A Luta do Presidente Obama para estruturar a previdência de forma a diminuir as desigualdades, não é novidade.
Não é novidade também, que para compreender a situação devemos iluminar a cena da cruel batalha que vem se desenvolvendo nos Estados Unidos, fazendo um apanhando justo e sério dos fatos históricos que nos trazem - humanidade dividida entre expectadores e atores centrais, mas certamente todos ligados e afetados - a este este período dramático. Usando um esquema central publicado no The Huffington Post, corro atrás do meu prejuízo em conhecimento das ações e consequências, vem comigo e me diz se estou indo na direção certa, por favor!
Para entender as motivações de quem é contra o Obamacare (forma pejorativa como os adversários designaram o plano de reestruturação da saúde em seu país, e que ele aceitou sem revanchismos e incorporou naturalmente ao projeto), e se julga no direito de paralisar o país ao qual estamos todos ligados, mais do que simplesmente pelo emprego dos termos em inglês no dia-a dia, da incorporação cultural, mas também pela economia, vou a até Teddy Roosevelt:
"A menos que esteja proibido na Constituição, ou na lei, o presidente deve tomar todas as medidas necessárias para o bem público."
"O estado deve garantir a justiça, arbitrando entre as forças conflitantes do país e não deve conceder favores a ninguém", assim pensava, e desta forma dirigiu seu governo, o viril cawboy Teddy Roosevelt, que foi eleito presidente dos Estados Unidos da América em 1901, após ter sido governador de Nova Iorque, de 1898 a 1900. Roosevelt era Republicano, foi historiador, militar, escritor, soldado, naturalista. Teddy negociou o fim da guerra russo-japonesa, orquestrou a construção do Canal do Panamá, oficializou cinco parques nacionais e dizem que seu lema era: Falar suavemente, mas carregar um grande porrete.
Em 1912
Teddy Rossvelt tenta sem sucesso, implementar um plano de saúde nacional. Era cedo!
O primo em quinto grau, de Teddy Roosevelt, o presidente eleito em 1932, durante a Grande Depressão, Franklin Rosevelt, era um sobrevivente da poliomelite, foi ele quem proferiu a célebre frase:
A única coisa que temos a temer é o próprio medo, proferida no seu discurso de posse.
Pilotando sua cadeira de rodas, enfrentou o interesse dos banqueiros e dos grandes empresário e implementou um programa de apoio aos desempregados, e aos que estavam em iminência de perder suas casas ou fazendas. Através de seus projetos incentivou a recuperação da agricultura.
Em 1936 foi reeleito por ampla margem de votos. Tentou manter os Estados Unidos neutro durante a II Guerra, com a ampliação do conflito e a queda da França o apoio para a Grã Bretanha foi determinado. Vendo a necessidade de uma organização de ação maximamente neutra, Franklin Roosevelt foi o grande incentivador da criação da Organização das Nações Unidas.
Franklin Roosvelt morre de hemorragia cerebral em abril de 1945.
A II Guerra acaba em setembro de 1945.
Em 1942
O presidente Franklin Roosevelt quer aprovar um seguro nacional de saúde, mas fica decido priorizar a segurança social.
Harry Truman, vice-presidente de Roosevelt, declara aos repórteres: Eu me senti como se a Lua e as estrelas tivessem desabado sobre mim, logo após o falecimento de Roosevelt, que o torna presidente.
Iniciou sua vida como fazendeiro, lutou como artilheiro na França durante a I Guerra. Retornando aos Estados Unidos, casou-se e montou uma loja de armarinhos.
Sempre ativo no partido, mostrou seu lado de bom administrador e logo foi reconhecido tornando-se juiz do seu condado e depois Senador. Durante a II Guerra desbaratou esquemas de superfaturamento e corrupção.
Após assumir a presidência, foi dele a decisão do emprego das bombas nucleares contra o Japão, que deram fim a guerra, tornando a frase inicial de seu mandato como uma declaração premunitória.
Truman era muito ligado a sua mãe, Martha Elenn Young que sempre foi sua conselheira, mesmo durante a presidência, e em assuntos políticos.
Atuou no cenário mundial em uma de suas fases mais nevrálgicas e teve participação ativa em todo o cenário dramático do pós guerra e anos de guerra fria. Apresentou um programa de 21 passos de expansão da Previdência Social. Truman ficou na presidência até 1953.
1945
O presidente Harry Truman quer criar um programa nacional que segure àqueles que pagam taxas voluntárias. A Associação de Médicos Americanos o acusa de socialista.
O presidente John Kennedy, herói de guerra na juventude, em seu discurso de posse proferiu: Não pergunte o que seu pais pode fazer por você - mas o que você pode fazer por seu país. Durante seu governo o país experimentou a maior fase de desenvolvimento e expansão desde a II Guerra. Queria que a América fosse a primeira nação dedicada à revolução dos direitos humanos. Desejava que a arte ocupasse um papel central nesta revolução. Meses após a queda de braços com a União Soviética no episódio tenso que se seguiu a descoberta do armamento nuclear da URSS em Cuba, esperançoso, declarou que a humanidade havia dado um passo significativo rumo a um mundo de lei e de livre escolha, banindo o mundo da guerra e da coerção. Via o início da igualdade dos direitos entre os americanos e a paz no mundo.
1960
John Kennedy faz do plano de saúde um carro chefe de campanha, mas o Congresso exclui os idosos.
O presidente Lyndon Johnson conheceu a pobreza de perto em sua juventude como professor de escolas para mexicanos no Texas.
Assumindo a presidência após o assassinato de Kennedy, Johnson conclamou a nação para construir uma grande sociedade, um lugar onde o sentido da vida do homem coincide com as maravilhas do trabalho do homem.
Em 1964 foi confirmado no cargo por uma reeleição fabulosa. Seu governo foi sacudido pela guerra no Vietnã, e internamente, pelos confrontos e protestos raciais, suscitados mesmo pelos programas anti-discriminação, contra a pobreza e a segregação, que de repente davam voz a estes questionamentos.
Na gestão de Johnson, com seu empenho incondicional, o homem perpetrou explorações espetaculares do espaço.
Aos três astronautas que orbitaram a lua com sucesso em dezembro de 1968, Lyndon declarou: Vocês colocaram todos nós, todo o mundo, em uma nova era. Graças ao seu empenho fixou leis de radiodifusão pública, proteção ambiental e auxílio a educação, durante sua gestão, milhões de pessoas idosas passam a receber socorro através do plano Medicare.
1965
Lyndon Johnson peleja firme com o Congresso mesmo que este esteja formado na maioria pelos seus colegas Democratas, Johnson quer consolidar os direitos na previdência, consegue que aprovem dois seguros. o Medicaid para os pobres e o Medicare para os idosos.
1974
Richard Nixon quer que os patrões paguem o seguro de seus empregados e pleiteia instituir um subsidio federal para que o restante da população pague seguro particular. Instaura-se o processo que ficará conhecido como o Escândalo Watergate e Nixon tem que renunciar.
1976
Jimmy Carter quer um plano nacional de seguro obrigatório, mas a recessão é o contra-argumento que prevalece.
Que Ronald Reagan foi ator, ninguém desconhece, e foi justamente ai que começou sua liderança política, ao encabeçar um grupo de atores para lutar por seus direitos. Em sua auto biografia ele escreve sobre o episódio: Ao longo da minha vida houve uma coisa que me incomodou mais do que qualquer outra: o abuso das pessoas e o roubo de seus direitos democráticos, por um governo totalitário, empregador, ou qualquer outra pessoa.
...Então, encontrei-me cada vez mais envolvido com as negociações de contratos e outras atividades para o Screen Actors Guild. Ronald Reagan era locutor e ator profissional, percorreu o país como apresentador de televisão e tornou-se porta voz dos conservadores.
