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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Sioux x Oleoduto em Standig Rock

Os índios Sioux de Dakota do Norte, nos Estados Unidos, acabam de vencer uma batalha histórica, impendindo através de movimentos pacíficos tais como marchas e publicações em mídias sociais, a passagem de um oleoduto nas terras que compreendem a reserva Sioux -Standing Rock. O projeto original ameaçava áreas sagradas de cemitérios e nascentes.
Eles não querem nem ouvir falar em arriscar as fontes de água que encorpam o rio Missouri que abastece 18 milhões de pessoas na região. O protesto ganhou corpo e várias nações indígenas aderiram, bem como ambientalistas e artistas famosos que deram a visibilidade essencial ao movimento.
 Em recente entrevista o presidente Obama declarou:
"Meu ponto de vista é que há uma maneira de acomodar terras sagradas de nativos americanos, eu acho que o Corpo do Exército está analisando se há maneiras de redirecionar este pipeline de alguma forma."
Neste dia 05 de dezembro, o corpo de engenharia do Exército negou a autorização para a construção do trecho sobre as terras dos Sioux.




terça-feira, 29 de novembro de 2016

Belo Monte -Um monumento a insanidade

No município de Altamira, 785 crianças indígenas morreram durante a construção da Usina de Belo Monte em 2014.
Esta informação foi divulgada pelo Bispo do Xingu, Dom Erwin Krautler.
Setecentas e oitenta e cinco ciranças indígenas entre zero e cinco anos de idade morreram em um ano na região da construção da usina de Belo Monte. Entre outras faixas etárias há muita morte mais, mas...setecentos e oitententa e cinco pessoas recém nascidas, ou engatinhando, aprendendo andar e caminhar, a falar e interagir com mundo, nesta idade inicial, morreram no município de Altamira.
Também não canso de ler e entender a níveis cada vez mais profundos, o artigo do Walcir Carrasco "Ainda me espanto, onde ele escreve:"
Certa época eu morava em um predio no Leblon, no Rio de Janeiro, em frente ao mar. Dois apartamentos tinham pertencido a Georgina de freitas, a famosa fraudadora do INSS. Há um ano foram vendidos em leilão por cerca de R$5 milhões cada um. Perguntei a uma amigo, antigo morador, por que ela tinha dois.
-Ela usava um dos apartamentos só para dar festas, respondeu.
Não podia dar festas na casa dela? Quando a gente anda à noite, na orla do Leblon e Ipanema, onde estão os apartamentos mais caros do país, espanta-se com o número de andares apagados. Alguém me explicou que a maioria pertence a políticos que mal os usam. Compraram para lavar dinheiro. Não posso dar certeza desta informação, mas parece tão provável!
Um bom empresário com R$ 100 milhões na mão constrói uma empresa capaz de empregar milhares de pessoas. 
Mas esse dinheiro nos foi tirado, de R$ 100 em R$ 100. Travado o progresso do país. Eu tenho ações da Petrobrás, poucas. Milhares de trabalhadores, certa época, botaram o Fundo de Garantia nessas ações, atraídos pela promesa de lucros. Seu dinheiro virou pó. é justo?" 
Mas que baita reflexão!
O Bispo da Prelazia do Xingu e presidente do Conselho Indigenísta Missionário(CIMI), Dom Erwin Krautler viveu com escolta policial à paisana dia e noite nos últimos nove anos de sua missão. Em 2014 ele foi recebido pelo Papa Francisco na Casa de Santa Marta, onde vive o Papa, em Roma. Ao retornar ao Brasil deu uma entrevista escalerecedora a Bruno Calixto da revista Época. 
Como Wall-e, o robozinho abandonado em um planeta completamente contaminado, juntei esta revista em uma lixeira ao lado do Cartório de registros de Taquara, ia usar como forração para a Willow e para ascender a lareira no inverno, mas da pilha que juntei, selecionei muitas e estou lendo artigos muito interessantes, pasma de estranheza por ver tanto conteúdo esclarecedor entregue a um público desrespeitado pelas instituições e apático a ponto de não usar a ferramenta que lhe cai nas mãos para abrir  as janelas e deixar entrar luz neste país embolorado pela corrupção. 
