a uma crise com paralelos somente nas guerras mundiais,  já se deu.
Soluções?
Quem as tem?
Certamente a saída da Inglaterra da União Europeia é má para o Reino de Sua Majestade, a Rainha, tomara que não seja a única opção para seu reino, que os dirigentes europeus já tenham alternativas pensadas, pois a crise chegou ao limite no estágio de formação e atingimos agora a fermentação, não dá para deixar a Inglaterra se alarmar sozinha. 
O ideal é que os ocidentais cessassem a invasão das terras e destruição das cidades no Oriente Médio. Quem é que não quer sair por bem e voltar para o que é seu?

A Biografia não Autorizada da Família Real Inglesa - Kitty Kelley

Em 1966, quando viajou pelos Estaos Unidos em uma campanha para arrecada fundos para o Variety Clubs Internacional, o hoje mais conhecido como Duque de Endimburgo, o reservado marido da Rainha elizabeth, mas no ano do meu nascimento, a coriscante e contravesrtida personalidade magnética designada apenas como Príncipe Philip, ao retornar a Gran Bretanha ele declarou aos jornalistas:
"A fim de sobreviver, a monarquia tem que mudar. Ninguém quer terminar como um brontossauro, que não pode adapar-se e acabou empalhado em um museu. E esse não é o lugar onde quero acabar."
Não era uma crítica negativa, mas sim construtiva se feita pelo homem que ao casar-se com a futura rainha da Inglaterra, sabia do quanto isso lhe custaria - estava abrindo mão de ser um nobre e bon-vivant, apesar de vir de uma familia pobre, um príncipe grego descendente da linhagem atlante, ou seja poderia ter escolhido casar com quem quisesse e seria livre, um homem do seu tempo, para aceitar conscientemente, pelo resto da vida trabalhar nos bastidores e, publicamente manter-se passos atrás da esposa conforme manda rígido protocolo. 
A declaração acima é claro que lhe custou reprimendas e está no livro A Biografia Não Autorizada da Família Real, escrito por Kitty Kelley, que quando do lançamento foi execrado, mas que hoje, diante das convulsões espirituais globais, vem a ser o retrato mais terno e benigno quanto a humanizar uma família que já pagou seu peso em ouro através do sacrifício, que pela tradição de nascimento, a faz a palma do mundo.


  O rincipe Philip e a rainha Elizabeth