Em 1966 foi eleito governador da Califórnia, depois, reeleito, em 1980, com o embaixador George W Bush como candidato a vice. Em 1981 assumiram e dali três meses Reagan foi baleado, escapando com vida teve a popularidade aumentada, lidou habilmente com o Congresso, obteve aprovação da legislação que incentivou o crescimento econômico, reduzir a inflação, aumentar o emprego e reforçar as forças armadas. Em 1984, Reagan se reelege com ampla maioria de votos. Em 1986, Reagan obteve uma revisão do imposto de renda que isentou boa parte da população de baixa renda. Os anos de gestão Reagan foram de prosperidade seguindo sua linha de governança da paz obtida mantida pela força.
1986
Ronald Reagan exige que os trabalhadores permaneçam atendidos pelo seguro de saúde da empresa pelo período de dezoito meses após contrato de trabalho rompido.
1988
O Congresso amplia o Medicare adicionando o benefício dos medicamentos prescritos e auxílio pós catástrofes e sofre bombardeio inaudito por parte dos americanos mais velhos, que não admitem pagar a cobertura adicional.
1999
O Congresso revoga a lei de concessão de medicamentos e seguro catástrofe.
1993
O presidente Bill Clinton encarrega a primeira dama, Hilary, da elaboração de um plano de cobertura universal. Hilary apresenta um meticuloso estudo com 1300 páginas, que entre suas cláusulas, responsabiliza as empresas pelo seguro saúde de seus empregados. O plano é rejeitado pelos republicanos e parte dos democratas, enfrenta lobbys e cai no esquecimento.
1997
O presidente Clinton consegue aprovar um plano de saúde favorável às crianças de famílias modestas, cujos rendimentos ultrapassam o máximo de abrangência do Medicaid.
2003
O presidente Bush consegue fazer passar a lei de fornecimento de medicamentos prescritos.
2008
Hilary Clinton em sua campanha presidencial promete um plano de saúde revisto e abrangente, e perde a eleição para o adversário Barack Obama, que tem um projeto moderado.
2009
O presidente Obama tem um ano de luta intensa. Pleiteia através do Congresso(cuja maioria é Democrata), para fazer passar a legislação que exige que a maioria das empresas pague pelo seguro de seus funcionários, sob pena de multa; ainda, para que as empresas de seguro de saúde aceitem qualquer candidato, independentemente das condições pré-existentes.
2010
O Congresso aprova a medida de ampliação da cobertura de saúde para 30 milhões de pessoas anteriormente excluídas. O termo pejorativo desenvolvido pelos opositores do mesmo como "OBAMACARE", emplaca.
2012
Em viagem ao Centro-Oeste americano, o presidente Obama abraça o termo Obamacare e declara que ele realmente significa:
"Eu me importo".
Fontes: www.whitehouse.gov, Wilipédia, Google e pilar central da pesquisa, "The Huffington Post"
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
Discurso Histórico de Obama após os angustiantes dias da Paralisação dos EUA
Abaixo segue o discurso histórico do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, logo após a paralisação geral americana que colocou os americanos a roerem as unhas, e o resto do mundo a trocar orelhas.
Continuo declarando o que já publiquei: penso que demonstração equilibrada de forças com saldo tão positivo como este será difícil de vermos nesta vida.
De longe é assim que sinto. Apesar de todos os choques e palavras duras, o que me impressionou foi a maturidade política do corpo único nacional. Em todos os momentos de exaltação houve sempre o concesso legal preponderando.Eis, que Obama, assim como sempre me impressionou, transparente e pé no chão, finalizada a paralisação, mas em meio a crise, profere este discurso (que extraí de uma publicação no facebook), que soa a novo patamar de interação com os adversários de seu governo, diz ele com a força característica dos seres coerentes:
"Oi, todo mundo,
Terceiro, devemos passar uma lei agrícola - que os agricultores e pecuaristas da América pode
Nós não concordamos em tudo, de repente, agora que a nuvem da crise já passou. Mas não devemos nos deter
Continuo declarando o que já publiquei: penso que demonstração equilibrada de forças com saldo tão positivo como este será difícil de vermos nesta vida.
De longe é assim que sinto. Apesar de todos os choques e palavras duras, o que me impressionou foi a maturidade política do corpo único nacional. Em todos os momentos de exaltação houve sempre o concesso legal preponderando.Eis, que Obama, assim como sempre me impressionou, transparente e pé no chão, finalizada a paralisação, mas em meio a crise, profere este discurso (que extraí de uma publicação no facebook), que soa a novo patamar de interação com os adversários de seu governo, diz ele com a força característica dos seres coerentes:
"Oi, todo mundo,
Esta semana, porque os democratas e republicanos responsáveis reuniram-se, o governo foi reaberto, e
Tem havido muita discussão nos últimos tempos da política deste desligamento. Mas a verdade é que não houve vencedores n
A maneira como os negócios são feitos em Washington tem que mudar.
a ameaça de default foi removida da nossa economia.Tem havido muita discussão nos últimos tempos da política deste desligamento. Mas a verdade é que não houve vencedores n
este episódio.
Num momento em que nossa economia precisa de mais crescimento e mais emprego, as crises d
os
manufaturados nas últimas semanas realmente prejudicou o crescimento e
o emprego. E é compreensível que a sua frustração com o que se passa em Washington n
unca tenha sido
maior.A maneira como os negócios são feitos em Washington tem que mudar.
Agora que estas nuvens de crise e incerteza
Não vai ser fácil. Mas podemos fazer progressos.
se
levanta
ram
, temos de nos concentrar no que a maioria dos norte-americanos nos enviou aqui para fazer - fazer crescer a economia, criar bons empregos, fortalecer a classe média, estabelecer as bases para a prosperidade de base ampla, e arrumar a casa fiscal em ordem para o longo curso.Não vai ser fácil. Mas podemos fazer progressos.
Especificamente, existem três lugares onde eu acredito que democratas e republicanos podem trabalhar juntos imediatamente.
Primeiro, devemos sentar e buscar uma abordagem equilibrada para um orçamento responsável, que
Primeiro, devemos sentar e buscar uma abordagem equilibrada para um orçamento responsável, que
possibilite o
cresc
imento
d
a nossa economia mais rapid
amente
e reduz
a os
nossos déficits de longo prazo ainda mais.
Não há escolha entre crescimento e responsabilidade fiscal - precisamos de ambos. Então, nós estamos cometendo um grave erro se um orçamento não se concentrar no que você está focado em: criação de mais bons empregos que pagam melhores salários.
Se
tencionamos
liberar recursos para as coisas que nos ajudam a crescer - educação, infra-estrutura, a pesquisa -
temos que
cortar o que não
é
precis
o
, e brechas fiscais próximas ao corporativos que não ajudam a criar empregos.
Isso não deve ser tão difícil como tem sido nos últimos anos. Lembre-se, os nossos déficits estão diminuindo - e não crescendo.
Em segundo lugar, devemos terminar o trabalho de consertar nosso sistema de imigração quebrado. Já existe uma ampla coalizão em toda a América que está por trás desse esforço, de
Em segundo lugar, devemos terminar o trabalho de consertar nosso sistema de imigração quebrado. Já existe uma ampla coalizão em toda a América que está por trás desse esforço, de
sde
líderes empresariais
até
líderes religiosos
,
para a aplicação da lei.
Seria
colocar em
cresc
imento a
nossa economia.
Seria proteger
as
nossas fronteiras. O Senado já aprovou um projeto de lei com um forte apoio bipartidário.
Agora, a Câmara deve
rá fazê-lo
também.
A maioria dos americanos pensa que esta é a coisa certa a fazer.
P
ode e deve ser feito até o final deste ano.Terceiro, devemos passar uma lei agrícola - que os agricultores e pecuaristas da América pode
m
depender, que protege crianças e adultos vulneráveis em tempos de necessidade, e que dá
às
comunidades rurais oportunidades para crescer e
a certeza de mais longo prazo que eles merecem.Nós não concordamos em tudo, de repente, agora que a nuvem da crise já passou. Mas não devemos nos deter
discordando
, apenas porque não acho que é uma boa política, ou apenas porque os extrem
istas
em nossos partidos não gostam de compromisso.