Juntei meio envergonhada, havia um rapaz encostado ao muro que virou para me observar, mas pensei que aquele vexame era um momento e a coleta seria um benefício duradouro também ao meio ambiente, enfim, a gente encontra desculpas quando quer realmente economizar, reutilizar e acima de tudo se aquecer nas noites do longo inverno gaúcho. Deste modo, fique em paz, vem muito trechinho de Época por ai, salvei dois anos de assinatura!
Então, o jornalista Bruno Calixto, lá pelas tantas pergunta a Dom Erwin sobre sua conversa com o papa:
"O senhor falou sobre temas sociais e da Amazônia?
-Sim. O segundo tema é ligado aos povos indígenas. Falei ao papa que há uma campanha anti-indígena em curso. falei da proposta de emenda que quer mudar direitos indígenas já assegurados na própria Constituição Federal. Detalhei alguns pontos sobre a situação dos guaranis-kaiovás, em Mato Grosso do Sul. Eles enfrentam uma situação insuportável, muitas mortes, e sobre o Vale do Javarí, no Amazonas, onde os índios estão contaminados pelo pior tipo de vírus de hepatite, que não tem cura.
...
O terceiro ponto foi a ecologia. Não podemos deixar para as futuras gerações um deserto. O papa me disse que pensa numa encíclica não somente sobre ecologia, mas também sobre a ecologia humana. A gente não pode separa o meio ambiente do ser humano, também parte do meio ambiente.
O senhor falou de Belo monte com o papa?
- Sim, sim. Quando falamos da questão indígena e da questão da ecologia, falei de Belo Monte. Belo Monte é responsável agora pela trasferência de 40 mil pessoas. A maioria vivia em casas bem feitas, de alvenaria ou madeira. Poucos moravam em palafitas. olocam essa gente em casas feitas em série. Verdadeiras gaiolas, sem pensar na forma de o povo se relacionar. O paraense tem uma cultura de família não só com pais e filhos, mas também vovô, vovó, uma enteada, um parente de passagem, alguém que se hospeda. Nossas famílias são assim. onfnar essas famílias àquelas gaiolas é uma agressão tremenda. Claro que os contrutores dizem que é o melhor do mundo.
Essas casas são responsabilidade das empresas?
- O governo fecha os olhos e tapa aos ouvidos diante dos gritos. Antes de começar a hidrelétrica havia a exigência de cumprir condicionantes. O Ibama exigia 40 delas, a Funai 23. De repente deram a licença para instalar o canteiro de obras, e essas exigências não foram cumpridas. Querem cumpri-las concomitantemente com a obra. O que deveria ter sido feito em em termos de hospital, escola, saneamento básico, se faz agora, enquanto Altamira está um caos. tenho a impressão de que não terminarão de fazer tudo.
O senhor ainda acha que é possível parar Belo Monte?
-Não. O estrago já está feito. O que fazemos agora é lutar para que esse povo seja tratado humanamente.
O senhor já tentou dialogar com o governo sobre essa situação?
-Estive com o presidente Lula duas vezes em 2009. do que o Lula me prometeu, nada foi cumprido. Ele prometeu que não empurraria o projeto goela abaixo, que haveria diálogo. Não houve. Disse que não repetiríamos o monumento de insanidade que era Balbina, que o Brasil tem uma grande dívida para com os atingidos por barragens, e que essa dívida tem que ser paga. Quero ver onde já pagou. E disse que o projeto só sairia se fosse do agrado de todos. Isso é impossível. tudo o que ele falou foi simplesmente para agradar ao bispo. fiquei muito magoado."





segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Belo Monte violou direitos, mas enriqueceu muita gente