Vou procurar parceiros dispostos a partir de qualquer uma das partes para obter um trabalho importante
realizado
. Não há nenhuma boa razão por que não
se
po
ssa
governar com responsabilidade, sem cambal
ear
de crise fabricada à crise fabricada.
Porque isso não é governar - é apenas ferir as pessoas que foram enviados aqui para servir.
Aqueles de nós que temos o privilégio de servir este país
Aqueles de nós que temos o privilégio de servir este país
devemos ter
a obrigação de fazer o trabalho o melhor que pudermos. Viemos de diferentes partidos, mas nós somos americanos em primeiro lugar.
E as nossas obrigações para com você devem obrigar todos nós, democratas e republicanos, a cooperar, e
Obrigado a todos, e te
manter
compromisso
s
, e agir nos melhores interesses do país que amamos.Obrigado a todos, e te
nham
um
excelente final
de semana."
"Este
gabinete
tende a fazer a pessoa orar mais", disse Obama no ano passado em uma entrevista à revista Idade Catedral. "E como o presidente Lincoln disse uma vez:" Eu fui conduzido para meus joelhos muitas vezes pela convicção esmagadora que não tinha outro lugar para ir. "sábado, 12 de outubro de 2013
The Economist - Notícia antiga, mas e nós, estamos sabendo?
Barack Obama emitiu a mensagem da União de Estados anual, do presidente americano ao Congresso. Ele divulgou agenda surpreendentemente completa, que continuou seu recente tema de pressionar por políticas progressistas, como a proposta de elevar o salário mínimo para seu nível mais alto há 34 anos (em termos reais).
Obama também anunciou que os Estados Unidos e Sindicatos europeus começariam _ a criar uma zona de livre comércio transatlântico.
A idéia não é nova, mas ganhou apoio de líderes políticos em ambos os locais do Atlântico nos últimos meses. A conversa aguardada demorou dois anos a acontecer.
A resposta oficial dos republicanos ao discurso de Obama foi dada por Marco Rubio, senador cubano-americano, sublinhando a reforma da imigração.
No entanto, John Boehrner, o presidente republicano na Câmara, disse que um projeto de lei não precisa ser apressado e prefere "um pouco mais de preliminares" em primeiro lugar.
Texto extraído da revista The Economist, 16 de Fevereiro de 2013
Foto da WEB, Obama participa de uma cerimônia de entrega de terras a uma comunidade negra na Colômbia.
Obama também anunciou que os Estados Unidos e Sindicatos europeus começariam _ a criar uma zona de livre comércio transatlântico.
A idéia não é nova, mas ganhou apoio de líderes políticos em ambos os locais do Atlântico nos últimos meses. A conversa aguardada demorou dois anos a acontecer.
A resposta oficial dos republicanos ao discurso de Obama foi dada por Marco Rubio, senador cubano-americano, sublinhando a reforma da imigração.
No entanto, John Boehrner, o presidente republicano na Câmara, disse que um projeto de lei não precisa ser apressado e prefere "um pouco mais de preliminares" em primeiro lugar.
Texto extraído da revista The Economist, 16 de Fevereiro de 2013
Foto da WEB, Obama participa de uma cerimônia de entrega de terras a uma comunidade negra na Colômbia.
sábado, 7 de setembro de 2013
Lula, "O Tutor da Humanidade"
Em um vídeo postado no dia 05 de Setembro de 2013, pelo Instituto Lula no Youtube, o "ex"-presidente é entrevistado pelo jornalista Shobhan Saxena, do Jornal The Hindu.
A primeira pergunta de Shobhan, é sobre as denúncias de espionagem efetuadas pela Agência Nacional de Segurança americana, a denúncia de que tal agência estaria monitorando as comunicações mundiais de quem bem lhes interesse, a pergunta é o que Lula acha que deve ser feito quanto a isso.
Eu até tenho nojo de falar sobre isso, parece diálogo de história infantil, e está colocado como se tivéssemos a obrigação de levar a sério.
Espionagem existe? Mas não é possível!
Me caíram os butiás do bolso, como diria qualquer gaúcho tapado de espanto ante uma novidade bombástica.
Ontem, na rua, estive conversando com um senhor, evidentemente ele era PT, não me posicionei como sabedora dos crimes que cometem, comete o partido no poder, hoje, no Brasil.
Conversa vai, conversa vem, ele me convencia do perigo que é a internet para a formação de nossos jovens:
"Especialmente agora, a senhora vê, a questão destes protestos, dessas pessoas que se juntam e vão para as ruas fazer estes protestos. Coisa absurda. De onde vêm, onde eles se falam para combinar tudo?
Não existe nada que se possa dizer; é feito por este ou aquele partido, nada de visível da organização disso tudo! Onde essa gente se encontra? Na internet. Não digo que a internet seja totalmente ruim, mas isso tinha que ser mais controlado."
Voltando a entrevista do Lula, nosso "ex"-presidente, a resposta dele é:
"A primeira coisa QUE TEM QUE ACONTECER é o presidente dos Estados Unidos, pedir desculpas para o mundo inteiro... A PARTIR DE AGORA TODOS OS PAÍSES TEM QUE CRIAR SEU PRÓPRIO SISTEMA DE CONTROLE DAS TELECOMUNICAÇÕES.
Precisamos OBRIGAR as Nações Unidas a tomar uma decisão quanto a isso.
...
Eu fico imaginando, que segurança qualquer chefe de estado do mundo tem "hoje", sabendo que uma agência de inteligência dos Estados Unidos está bisbilhotando tudo o que está acontecendo.
Hoje você não tem mais confiança no seu celular, no seu e-mail, não tem confiança em mais nada!
Você pode ter informações de nossos cientistas divulgadas ou roubadas."
O jornalista afirma que as informações mundiais estão sendo coletadas pela França, Alemanha e Estados Unidos em conjunto, que estes países estão usando o argumento da segurança nacional e da luta contra o terrorismo para espionar outros países e roubar segredos industriais, QUANDO A ESPIONAGEM VEM DOS PRÓPRIOS CIDADÃOS, QUE DIVULGAM INFORMAÇÕES, que ameaça isso representa para a democracia, pergunta o repórter, indicando o caminho para Lula seguir.
"...
Eu acho que os Estados Unidos está cometendo um crime contra a democracia.
...
EU ACHO QUE A DEMOCRACIA É MENOS DEMOCRACIA COM O PODER DE INGERÊNCIA DE UMA NAÇÃO SOBRE A OUTRA".
Penso que este é o conjunto de declarações mais grave que o "ex"-presidente já registrou.
É uma ação ousada e que dá indicação clara de quais serão os alvos do Estado que se firma ante nossos butiás caídos.
Através da lenga lenga da revolta contra a espionagem, que talvez seja a atividade mais antiga praticada pela humanidade, mais antiga que a prostituição mesmo, atividade que tão ferrenhamente é defendida e protegida pelo partido do ex- presidente, vê-se claramente que a transparência o incomoda e muito.
Que o cidadão com liberdade de expressão o incomoda e muito.
Além do mais, a proteção tão carinhosa para com nosso meio científico, fica só no discurso, uma vez que nunca perdemos tanto cérebros privilegiados devido a falta de incentivo público à pesquisa como no seu governo, em que é proibido saber mais que os outros. De um governo ditatorial voltado para limitar partiram as ordens que acabaram por minar a iniciativa privada e prejudicar setores básicos para o comércio, como os estaleiros.
Lula não passa de um poltrão, que não lê e faz propaganda disso como condição sine qua non para se ter sucesso, afinal se essa foi a fórmula para o sucesso dele... pode ter o apoio da maioria, mas só se estrepa no mundo racional, se este ex-presidente tivesse lido, saberia que os argumentos que apresenta são contos da carochinha.
Afinal quem foi que descobriu que estávamos sendo monitorados, foi ele de binóculos na sua fazenda, ou foram as agências de espionagem às quais o partidão está associado?
As que financiam o avanço e dominação do que não se chama Democracia?
"Independência ou morte, gritou Dom Pedro I" num dia Sete de Setembro, aqui em São Paulo, ali onde é o Parque do Ipiranga agora(nesta data, sintomaticamente fechado para reforma).
E nós, se não pensarmos com frieza e avaliarmos com maturidade e sem partidarismo a situação atual, acabaremos por ter oficializada a falta de liberdade de expressão e tudo o que vem com ela.
Dom Pedro era aguerrido, viril e atrevido.
Gritou não a servidão e ao escoamento de divisas que estrangulavam a Nação.
Estão saindo do Brasil, hoje, bilhões para financiar governos ditatoriais em diversos países, entre eles Angola e Cuba.
É para desfrutarmos desse estilo de "democracia", que aleija a imprensa, que aliena as massas na base da esmola, bolsa e pseudo-educação, que pagamos impostos escorchantes?
É para ouvir o Lula vestido em pele de cordeiro nos negaceando enquanto despista dizendo que o lobo mau está lá fora, é para isso que temos miolos?
Foto: encontrei na net, não constava o autor. Faria uma se tivesse butiás à mão, mas butiá só tem no Rio Grande do Sul, é uma frutinha usada por lá para enriquecer o sabor da cachaça.
A primeira pergunta de Shobhan, é sobre as denúncias de espionagem efetuadas pela Agência Nacional de Segurança americana, a denúncia de que tal agência estaria monitorando as comunicações mundiais de quem bem lhes interesse, a pergunta é o que Lula acha que deve ser feito quanto a isso.
Eu até tenho nojo de falar sobre isso, parece diálogo de história infantil, e está colocado como se tivéssemos a obrigação de levar a sério.
Espionagem existe? Mas não é possível!
Me caíram os butiás do bolso, como diria qualquer gaúcho tapado de espanto ante uma novidade bombástica.
Ontem, na rua, estive conversando com um senhor, evidentemente ele era PT, não me posicionei como sabedora dos crimes que cometem, comete o partido no poder, hoje, no Brasil.
Conversa vai, conversa vem, ele me convencia do perigo que é a internet para a formação de nossos jovens:
"Especialmente agora, a senhora vê, a questão destes protestos, dessas pessoas que se juntam e vão para as ruas fazer estes protestos. Coisa absurda. De onde vêm, onde eles se falam para combinar tudo?
Não existe nada que se possa dizer; é feito por este ou aquele partido, nada de visível da organização disso tudo! Onde essa gente se encontra? Na internet. Não digo que a internet seja totalmente ruim, mas isso tinha que ser mais controlado."
Voltando a entrevista do Lula, nosso "ex"-presidente, a resposta dele é:
"A primeira coisa QUE TEM QUE ACONTECER é o presidente dos Estados Unidos, pedir desculpas para o mundo inteiro... A PARTIR DE AGORA TODOS OS PAÍSES TEM QUE CRIAR SEU PRÓPRIO SISTEMA DE CONTROLE DAS TELECOMUNICAÇÕES.
Precisamos OBRIGAR as Nações Unidas a tomar uma decisão quanto a isso.
...
Eu fico imaginando, que segurança qualquer chefe de estado do mundo tem "hoje", sabendo que uma agência de inteligência dos Estados Unidos está bisbilhotando tudo o que está acontecendo.
Hoje você não tem mais confiança no seu celular, no seu e-mail, não tem confiança em mais nada!
Você pode ter informações de nossos cientistas divulgadas ou roubadas."
O jornalista afirma que as informações mundiais estão sendo coletadas pela França, Alemanha e Estados Unidos em conjunto, que estes países estão usando o argumento da segurança nacional e da luta contra o terrorismo para espionar outros países e roubar segredos industriais, QUANDO A ESPIONAGEM VEM DOS PRÓPRIOS CIDADÃOS, QUE DIVULGAM INFORMAÇÕES, que ameaça isso representa para a democracia, pergunta o repórter, indicando o caminho para Lula seguir.
"...
Eu acho que os Estados Unidos está cometendo um crime contra a democracia.
...
EU ACHO QUE A DEMOCRACIA É MENOS DEMOCRACIA COM O PODER DE INGERÊNCIA DE UMA NAÇÃO SOBRE A OUTRA".
Penso que este é o conjunto de declarações mais grave que o "ex"-presidente já registrou.
É uma ação ousada e que dá indicação clara de quais serão os alvos do Estado que se firma ante nossos butiás caídos.
Através da lenga lenga da revolta contra a espionagem, que talvez seja a atividade mais antiga praticada pela humanidade, mais antiga que a prostituição mesmo, atividade que tão ferrenhamente é defendida e protegida pelo partido do ex- presidente, vê-se claramente que a transparência o incomoda e muito.
Que o cidadão com liberdade de expressão o incomoda e muito.
Além do mais, a proteção tão carinhosa para com nosso meio científico, fica só no discurso, uma vez que nunca perdemos tanto cérebros privilegiados devido a falta de incentivo público à pesquisa como no seu governo, em que é proibido saber mais que os outros. De um governo ditatorial voltado para limitar partiram as ordens que acabaram por minar a iniciativa privada e prejudicar setores básicos para o comércio, como os estaleiros.
Lula não passa de um poltrão, que não lê e faz propaganda disso como condição sine qua non para se ter sucesso, afinal se essa foi a fórmula para o sucesso dele... pode ter o apoio da maioria, mas só se estrepa no mundo racional, se este ex-presidente tivesse lido, saberia que os argumentos que apresenta são contos da carochinha.
Afinal quem foi que descobriu que estávamos sendo monitorados, foi ele de binóculos na sua fazenda, ou foram as agências de espionagem às quais o partidão está associado?
As que financiam o avanço e dominação do que não se chama Democracia?
"Independência ou morte, gritou Dom Pedro I" num dia Sete de Setembro, aqui em São Paulo, ali onde é o Parque do Ipiranga agora(nesta data, sintomaticamente fechado para reforma).
E nós, se não pensarmos com frieza e avaliarmos com maturidade e sem partidarismo a situação atual, acabaremos por ter oficializada a falta de liberdade de expressão e tudo o que vem com ela.
Dom Pedro era aguerrido, viril e atrevido.
Gritou não a servidão e ao escoamento de divisas que estrangulavam a Nação.
Estão saindo do Brasil, hoje, bilhões para financiar governos ditatoriais em diversos países, entre eles Angola e Cuba.
É para desfrutarmos desse estilo de "democracia", que aleija a imprensa, que aliena as massas na base da esmola, bolsa e pseudo-educação, que pagamos impostos escorchantes?
É para ouvir o Lula vestido em pele de cordeiro nos negaceando enquanto despista dizendo que o lobo mau está lá fora, é para isso que temos miolos?
Foto: encontrei na net, não constava o autor. Faria uma se tivesse butiás à mão, mas butiá só tem no Rio Grande do Sul, é uma frutinha usada por lá para enriquecer o sabor da cachaça.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Livro - Continente Perdido de Mu: Decifrando o Enigma das Tabuinhas Sagradas
"Todos os historiadores nos falam da invasão da Índia pelos Arianos. Isso causa confusão, pois permite imaginar que os Arianos enviaram um exército à Índia e conquistaram o país. Não foi este o caso. Aliás, deparamo-nos com o mesmo erro quando se trata dos incas do Peru, que suplantaram os Aimarás. Ao invés de falar de invasão, seria melhor usar o termo "infiltração", que daria uma ideia mais exata.
Os primeiros arianos da Índia foram um pequeno grupo que abandonou os vales gelados das montanhas do Indo Kuch em busca das planícies; instalaram-se entre os Nagas, no vale de Saraswatti, no Pundjab. Aí foram bem acolhidos e deram notícias disto aos seus parentes e amigos que haviam permanecido nas montanhas, os quais acorreram e continuaram a fazê-lo durante os séculos em famílias inteiras, às centenas; os recém chegados se instalaram a leste dos primeiros a chegar e, finalmente, invadiram todo país e se estabeleceram em todo norte da Índia.