"Só realizei meu sonho de ter um teto lá pelos 40 anos, com a primeira peça de sucesso que escrevi. Uma cama entre nós com  a atriz Matilde Mastrangi, viajou cinco anos pelo país. Fiz uma boa casa na Granja Viana, em Cotia, São Paulo, avaliada hoje, em R $ i milhão e R4 1,5 milhão, no máximo. Talvez bem menos. Foi o resultado de cinco anos de sucesso de uma peça de teatro, algo raro no país. De repente, descubro que um funcionário de terceiro escalãao da Petrobrás, tinha R $ 100 milhões na conta bancária. Para a peça foi necessário uma equipe, envolvendo produção, atores, técnicos, direção e texto. Para o sujeito bastaram algumas assinaturas. Catou praticamente o quádruplo da tão sonhada Mega Sena. Depois leio que, para entrar na contrução da Usina de Belo Monte, acusa-se uma empresa de ter dado R$ 63 milhões em propinas. Só para entar? Então o que ela - todos - pretende lucrar com a negociata?
Eu não sei quanto ganham os autores de novela, meus colegas. Duvido que ao longo de uma vida de trabalho bem remunerado, mas árduo, que exige enormes sacrifícios na vida pessoal, algum tenha acumulado fortunas. Mas basta uma corrupçãozinha e o sujeito fica meilionário? Basta colher algumas assinaturas e está feito." 
Do artigo Walcir Carrasco, "Ainda me espanto", publicado na revista Época de 16 de marco de 2015, Walcir é autor de livros e novelas. 
Assim, conforme também o artigo da revista Valor Econômico, de 11 de novembro de 2016,"Neoenergia reconhece a perda por superfaturamento em Belo Monte", que você pode encontrar no Google digitando este título, foi sobejamente investigado e comprovado através de depoimentos, documentos e abertura de sigilos bancários, o esquema de propinas, sabe Deus onde poderia ser construída essa usina com menor dano ao ambiente e prejuízo e violência inenarrável aos índios e riberinhos, Deus sabe e deixa por nossa conta definir se era realmente imprescindível que fosse uma usina hidrelétrica, se não se poderia investir noutra modalidade de captação de energia de forma ecológica.
Nós sabemos, nos mobilizamos, protestamos, os índios foram a Brasília, São Paulo, gritando pelas ruas sua oposição e o mesmo assim Belo Monte saiu e já foi inaugurada.
Belo Monte é um estandarte do poder do povo em face a ganância dos políticos brasileiros que estiveram no período Lula/Dilma, entregue as suas paixões desenfreadas e convencidos de que não haveria consequências.
A Natureza depende de nós e nós somos passivos?
O projeto e o desfecho de Belo Monte são assombrosos.

domingo, 4 de setembro de 2016

O Impeachment de Dilma

"O fato concreto é que o processo de impeachment de Collor não ameaçou a instabilidade institucional e política. O presidente foi destituído, o país não parou, não se quebrou uma vidraça. Naquele tempo ainda se podia temer que a convulsão pudesse resultar em intervenção militar.
Estávamos mais próximos dos 20 anos de governo militar.
...
...Acho razoável falar em impeachment. Diante da imoralidade que grassa em setores da administração pública, como na Petrobras, alguém há de ser responsável. A condução das finanças públicas também é questionada. (Há) Ainda a questão do destino dado aos recursos imoralmente tirados da Petrobras e de outros órgãos para sustentar campanhas políticas, então existe a possibilidade forte de que sejam convertidos em crimes de responsabilidade da Presidência da República. há fortes motivos para acusações.

Fragmentos da entrevista do jurísta Célio Borja para a Revista Época de de 26/10/2015, eu li hoje e achei que precisava compartilhar contigo.
Analisando o governo de Dilma, ele ainda diz: 
"A própria base governista negocia, se não for satisfeita não dá apoio ao governo." 
Perguntado se já tinha visto situação semelhante em outros momentos históricos, declara:
" No impeachment do presidente Collor; mas ele tinha ministério. O ministério era muito coeso, constituido por pessoas absolutamente idôneas, probas e capazes. Quando o presidente começou a responder pelas acusações -falsas ou verdadeiras -, a confiança no governo manteve-se porque havia um ministério capaz de manter o país funcionando. Tomei a iniciativa de me encontrar semanalmente com os generais de serviço em Brasília, para sentir seu pulso e informá-los do que fazíamos, e assim dar continuidade à ação administrativa e impedri algo que ainda era possível: a intervenção militar em assuntos civís."
Borja foi ministro da Justiça de Fernando colloor de Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-líder do governo militar na Câmara.