Os historiadores não chegam a um acordo quanto à data de chegada dos primeiros arianos. Segundo E. G. Tillac, "a invasão ariana da Índia" se deu de 6.000 a 4.000 antes de Cristo, isto é, durante 2.000 anos. V. A. Smith é de opinião completamente diferente: "Os Arianos começaram a invadir a Índia em 1.500 antes de Cristo". Por alguns motivos que exponho adiante, creio que Smith está muito mais próximo da verdade.
Esses arianos forama conhecidos mais tarde pelo nome de hindus arianos. Os medos e os persas começaram a descer das montanhas entre 1.800 e 1.600 antes de Cristo e seu êxodo teve fim em 1.500 antes de Cristo. Os hindus arianos eram descendentes de um grupo de uighurs que foram atingidos pelas montanhas do Afeganistão durante a formação das mesmas. Os medos e os persas eram também seus descendentes, no norte. Durante milênios eles haviam vivido nestes lugares inóspitos, e haviam aumentado em número de tal forma que os vales não podiam mais atender às necessidades de uma população que crescia sem parar. então desceram para os vales e planícies férteis da Índia. Sendo bem recebidos pelos seus habitantes, ali permaneceram e fizeram vir seus conterrâneos. A vida nas montanhas os havia fortalecido, mas não contribuído para os melhorar socialmente. Obrigados a lutar sem cessar para sobreviver, haviam deixado de lado as ciências e a cultura.
Ao que parece haviam conservado a leitura e a escrita, mas quando chegaram à Índia, não passavam de grosseiros montanheses."
Todas as ilhas do Pacífico fizeram parte um dia do enorme continente de Mu, que como a Atlântida, foi devastado por um cataclismo há cerca de doze mil anos e submergiu, levando consigo uma civilização de duzentos mil anos e sessenta milhões de pessoas.
...
Esta é nação cuja história o coronel James Churchward descobriu, decifrando com a ajuda de um sacerdote Rischi, as tabuinhas sagradas de um templo na Índia, grafadas na mais antiga escrita humana.
E corroborando sua interpretação com provas de milhares de outras tabuinhas coletadas em todo mundo, este admirável pesquisador britânico apresenta aqui um dos mais fascinantes relatos da humanidade - a história da sua própria criação."
Contracapa do livro - Editora Hemus
Extraído do livro de James Churchward - O Continente perdido de Mu - publicado pela editora Hemus, tradução de Lauro Santos Blady.
Fotos da NET, abaixo um mapa das Linhas de Ley
Os primeiros arianos da Índia foram um pequeno grupo que abandonou os vales gelados das montanhas do Indo Kuch em busca das planícies; instalaram-se entre os Nagas, no vale de Saraswatti, no Pundjab. Aí foram bem acolhidos e deram notícias disto aos seus parentes e amigos que haviam permanecido nas montanhas, os quais acorreram e continuaram a fazê-lo durante os séculos em famílias inteiras, às centenas; os recém chegados se instalaram a leste dos primeiros a chegar e, finalmente, invadiram todo país e se estabeleceram em todo norte da Índia.
Os historiadores não chegam a um acordo quanto à data de chegada dos primeiros arianos. Segundo E. G. Tillac, "a invasão ariana da Índia" se deu de 6.000 a 4.000 antes de Cristo, isto é, durante 2.000 anos. V. A. Smith é de opinião completamente diferente: "Os Arianos começaram a invadir a Índia em 1.500 antes de Cristo". Por alguns motivos que exponho adiante, creio que Smith está muito mais próximo da verdade.
Esses arianos forama conhecidos mais tarde pelo nome de hindus arianos. Os medos e os persas começaram a descer das montanhas entre 1.800 e 1.600 antes de Cristo e seu êxodo teve fim em 1.500 antes de Cristo. Os hindus arianos eram descendentes de um grupo de uighurs que foram atingidos pelas montanhas do Afeganistão durante a formação das mesmas. Os medos e os persas eram também seus descendentes, no norte. Durante milênios eles haviam vivido nestes lugares inóspitos, e haviam aumentado em número de tal forma que os vales não podiam mais atender às necessidades de uma população que crescia sem parar. então desceram para os vales e planícies férteis da Índia. Sendo bem recebidos pelos seus habitantes, ali permaneceram e fizeram vir seus conterrâneos. A vida nas montanhas os havia fortalecido, mas não contribuído para os melhorar socialmente. Obrigados a lutar sem cessar para sobreviver, haviam deixado de lado as ciências e a cultura.
Ao que parece haviam conservado a leitura e a escrita, mas quando chegaram à Índia, não passavam de grosseiros montanheses."
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| James Churchward - o autor |
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Esta é nação cuja história o coronel James Churchward descobriu, decifrando com a ajuda de um sacerdote Rischi, as tabuinhas sagradas de um templo na Índia, grafadas na mais antiga escrita humana.
E corroborando sua interpretação com provas de milhares de outras tabuinhas coletadas em todo mundo, este admirável pesquisador britânico apresenta aqui um dos mais fascinantes relatos da humanidade - a história da sua própria criação."
Contracapa do livro - Editora Hemus
Extraído do livro de James Churchward - O Continente perdido de Mu - publicado pela editora Hemus, tradução de Lauro Santos Blady.
Fotos da NET, abaixo um mapa das Linhas de Ley
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Os Grandes Iniciados - Édouard Schuré
Em cada gota do seu sangue havia alma bastante para fazer um herói; mas com essa alma forte, que doçura divina se misturava!
A união profunda do heroísmo e do amor, da vontade e da inteligência, do eterno Masculino com o Eterno Feminino, fazem dele a flor do ideal humano. Toda a sua moral, cuja palavra última é o amor fraternal sem limites, a liança universal humana deriva naturalmente desta grande individualidade.
O trabalho dos dezoito séculos decorridos após a sua morte teve por resultado o fazer penetrar esse ideal na consciência de todos, porque não há homem no mundo civilizado que dela não possua uma noção mais ou menos clara. Pode-se, pois, afirmar que o templo moral ambicionado por Cristo não está concluído, mas fundado sobre bases indestrutíveis na humanidade atual.
Não sucede outro tanto com o templo social. Este supõe o estabelecimento do reino de Deus ou da lei providencial nas instituições orgânicas da humanidade, e, por isso, falta inteiramente contruí-lo porque a humanidade vive ainda num estado de guerra, sob a lei da força e do destino. A lei de Cristo que reina na consciência moral, não passou ainda às instituições. Só incidentemente me referi às questões de organização social e política, neste livro destinado a esclarecer a questão filosófica e religiosa, por algumas das essenciais verdades esotéricas e pela vida dos grandes iniciados. Não será portanto agora, que estou a concluir que me ocuparei mais largamente delas, tanto que sendo mais matéria muito vasta e complexa, ela escapa tanto a minha competência que nem sequer ensaio a defini-la em algumas linhas. Apenas direi isso. A guerra social existe como princípio em todos países europeus, porque não há princípios econômicos, sociais e religiosos que sejam admitidos por todas as classes da sociedade. Igualmente, as nações europeias não têm cessado de viver entre si em estado de guerra, aberta ou de paz armada, porque nenhum princípio federativo comum as liga legalmente. Os seus interesses e suas aspirações comuns não têm recurso para nenhuma autoridade reconhecida, nem encontram sanção em nenhum tribunal supremo.
Se a lei de Cristo penetrou nas consciências individuais e até uma certa medida na vida social, é ainda a lei pagã e bárbara que governa as nossas instituições políticas.
Atualmente o poder político é constituído em toda parte sobre bases insuficientes, porque por uma parte emana do pretendido direito divino dos reis, que não é outro, senão a força militar, e por outra, do sufrágio universal, que não passa do instinto das massas ou da inteligência não selecionada.
Uma nação não é um número de valores indistintos ou de cifras adicionadas. É antes um ser vivo composto de órgãos. enquanto a representação nacional não for a imagem deste organismo, desde as suas classes laboriosas até as suas classes educadoras, não haverá representação nacional orgânica e inteligente.
Enquanto os delegados de todos os corpos científicos e de todas as igrejas cristãs não se reunirem num conselho superior, as nossa sociedades serão governadas pelo instinto, pela paixão e pela força e não haverá o templo social.
Do que provém, pois, que acima da Igreja, muito pequena para o conter inteiramente, da Política que o nega, e da Ciência que ainda o não compreende senão a meias, estar Cristo hoje mais vivo do que nunca?
Da sua moral sublime ser o corolário de uma ciência ainda mais sublime. De a humanidade só agora começar a pressentir o alcance da sua obra, a grandeza da sua promessa. De por detrás dele nós vermos ao lado e para além de Moisés toda antiga teosofia dos iniciados da Índia, do Egito e da Grécia, da qual ele é a confirmação fulgurante.
Nós começamos a compreender que Jesus tinha uma consciência muito mais elevada do seu papel; que o Cristo transfigurado abre seus braços amorosos a seus irmãos, aos outros messias que o precederam e que como ele foram raios do verbo vivo que os abre inteiramente à Ciência integral, à Arte Divina e a Vida completa. Porém a sua promessa não pode cumprir-se sem o concurso de todas as forças vivas da humanidade.
extraído do livro "Jesus" - volume da Série Grandes Iniciados, escrito por Édouard Schuré.
Estou lendo a publicação da Martin Claret de 1987
Schuré escreveu Jesus em 1889.
Foto: Yeshua- pintei em 2000
A união profunda do heroísmo e do amor, da vontade e da inteligência, do eterno Masculino com o Eterno Feminino, fazem dele a flor do ideal humano. Toda a sua moral, cuja palavra última é o amor fraternal sem limites, a liança universal humana deriva naturalmente desta grande individualidade.
O trabalho dos dezoito séculos decorridos após a sua morte teve por resultado o fazer penetrar esse ideal na consciência de todos, porque não há homem no mundo civilizado que dela não possua uma noção mais ou menos clara. Pode-se, pois, afirmar que o templo moral ambicionado por Cristo não está concluído, mas fundado sobre bases indestrutíveis na humanidade atual.
Não sucede outro tanto com o templo social. Este supõe o estabelecimento do reino de Deus ou da lei providencial nas instituições orgânicas da humanidade, e, por isso, falta inteiramente contruí-lo porque a humanidade vive ainda num estado de guerra, sob a lei da força e do destino. A lei de Cristo que reina na consciência moral, não passou ainda às instituições. Só incidentemente me referi às questões de organização social e política, neste livro destinado a esclarecer a questão filosófica e religiosa, por algumas das essenciais verdades esotéricas e pela vida dos grandes iniciados. Não será portanto agora, que estou a concluir que me ocuparei mais largamente delas, tanto que sendo mais matéria muito vasta e complexa, ela escapa tanto a minha competência que nem sequer ensaio a defini-la em algumas linhas. Apenas direi isso. A guerra social existe como princípio em todos países europeus, porque não há princípios econômicos, sociais e religiosos que sejam admitidos por todas as classes da sociedade. Igualmente, as nações europeias não têm cessado de viver entre si em estado de guerra, aberta ou de paz armada, porque nenhum princípio federativo comum as liga legalmente. Os seus interesses e suas aspirações comuns não têm recurso para nenhuma autoridade reconhecida, nem encontram sanção em nenhum tribunal supremo.
Se a lei de Cristo penetrou nas consciências individuais e até uma certa medida na vida social, é ainda a lei pagã e bárbara que governa as nossas instituições políticas.
Atualmente o poder político é constituído em toda parte sobre bases insuficientes, porque por uma parte emana do pretendido direito divino dos reis, que não é outro, senão a força militar, e por outra, do sufrágio universal, que não passa do instinto das massas ou da inteligência não selecionada.
Uma nação não é um número de valores indistintos ou de cifras adicionadas. É antes um ser vivo composto de órgãos. enquanto a representação nacional não for a imagem deste organismo, desde as suas classes laboriosas até as suas classes educadoras, não haverá representação nacional orgânica e inteligente.
Enquanto os delegados de todos os corpos científicos e de todas as igrejas cristãs não se reunirem num conselho superior, as nossa sociedades serão governadas pelo instinto, pela paixão e pela força e não haverá o templo social.
Do que provém, pois, que acima da Igreja, muito pequena para o conter inteiramente, da Política que o nega, e da Ciência que ainda o não compreende senão a meias, estar Cristo hoje mais vivo do que nunca?
Da sua moral sublime ser o corolário de uma ciência ainda mais sublime. De a humanidade só agora começar a pressentir o alcance da sua obra, a grandeza da sua promessa. De por detrás dele nós vermos ao lado e para além de Moisés toda antiga teosofia dos iniciados da Índia, do Egito e da Grécia, da qual ele é a confirmação fulgurante.
Nós começamos a compreender que Jesus tinha uma consciência muito mais elevada do seu papel; que o Cristo transfigurado abre seus braços amorosos a seus irmãos, aos outros messias que o precederam e que como ele foram raios do verbo vivo que os abre inteiramente à Ciência integral, à Arte Divina e a Vida completa. Porém a sua promessa não pode cumprir-se sem o concurso de todas as forças vivas da humanidade.
extraído do livro "Jesus" - volume da Série Grandes Iniciados, escrito por Édouard Schuré.
Estou lendo a publicação da Martin Claret de 1987
Schuré escreveu Jesus em 1889.
Foto: Yeshua- pintei em 2000
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Carta/Manifesto do Dr. Carlos França para a Presidente Dilma e o Ministro Padilha
Sr Padilha e Sra Dilma, esta é a minha unidade de saúde UBS Itaipuaçu - Maricá-RJ, há 6 anos governada pelo seu partido.
É uma casa adaptada com infiltrações e mofo.
Quando chove, cai água nas salas de atendimento, o arquivo médico inunda e os prontuários....
Falta de tudo, luvas, remédios básicos, mas sobra dedicação para um salário bruto de R$ 1.200,00.
Sabe Padilha/Dilma,
Sabe Padilha/Dilma,
Não faltam médicos que queiram fazer saúde pública, Isto é mais uma das mentiras de sua ditadura da informação, onde o governo se apoia na premissa "UMA MENTIRA REPETIDA MIL VEZES TORNA-SE VERDADE".
A minha sala de atendimento não possui ventilador, o de teto é apenas enfeite. O verão nas regiões litorâneas beira os 42 graus, a água potável é disponibilizada à temperatura ambiente. A cidade de Itaipuaçu - do seu governo - não possui rede de água e esgoto.
Já prescrevi as medicações em qualquer tipo de papel por falta de receituário oficial.
Apesar de tudo, trabalho e me esforço bastante.
Em Maricá a saúde foi devastada pelo atual governo, o aparelho de RX está quebrado há 1 ano.
O ecocardiograma e ultra-som foram roubados (SIC Gestor Público),
ECG funciona 1 mês e fica 3-4 meses em manutenção.
Há 8 meses temos a debandada de especialistas, devido ao salário irrisório sem benefícios legais (férias, décimo-terceiro salário, horas extras, insalubridade, etc). Perdemos o endocrinologista, o cardiologista, o reumatologista, o oftalmologista, o neurologista, o nefrologista, o pneumologista, e o ortopedista, etc.
Então, Padilha/Dilma, a saúde pública que os Srs. querem oferecer à população mais humilde é esta?
As suas mentiras não vão conseguir se sustentar por tanto tempo mais...
"Não faltam médicos!
"Não faltam médicos!
Falta governo!"
Sou médico do SUS, não fujo a luta...
Mas não faço milagres sem infra-estrutura."
Sou médico do SUS, não fujo a luta...
Mas não faço milagres sem infra-estrutura."
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Carta/Manifesto do Dr. Simon Píres, para a Presidente do Brasil
"Oito anos é atualmente o tempo máximo de mandato de presidente da república,não é ?