Foto: fiz em uma casa que ficou abandonada por anos e de recém foi desmontada. 
Florescer na primavera que se instala é um caminho natural para a delicada flor. Retomar o caminho do crescimento e progresso para o país, também. Todos lutamos por isso e mesmo que partamos, o jardim florescerá enquanto os homens souberem valorizar, além da colheira do arros, a beleza das flores

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Floresta e Àgua de Katahdin? Protegida!


Para homenagear o aniversário de cem anos do Serviço de Proteção de Parques, o presidente Barack Hussein Obama reconheceu neste dia 24 de agosto a Floresta Katahdin das Águas, no Maine, como Monumento Nacional. 
Segundo o site da Casa Branca, entre os records de Obama, ele agora também ostenta o título de presidente que protegeu mais água e terra de toda a  história. 
A parcela da humanidade da qual faço parte, comemora.

Papahãnaumokuãkea - Tesouro da Humanidade

O Monumento Nacional Marinho,  Papahãnaumokuãkea, no Havaí, Estados Unidos, acaba de ser reconhecido como a maior àrea marinha protegida, e foi pelo presidente Obama. 
Um lindo quadro vivo e exuberante, um exemplo para o mundo:
"Eu criei a maior área de preservação marinha do mundo, quadrupliquei o tamanho do nosso monumento em Papahãnaumokuakea...vou viajar para o atol de Midway para ver por mim mesmo. Sete mil espécies vivem em suas águas, um quarto não é encontrado em qualquer outro lugar do mundo.
Os antigos habitantes acreditavam que ali estava o limite entre esta vida e a próxima. Centenas de americanos entregaram suas vidas ali, em defesa da liberdade do mundo. Então, esse é um lugar sagrado e merece ser tratado dessa forma e de agora em diante será preservado para as gerações futuras. 
-Presidente Obama, que desde que assumiu tem protegido mais de 548 milhões de hectares de terra e àgua, para nossos filhos e netos, mais do que qualquer outro presidente na história."





A Salvação é Dois e Eles Devem se Encontrar

Daquele momento em que me senti encantada pelo encontro entre o lider mundial da comunicação e o expoente máximo da religião global,
Do dia em que li sobre o homem público tido como herói e achei linda a história,
E não levei em conta quantos graus, quantas pessoas defendendo seus interesses devem estar de acordo para a realização de um encontro entre autoridades,
E no quanto devo ponderar sobre uma imagem criada para um homem que não têm carisma para liderar, mas tem grandes orelhas e maiores esporas e foi colocado à beira do núcleo exatamente por isso.
As pessoas gostam de imaginar que existe um consenso ditado por um pequeno grupo que deseja levar o planeta para um ponto determinado - muito bem, quanto a isso nada posso fazer, e entrego o comando aos que o tem mesmo, afinal de contas - e fecham os olhos para o espelho quando estão em frente da sua verdadeira imagem, aquela que é capaz de fazer qualquer coisa, trair, ferir, danar, por uma promoção ou apenas para estar em evidência socialmente. Desde o instante em que enxergam sua verdadeira imagem e resolvem fechar os olhos do espírito crítico criando uma máscara para enganar até a si mesmos, deixam de ter o discernimento de que isso se dá em todas as instâncias do poder; até do que tem importância fundamental para a continuidade da vida na Terra.
A insanidade gassa contagiando sobre os ombros do ego cego e gerações de crianças mal crescem e geram outras nas periferias do Brasil, da Índia, da África. 
Cada vez que um alto posto teme ser derrubado por seu secretátio, seu diretor e segue-lhe a indução para ter menos problemas uma plataforma que deveria servir para uma quota humana levantar-se do lodo, cai irremediavelmente.
Os dias são importantes, as horas determinantes e as palavras orações também para desmascarar gradativamente o malfeitor, cada passo, cada micro-ação é essencial para estabilizar este baile louco em que os que detém maior controle são os sub, os das sombras, os que não foram publicamente escolhidos para isso, e que mantém refém seus superiores usando como moeda as conexões que têm obrigação de manter saudáveis para os titulares.
Quanto do que desejamos ver acontecer de bom e de belo para a humanidade não se dá por ser secretamente tocado pelo mesquinho que se preparou em silêncio, que age em silêncio que mantém a corporação sob mão de ferro isolada do líder? 
Ao desempenhar o pior posto de todos, o do mando, cabe ao líder idôneo exercitar a hiperatividade, desenvolver de forma ininterrupta a sensibilidade, aguçar a perspicácia e mesmo que em segredo, mesmo que durante seu momento de introspecção exercitar com ampla liberdade mental, a mais execrável de todas as características determinadas pelos coachings, a capacidade de ser centralizador, já que quando o momento pedir - e pedirá - deve ser experiente em determinar rumos sozinho. Se não, apenas servirá ao status quo que facilita a existência de universos tais como o descrito no filme Trash - a Esperança Vem do Lixo. 
Se um lider é bom e forte, se ele dia a dia derruba barreiras e amplia a garantia dos direitos dos desvalidos, ele ainda deverá estar preparado para enfrentar a vialania que tira proveito da existência de tais universos, conjuntamente com muitos dos seus subordinados.
Não é fácil! 
Mas existem líderes assim, e todos sabemos quem são e com quais dificuldades lidam. 



terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Rua do Mijo

Sai de casa para assistir o filme sobre Steve Jobs que estreara na cidade. era domingo, um domingo calminho, Os filhos em paz após o almoço com sua cartela de vídeos japoneses e eu resolvi ir assistir um filme sozinha, no cinema, sozinha. Se isso é comum para a maioria, não é para mim. Toda avida adulta, mãe de crianças pequenas, ou enxergando mal ou com óculos inadaptados, testando lentes ou me preparando para transplantes de córneas, depois me recuperando, depois perdendo a viso novamente, e agora, correndo atrás dela novamente. Não sou o tipo que põe o pé no trânsito para dar ponto sem nó.
É imprescindível que eu vá, não consigo resolver tudo por aqui? 
Nunca me expliquei muto sobre meu modo de levar a vida porque ninguém tem a obrigação de ouvir minúcias sobre a doença ocular que sou portadora, o ceratocone. Não sinto prazer em falar sobre, não gosto de ser identificada como deficiente visual, vou levando, com janelas de excelente visão e maior mobilidade, visão somente suficiente para o dia a dia,  que é minha rotina e vamos em frente.
Saí de casa naquele domingo, sozinha e orgulhosa da minha independência, passava Jobs no cinema!
Jobs morreu sem concluir algo muito superior ao que já estava público, tinha uma missão auto-imposta e faltou tempo. 
Não esperava ver explicitado um esboço do projeto de Jobs em um filme feito sobre sua vida em que ele é interpretado por Ashton Kutcher. Eu desejava  poder deduzir algo. Algo que tivesse passado pela produção do filme como apenas uma frase de efeito dita por ele.
Cheguei ao shopping, me dirigi ao cinema e levei aquele corte clássico de quando fura um balão de momento perfeito, parece ter sido planejado com um golpe pessoal: não havia mais lugar no filme, entradas esgotadas inclusive para a sessão do anoitecer. 
E quem tencionaria em ficar à noite, sozinha na rua?
Não eu, certamente. Não por uma sessão de cinema!
Havia um filme começando e me joguei nele, "Gente Grande 2", comédia, disse a moça, é bom, o pessoal está comentando que é bom. Muni-me de pipoca, refrigerante e entrei quando a primeira cena se desenrolava. Alguma baixaria, aquilo que é considerado hilário aos americanos, um alce mijando na cara do personagem principal interpretado por Adam Sandler. 
Mas não estou reclamando, o que não é engraçado para mim, deixo passar, mas ri a valer com cenas de
diversão pura, que brincam com os adultos encontrando ex-colegas de infância, ex- namoradas, e valentões praticantes de bulling da sua adolescência. 
Passei toda vida adulta educando, nunca gostei que meus filhos vissem o que não fosse aceitável para mim. E hoje me arrependeria muto disso se não tivesse a certeza de assistiram o que  curiosidade mandou quando não estive presente, como todos jovens fazem. 
Estou falando da inclusão crescente de brincadeiras como as dos filmes de Jack Black, a maioria barra pesada, porcalhona e boca suja. 
Minha filha, porém, me confrontou adotando Jack Black como um dos seus ídolos, teve uma fase, boca suja, brigamos muito, mas o tempo passou e ela voltou ao equilíbrio. 
Como educadora nata me coloco na obrigação de entender e buscar aprender o máximo e aceitar facetas de outras culturas...jamais? Jamais diga jamais, diz o jargão popular. E outro diz, em Roma faça como os romanos. E em alguns momentos faça ou pode se dar muito mal, um mal do tipo irreparável, compreende?
Nossa! sai do cinema como entrei, não pesquei nada de Jobs, mas sai tão bem, eu sou flexível, ah, isso não tem preço. Parecer ser, entende? Na hora agá sempre poderei desistir de ser flexível, mas não posso viver arreliada por me ver como covarde e  limitada.