Dr. Milton Simon Pires"
Trecho da carta de um médico portoalegrense para a Presidente Dilma, publico como recebi, vem datada de 08 de julho deste ano.
Charge, da NET
Oito anos, presidente, se não estou enganado, é também o tempo limite para que uma pena de prisão em regime fechado possa ser convertida em semiaberto (apreendi isso assistindo na TV o julgamento de alguns conhecidos seus na Ação Penal 470) e por aí vai...
Enfim, presidente, oito é um número aplicável a tantas coisas... rss ...
Na China se costuma dizer que oito é o número da sorte. Mas hoje vai ser do seu azar. Explico-lhe brevemente o porquê:
Hoje à tarde, li perplexo na internet as notícias que dão conta do lançamento do seu Programa “Mais Médicos”.
Hoje à tarde, li perplexo na internet as notícias que dão conta do lançamento do seu Programa “Mais Médicos”.
Não vou aqui gastar seu tempo detalhando um por um os aspectos dele. Nosso tema aqui, presidente, é bem específico – nós vamos falar do aumento do tempo da formação médica de seis para oito anos obrigando-nos a prestar dois anos de serviço no SUS antes de receber reconhecimento oficial como médicos.Presidente Dilma, a senhora sabe o que são “doutorandos” e médicos “residentes”?
Não sabe, né?
Lá vai a explicação – doutorandos são, normalmente, estudantes no ultimo dos seis anos da tradicional formação médica que a senhora e os gênios que lhe assessoram querem mudar.
Médicos residentes já se formaram – tem responsabilidade legal e, trabalhando sob supervisão de colegas mais experientes, fazem uma determinada especialização.
A senhora sabe o que eles tem em comum, presidente?
Eu lhe respondo – eles “carregam nas costas os hospitais universitários brasileiros”.
Eles, para sua informação, já trabalham, na sua gigantesca maioria, em hospitais públicos ou vinculados ao seu maravilhoso Sistema Único de Saúde!
São eles que atendem a gigantesca massa daqueles que a senhora e seus correligionários do Partido-Religião chamam de “usuários” e nós chamamos de pacientes.
Enquanto eles estão dentro de hospitais públicos com teto e paredes desmoronando nos ambulatórios, enfermarias e blocos cirúrgicos, a senhora e o Lula são atendidos por outros médicos dentro, por exemplo, do Hospital Sírio Libanês!
Alguns desses colegas que atendem a senhora e nosso ex-presidente deveriam estar junto com os doutorandos e residentes supervisionando a sua
formação como médicos e especialistas. A senhora sabia disso, presidente??
Mas, por favor, não quero lhe constranger... Vamos dizer que essa sua medida desesperada para se reeleger seja realmente implantada...
formação como médicos e especialistas. A senhora sabia disso, presidente??
Mas, por favor, não quero lhe constranger... Vamos dizer que essa sua medida desesperada para se reeleger seja realmente implantada...
Gostaria de tirar com a senhora algumas duvidas: tem a senhora a noção de que a rede hospitalar brasileira inteira está completamente sucateada, presidente?
Sabe por quê ?
Porque malditos colegas meus e seus ajudaram a transformar um país que tem quase o tamanho da China num gigantesco posto de saúde!
Diga de uma vez por todas isso ao povo, presidente Dilma. Mesmo que a senhora “derrame” 12.000 médicos dentro do SUS de uma hora para outra eu lhe pergunto – Onde e em que condições eles vão trabalhar???
Dentro dos famosos pronto-atendimentos?
A senhora sabe o que é um pronto-atendimento, presidente? Eu lhe explico – é um lugar onde se atende tudo aquilo que não é suficientemente grave e deveria estar num posto de saúde ou é tão sério que deveria estar dentro de uma emergência de verdade!
Sabe por que esse tipo de imundície foi inventado?
Para esconder que não existem mais hospitais nesse maldito país.
Seu antecessor, que nos anos 70 perdeu esposa e filho num hospital público preferiu emprestar dinheiro para Cuba, perdoar a dívida da Bolívia e comprar deputados no Congresso nacional em vez de construir hospitais !
Nas últimas duas semanas, presidente, a senhora propôs ao povo brasileiro um plebiscito, depois um referendo e agora – sempre maravilhosamente assessorada – vem com um absurdo que nem mesmo a ditadura militar quis impor: estender o tempo de formação dos médicos brasileiros por razões ligadas ao fracasso do plano de poder do PT.
Presidente, cada vez que lhe escrevo fico divido. Não sei se expresso a indignação de quase 400.000 médicos brasileiros ou se fico com pena da senhora. Até quando vai esse seu desgoverno? Até onde a senhora acha que pode enganar tanta gente durante tanto tempo?
Afaste-se imediatamente dessa corja de colegas MEUS que lhe assessora, que esqueceram que são médicos, e que depois de formados jamais atenderam ninguém no sistema público.
Nas últimas duas semanas, presidente, a senhora propôs ao povo brasileiro um plebiscito, depois um referendo e agora – sempre maravilhosamente assessorada – vem com um absurdo que nem mesmo a ditadura militar quis impor: estender o tempo de formação dos médicos brasileiros por razões ligadas ao fracasso do plano de poder do PT.
Presidente, cada vez que lhe escrevo fico divido. Não sei se expresso a indignação de quase 400.000 médicos brasileiros ou se fico com pena da senhora. Até quando vai esse seu desgoverno? Até onde a senhora acha que pode enganar tanta gente durante tanto tempo?
Afaste-se imediatamente dessa corja de colegas MEUS que lhe assessora, que esqueceram que são médicos, e que depois de formados jamais atenderam ninguém no sistema público.
Se a senhora não fizer isso, vai apreender de uma maneira dolorosa que políticos podem ter partido..podem ser liberais ou democratas, progressistas ou conservadores..podem até ser ditadores... mas jamais vão ter poder suficiente para aliviar a dor ou evitar a morte.
Essa função é nossa e, dia após dia, cada vez mais a senhora vem nos impedindo de exercê-la.
Dr. Milton Simon Pires"
Trecho da carta de um médico portoalegrense para a Presidente Dilma, publico como recebi, vem datada de 08 de julho deste ano.
Charge, da NET
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Triângulo - Ken Follet - livro essencial para estes dias
O coronel Rostow, da KGB, para aliviar a tensão entre ele e o agente egípcio, Hassan, narra a seguinte piada russa:
"Brejnev estava dizendo à sua velha mãe como subira na vida.
"Brejnev estava dizendo à sua velha mãe como subira na vida.
Mostrou seu apartamento, imenso, com móveis ocidentais, máquina de lavar louça, freezer, criados, tudo, emfim.
Ela não disse uma só palavra. Brejnev levou-a para sua dacha no mar Negro, imensa, com piscina, praia particular, mais criados. Mesmo assim, a mãe continuou a não se impressionar. Brejnev levou-a apar sua cabana de caça, em sua limusine Zil, mostrou os deslumbrantes campos de caça, as armas, os cães. E finalmente disse:
-Mãe, mãe, porque não fala nada? Não está orgulhosa de seu filho?
Ao que ela disse:
Tudo isso é maravilhoso, Leonid. Mas o que você vai fazer se os comunistas voltarem?"
Extraído do livro Triângulo, de Kenn Follet.
Triângulo foi lançado no Brasil em 1984. No romance eletrizante, o autor pinta um cenário situado durante a competição de vida ou morte entre agentes secretos israelenses e egípcios para a aquisição do urânio necessário para a construção da primeira bomba atômica de ambos os países.
A trama concebida por Follet, estrutura-se dando ênfase a participação ativa da agência russa KGB, que estimula e manipula entranhada nos bastidores das escaramuças da competição entre os países rivais.
Foto: Selo comemorativo, da NET
terça-feira, 2 de julho de 2013
Carta /Manifesto do Médico Miguel Srougui, a Presidente do Brasil
"Como cidadão, fiquei deslumbrado com o clamor que varre a nação.
Como médico, e ligado à saúde, mergulhei em esperanças.
Contudo, com a mesma velocidade que esse sentimento aflorou, fui tomado por uma angústia incontida ao observar as manifestações oficiais.
Anunciou-se solenemente que seriam importados milhares de médicos estrangeiros e injetados R$ 7 bilhões em hospitais e unidades de saúde.
Também se propôs a troca de R$ 4,8 bilhões de dívidas dos hospitais filantrópicos por atendimento médico e foi anunciada a criação de 11.400 vagas de graduação em escolas médicas.
Perplexo, gostaria de dizer que essas propostas são tão surrealistas que não podem ter sido idealizadas por autoridades sérias, mas sim por marqueteiros afeitos à empulhação.
Piores do que os depredadores soltos pelas ruas, já que destroem vidas humanas.
A medicina exercida condignamente pressupõe equipes qualificadas, não apenas com médicos, mas também com enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.
Exige instalações minimamente equipadas, para permitir diagnósticos e tratamentos mais simples.
Necessita do apoio de farmácias, capazes de prover sem ônus para os necessitados, as medicações essenciais.
Requer processos de higiene, assepsia e certo conforto, para dar segurança e respeitar a dignidade humana dos pacientes.
O que farão os médicos estrangeiros nas áreas remotas do Brasil apenas com termômetros e estetoscópios nas mãos?
Irão receitar analgésicos, antidiarreicos e remédios para tosse, o que poderia ser mais bem executado por qualquer prático de farmácia, também afeito às doenças regionais.
Médicos, que nos casos mais delicados nem atestado de óbito poderão assinar, pois não conseguirão identificar a causa da infelicidade.
Pior ainda, como esses médicos conseguirão atuar limitados pela dificuldade de comunicação, desqualificados para tratar doenças já erradicadas em países sérios, frustrados por viverem em regiões destituídas de condições mais dignas de existência para eles próprios, suas mulheres e seus filhos? Certamente tratarão de migrar para centros mais prósperos, abandonando aqueles que nunca conseguirão expressar a desilusão.
Não custa lembrar que muitos países desenvolvidos aceitam médicos estrangeiros, contudo nenhum deles atua sem ser aprovado em exames extremamente rigorosos, que atestam a elevada competência profissional.
Igualmente falaciosa é a proposta de incrementar os recursos para a saúde. Num país como o Brasil, que gasta apenas 8,7% do seu Orçamento em saúde --muito menos que a Argentina (20,4%) e Colômbia (18,2%)-- somente mal-intencionados poderão acreditar que um aporte de recursos de 0,7% corrigirá a indecência nacional.
Também enganadora é a ideia de se recorrer às instituições filantrópicas.
Em situação falimentar, deixam de pagar tributos porque não recebem do governo federal os valores justos pelo trabalho.
Pelo mesmo motivo, serão incapazes de aumentar o já precário atendimento.
Quanto à criação de novas vagas para alunos de medicina, nada mais irrealista.
Para acomodar os números apresentados, o governo teria que criar entre 120 e 150 escolas médicas.
Com que recursos?
Com que professores?
Com que hospitais?
Presidente, termino pedindo desculpas pela minha insolência. Você, que é digna e tem história, não pode tergiversar perante o clamor de tantos filhos da nação.
Faça ouvidos moucos ao embuste e combata de forma sincera os malfeitos.
Assuma, de forma sincera e não dissimulada, a determinação política de priorizar os recursos para as áreas sociais.
Para não ser tomada por angústia infinita ao cruzar com a multidão, entoando com indignação o canto de Chico Buarque:
"Você que inventou a tristeza/
Ora, tenha a fineza/
De desinventar/
Você vai pagar e é em dobro/
Cada lágrima rolada/
Nesse meu penar".
Este importante manifesto é de autoria do Dr. MIGUEL SROUGI, 66 anos, pós-graduado em urologia pela Universidade de Harvard, é professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USPe presidente do conselho do
Instituto Criança é Vida
Foto: fiz durante o protesto que saiu da Sé, foi até a Prefeitura e depois à Avenida Paulista
Como médico, e ligado à saúde, mergulhei em esperanças.
Contudo, com a mesma velocidade que esse sentimento aflorou, fui tomado por uma angústia incontida ao observar as manifestações oficiais.
Anunciou-se solenemente que seriam importados milhares de médicos estrangeiros e injetados R$ 7 bilhões em hospitais e unidades de saúde.
Também se propôs a troca de R$ 4,8 bilhões de dívidas dos hospitais filantrópicos por atendimento médico e foi anunciada a criação de 11.400 vagas de graduação em escolas médicas.
Perplexo, gostaria de dizer que essas propostas são tão surrealistas que não podem ter sido idealizadas por autoridades sérias, mas sim por marqueteiros afeitos à empulhação.
Piores do que os depredadores soltos pelas ruas, já que destroem vidas humanas.
A medicina exercida condignamente pressupõe equipes qualificadas, não apenas com médicos, mas também com enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.
Exige instalações minimamente equipadas, para permitir diagnósticos e tratamentos mais simples.
Necessita do apoio de farmácias, capazes de prover sem ônus para os necessitados, as medicações essenciais.
Requer processos de higiene, assepsia e certo conforto, para dar segurança e respeitar a dignidade humana dos pacientes.
O que farão os médicos estrangeiros nas áreas remotas do Brasil apenas com termômetros e estetoscópios nas mãos?
Irão receitar analgésicos, antidiarreicos e remédios para tosse, o que poderia ser mais bem executado por qualquer prático de farmácia, também afeito às doenças regionais.
Médicos, que nos casos mais delicados nem atestado de óbito poderão assinar, pois não conseguirão identificar a causa da infelicidade.
Pior ainda, como esses médicos conseguirão atuar limitados pela dificuldade de comunicação, desqualificados para tratar doenças já erradicadas em países sérios, frustrados por viverem em regiões destituídas de condições mais dignas de existência para eles próprios, suas mulheres e seus filhos? Certamente tratarão de migrar para centros mais prósperos, abandonando aqueles que nunca conseguirão expressar a desilusão.
Não custa lembrar que muitos países desenvolvidos aceitam médicos estrangeiros, contudo nenhum deles atua sem ser aprovado em exames extremamente rigorosos, que atestam a elevada competência profissional.
Igualmente falaciosa é a proposta de incrementar os recursos para a saúde. Num país como o Brasil, que gasta apenas 8,7% do seu Orçamento em saúde --muito menos que a Argentina (20,4%) e Colômbia (18,2%)-- somente mal-intencionados poderão acreditar que um aporte de recursos de 0,7% corrigirá a indecência nacional.
Também enganadora é a ideia de se recorrer às instituições filantrópicas.
Em situação falimentar, deixam de pagar tributos porque não recebem do governo federal os valores justos pelo trabalho.
Pelo mesmo motivo, serão incapazes de aumentar o já precário atendimento.
Quanto à criação de novas vagas para alunos de medicina, nada mais irrealista.
Para acomodar os números apresentados, o governo teria que criar entre 120 e 150 escolas médicas.
Com que recursos?
Com que professores?
Com que hospitais?
Presidente, termino pedindo desculpas pela minha insolência. Você, que é digna e tem história, não pode tergiversar perante o clamor de tantos filhos da nação.
Faça ouvidos moucos ao embuste e combata de forma sincera os malfeitos.
Assuma, de forma sincera e não dissimulada, a determinação política de priorizar os recursos para as áreas sociais.
Para não ser tomada por angústia infinita ao cruzar com a multidão, entoando com indignação o canto de Chico Buarque:
"Você que inventou a tristeza/
Ora, tenha a fineza/
De desinventar/
Você vai pagar e é em dobro/
Cada lágrima rolada/
Nesse meu penar".
Este importante manifesto é de autoria do Dr. MIGUEL SROUGI, 66 anos, pós-graduado em urologia pela Universidade de Harvard, é professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USPe presidente do conselho do
Instituto Criança é Vida
Foto: fiz durante o protesto que saiu da Sé, foi até a Prefeitura e depois à Avenida Paulista
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