E me fui com meus bebês para o Rio de Janeiro, três ou quatro dias de flexibilidade, sabendo que poderia ser uma chance única. Fomos guiados por uma prima  carioca da gema e batemos perna a profusão na cidade maravilhosa. 
Até o dia em que deixando as pernas irem por conta própria, conversando e demos por nós no lugar mais fedido do universo, eu queria mostrar-lhe um skate motorizado que vira no dia anteriro naquelas imediações e entramos na rua ardente: "Me desculpe, não devíamos ter vindo por aqui, essa é a rua do xixi. Ninguém conseguiu mudar esse hábito dos praianos, a orla só oferece banheiros para consumidores e o carioca tradicionalmente caminha essa quadra do mar até aqui e usa paredes, árvores e calçadas como mictório."
Simmm, maaass...desejei argumentar, mas rimos, Joseph fechou o nariz com o polegar e o indicador. Rimos e apressamos o passo, ainda bem que no Rio de Janeiro ninguém nos obrigou a fazer como os cariocas. 
Desejei saber porque a administração não distribuía banheiros na orla, era Copacabana, Jesus!!
Nossa amiga disse que foi ficando, que tentaram algumas ações rígidas no início,e no decorrer do tempo,insípidas e finalmente infrutíferas, a rua é paralela à Avenida Copacabana e ali é os fundos dos hotéis e prédios, é por ali que sai o lixo, é ali que o pessoal vem discretamente e... 
Naquele sábado pela manhã, dum julho considerado inverno, no entanto, não testemunhamos ninguém "vindo". 
Havia somente o cheiro de mijo histórico ardendo nas narinas.
O Rio é fantástico, é lindo, tenho elogiado noite e dia depois daquela visita, mas ao saber da polêmica com os nadadores americanos fiquei perplexa. 
Coitados, ensinaram errado aos gringos, fizeram uma pegadinha com eles, mandaram mijar na rua errada?
E eles, atletas recém saídos de universidades ou cursando, vai ver que quiseram bancar ingleses e fazer como os do Bullingdon Club de Oxford, saíram Jack Blackeando por ai. 
Foi uma noite insólita, anexa-se como um episódio clássico do cancioneiro caipira brasileiro, uma pegadinha cá, uma sacanagenzinha ali, e a rapaziada bêbada até não poder mais resolve reclamar de ter sido rendida de revolver na cabeça, bêbados, fazendo queixa de assalto. 
E o Brasil, bem preparado para lidar com jovens, bem educado para gerir crises de choque cultural, não que precisasse, afinal nem estava sediando uma Olimpíada, o evento esportivo planetário... 
Está certo não aceitar passar indevidamente por assaltante, mas está certo não administrar um porre internacional num encontro em que a maioria dos participantes são jovens e ainda mais - visitantes!? Aproveitar-se do episódio de descontrole dos rapazes para auto-promoção, criar uma indisposição internacional não parece atitude sóbria, nem muito menos neutra de um bom anfitrião. 
Afinal, houve revólver apontado ou não?
E fazer uso da rua do mijo é prerrogativa nacional, apenas? O taxista tão atento, poderia ter levado os rapazes ao lugar correto, ou não?
Fica aquele quê de desforra em momento tremendamente impróprio, fica aquela vergonha alheia por não haver profissional intermediador capacitado naquele caso que manchou a carreira do nadador. É culpa dele sim, o descontrole, a raiva e vontade de retaliar, a confusão, a bebedeira, mas se estamos tão ditadores de normas, vamos averiguar se nas famílias dos acusadores e exigidores de retratação pública há jovens que tenham passado pelas mesmas experiências após o uso de alcool.
Qualquer brasileiro ou brasileira, pai ou mãe, ficaria imensamente perplexo se seu filho fosse rendido por arma por causar confusão alcoolizado. 
O Brasil não é um antro, mas no Brasil existem muitos antros, é um momento político nevrálgico e ainda assim as Olimpíadas aconteceram razoavelmente bem. 
Devemos levar em conta que o maior incidente foi esta baderna entre seguranças despreparados e atletas embebedados, sem bombas nem sequestros.
apenas a carreira do moço, destruída.


  

 
 

sábado, 28 de maio de 2016

Como o PT trata seus críticos

Desde que falei pela primeira vez contra o governo do PT, venho sofrendo o assédio de pessoas que desejam demais que a utopia que eles instauram ou corroboram, seja boa, seja o que se declarava no início. 
Desde que continuei argumentando contra o governo alienante venho sendo excluída gradativamente dos direitos concernentes a cidadania.
Acho uma pena ter sofrido tantos percalços como punição. 
Tem sido extremamente doloroso suportar as consequências de enxergar consequências de entregar todo o poder em mãos de gente dada a tirania e a promoção da tirania, quando a maioria está desesperada para viver uma utopia e age como se as consequências históricas experimentadas por outros povos que se negaram a reagir a tempo, sejam uma exceção, e não uma regra mundial.
E assim, quando Tarso Genro foi eleito vice e Olívio Dutra, prefeito, de Porto Alegre, a capital do RS, no interior a sombra já começava a tomar conta.  
Em 1992, Genro sucedeu Dutra na prefeitura da capital. Dutra elegeu-se governador, Genro foi secretário de Educação de Lula, e o RS começou a mudar de cara.
Mudanças são naturais até que deixem de ser e se tornem obrigação geral.
Mudou, no início pela mística da utopia e seus propagadores logo que instalados não pouparam recursos públicos para adquirir as consciências opositoras.
O Rio Grande do Sul foi dominado e remodelado a feição desejada por Lula, Genro e Dutra. 
Quando você tem certeza de que a utopia tomou o poder e dominou todos ao seu redor? Ao sentir falta de mobilidade e plasticidade mental na massa. Ela se une de forma radical em torno de um único objetivo, que é eliminar as células dissidentes.
O PT, sacana e esperto, recém escolado no desastre da repressão militar, apesar de treinado e treinador em guerrilhas, determinou então pela asfixia profissional dos opositores ou capitulação monetária.
Mudei-me para São Paulo, para o Pontal do Paranapanema, para acompanhar o marido em seu trabalho e lá conheci o universo dos acampamentos dos sem-terra. Fui vizinha de Deolinda e José Rainha naquela época, concluí que apesar de que todos que moravam provisoriamente não fossem agricultores originalmente, mereciam justiça social. Eram os acampamentos nas cercanias e alguns assentamentos já estavam instalados. O Brasil é um país rico que pode oferecer vida digna aos seus habitantes, mas foi ali que senti que os excluídos de longa data, agora assimilados como vítimas, tinham gana imensa de quem julgavam ser seus algozes; a sociedade tradicional pagaria uma conta amarga pela situação social deles e de seus antepassados. Todos, qualquer um que tivesse aparência do inimigo dominador, do fantasma opressor. 
Era a revolução.
Deixáramos de ter a possibilidade de integração por mérito, o sistema anterior havia sido deposto e o dominante estava ávido por desforra. Sinistramente a credencial de admissão no novo sistema exigia um cidadão de joelhos que não visse defeitos nos mandatários, não ouvisse argumentos contrários aos desmandos e corrupção praticados por eles e já evidentes e especialmente punia comentários contrários ao PT, ao divino pai Lula e a sua gerente máxima, Dilma.
Se os adultos receptores das bolsas que o governo instituiu a profusão, guardavam alguma espécie de polidez no trato dos que identificavam como críticos da utopia, suas crianças nunca disfarçaram e logo meus filhos começaram a sofrer ataques. 
Mudamo-nos para a capital e tão logo falei da situação política do país, através do blog Flor Amarela, ele saiu do ar, eu reclamava e escrevia cartas públicas, pedindo apoio, socorro e denunciando. Desapareceu algumas vezes, reapareceu e nas vezes que eu ficava sem ele, abria outro canal, através de cartas ou novos blogs.
Agora, dez anos após sair de Teodoro Sampaio, moro novamente no RS, reencontro um estado sucateado e almas ao léu, rencontro desemprego, tristeza e uma realidade de violência inaudita. A tão valorizada educação do gaúcho já não existe mais, em seu lugar os programas ovos para formação de soldados do PT.
Na capital, sempre que possível frequentei os   seminários e às palestras do Ministério da Cultura em  que o Ministro ou a Ministra estivessem presentes. Inteirei-me das diretrizes e percebi a teatralidade da postura de um Ministério que precisava mostrar a cara a público fazendo um arremedo de Cultura, mas que existia com outra finalidade que não vinha à tona nas reuniões públicas que assisti.
Naquela época, associei-me a uma Cooperativa de artistas, eu precisava desesperadamente de trabalho, era essa minha pretensão, inserir-me no mercado de trabalho. Logo fui identificada pelo meu posicionamento, creio que através dos blogs, e então não tive mais contato com a Cooperativa, mas não antes de saber que ali não era preciso trabalhar, o caso era associar-se e receber mesada do governo.
Comprometer-se politicamente.
 Saí de São Paulo quando o PT assumiu a prefeitura, após violência médica, praticamente um estupro coletivo em um posto de saúde da região onde morava. Uma médica acompanhada por duas enfermeiras que mantinham-se em postura militar próximo as minhas pernas,  em uma sexta-feira depois das 18:00h, a pretexto de um exame de colposcopia uterina, feriu-me várias vezes com a introdução de gaze e instrumento pontiagudo em meu corpo. Estavam visivelmente tensas e eu sofri com medo de fugir dali e pela dor do exame.
Logo após, fui indicada para tratamento em um hospital que trata pacientes com câncer e na triagem fui designada para radioterapia ou histerectomia. Decidiriam na próxima consulta. 
Foi quando decidi retornar ao meu estado natal e deixar São Paulo para o seu novo prefeito.
Viver aqui não é melhor, encontro concidadãos torturadores empoderados e aboletados na máquina pública, são médicos, dentistas, são atendentes formados na lei das sombras instituída pelo PT. São parentes que venderam a consciência, e sofro ameaças, violência e sou vítima de fraudes ímpares.
Leio sobre os exilados políticos da época da ditadura, estes que aí estão retornados e sei que fugiram para o exterior por saberem de amigos torturados, por receio de serem eles os próximos. Fico a imaginar os poderosos através do PT, no meu lugar, sentando-se na cadeira do último dentista público que me atendeu e declarou que meus dentes são horríveis, que deveria lixar as pontas dos dentes incisivos superiores centrais - os mesmos que foram tratados de forma estética por uma engenheira professora doutora na cidade de Presidente Prudente, para apresentarem a harmonia que têm hoje - fico a imaginar o orgulho que sentiriam do país que deformaram, ao serem atendidos por um dentista torturador com as costas quentes, do qual não adianta reclamar para a administração, pois ele é o cidadão que a sociedade atual deseja e privilegia, não eu.


Encontro com o Ministério da Cultura(Mamberti) na Barra Funda
Encontro com Ministério da Cultura(Ana Holanda) na Assembléia em SP
Minc na Assembléia