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sábado, 3 de novembro de 2012

Ana Arcanjo

Eu sinto falta de, em eventos, estufar o peito e cantar o nosso Hino Nacional, mesmo tendo o aprendido sem a estrofe que a Senhora Ana nos ensina...ainda assim é lindo! 
Quantos de nós cantam em público, afora o civismo que suscita, será por isso que cantar o hino é tão especial? 
...
Sempre que levo meus filhos a algum lugar, vejo que percebam, aprendam algo novo. Acreditas que até agora não têm de cor, o nosso Hino Nacional? 

O quê?


Contradições. Aberrações, truculência e desonestidade tratadas como se prática da política, fossem. 
Expostas para quem quiser ver; no youtube, nos jornais, nas ruas, nas sinaleiras... o povo comenta, nas filas dos mercados as donas de casa revoltadas questionam...Documentos, provas publicadas...
Esse vídeo acima está no Youtube com 107431 visitas, já recebi de várias pessoas, fontes...almas turbadas pela indignação.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Valor



Vários governos provisórios breves sucederam-se no Brasil após o suicídio do presidente Getúlio Vargas em agosto de 1954 em meio a uma crise política. 
Juscelino Kubitschek se tornou presidente em 1956 e assumiu uma postura conciliadora em relação à oposição política que lhe permitia governar sem grandes crises. 
A economia e o setor industrial cresceram consideravelmente, mas sua maior conquista foi a construção da nova capital, Brasília, inaugurada em 1960.
Seu sucessor, Jânio Quadros, renunciou em 1961, menos de um ano após assumir o cargo. 
Seu vice-presidente, João Goulart, assumiu a presidência, mas suscitou forte oposição política e foi deposto pelo Golpe de 1964 que resultou em um regime militar.
O novo regime se destinava a ser transitório, mas, cada vez mais fechado em si mesmo, se tornou uma ditadura plena com a promulgação do Ato Institucional Nº 5 em 1968. A repressão a opositores da ditadura, incluindo a guerrilha urbana, foi dura, mas não tão brutal como em outros países da América Latina. Devido ao extraordinário crescimento econômico, conhecido como um "milagre econômico", o regime atingiu seu mais alto nível de popularidade nos anos de maior repressão.
O general Ernesto Geisel assumiu a presidência em 1974 e começou seu projeto de redemocratização através de um processo que, segundo ele seria "lento, gradual e seguro", Geisel acabou com a indisciplina militar que assolava o país desde 1889, bem como a tortura de presos políticos, censura à imprensa e, finalmente, a própria ditadura, depois de extinto o Ato Institucional Nº 5 em 1978. No entanto, o regime militar continuou, com o seu sucessor escolhido General João Figueiredo, para completar a transição para uma democracia plena. 
Após o movimento popular das Diretas Já, os civis voltaram totalmente ao poder em 1985, quando José Sarney assumiu a presidência, mas, até ao final de seu mandato, ele tornou-se extremamente impopular devido à crise econômica e a incontrolável e invulgarmente elevada inflação. 
O mal-sucedido governo de Sarney permitiu a eleição, em 1989, do quase desconhecido Fernando Collor, que posteriormente foi deposto pelo Congresso Nacional brasileiro em 1992. 
Collor foi sucedido pelo seu vice-presidente, Itamar Franco, que nomeou Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda.
Cardoso criou o bem-sucedido Plano Real, que trouxe estabilidade para a economia brasileira. Fernando Henrique Cardoso foi eleito como presidente em 1994 e novamente em 1998. 
A transição pacífica de poder para Luiz Inácio Lula da Silva, que foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, mostrou que o Brasil finalmente conseguiu alcançar a sua muito procurada estabilidade política. 
Em 2010, Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher eleita presidente, sendo também a segunda pessoa a chegar à presidência sem nunca antes ter disputado uma eleição. 

Dados da Wikipédia e fotos de uma nota de  cinco cruzeiros de 1964, que vale uma viagem circular, era da minha avó. A pintura é de Antônio Parreiras. 

domingo, 14 de outubro de 2012

SÁBADO E DOMINGO

Junte todos os ingredientes, acrescente vontade de mudar e crie novas receitas.
Te OLHA no espelho e SINTA como estás leve!

De a Dieta dos elementos - Edson Calió

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

SEXTA-FEIRA - ÉTER


Temos, por último um elemento pouco conhecido, chamado Éter, o lápis dos alquimistas, que têm como base a unificação dos quatro elementos: fogo, terra, ar e água. 
O éter proporciona a aglutinação e a a manutenção dos demais elementos, ou seja, mantém a matéria viva. 
A ação psicológica do éter se dá na participação mútua das pessoas, no auxílio desinteressado no amor que existe mesmo sem retorno, em situações em que este amor é superlativo não dependente e embasado na posse.
Ingredientes: Amor, Sublimação, Harmonia.
Modo de Preparo: Tira este dia para auxiliar, seja uma velhinha, seja um cego a atravessar a rua, ou uma pessoa que busca uma palavra amiga. Escolha um terreno que pode receber uma planta e plante. Doe-se a todos, mas observe-se. 
Não deverá esperar nada, nem mesmo que a planta cresça, ou que as pessoas sigam o teu conselho. Deverá ser amor incondicional.

Extraído de A Dieta dos Elementos, de Edson Calió.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

QUINTA-FEIRA - ÁGUA

A água purifica meu corpo e mata minha sede. ela é inconstante e movediça como minhas emoções manifestando-se em minhas dependências, tristezas, alegrias, nas formas de amar e sentir a a vida. Pessoas com excesso de água se emocionam facilmente e costumam guardar mágoas, sentir-se perseguidas ou vítimas dos outros.
Ingredientes:Auto-suficiência, Percepção, Independência.
Modo de preparo: Tu deves hoje, tomar 2 litros de água, para que este líquido limpe e purifique seus rins, que costumam manter todos os temores. Observa atentamente tuas intenções e o motivo que as trouxeram à tona.  
Percebas que muitas vezes estas emoções fazem com que a realidade seja distorcida.  
Assuma tua responsabilidade de ser feliz ou infeliz sem culpares o outro. 
Tenta te lembrares e escreva todas as coisas que te entristeceram e fizeram sofrer. 
Ao fim do dia, queima o papel dizendo: 
"Meus sentimentos são como a água que se evapora dos rios e mares proporcionando a chuva e a continuidade da vida. Que eu continue a viver em paz,  amor e harmonia." 
Dissolva as cinzas em água.

Extraído de A Dieta dos Elementos, de Edson Calió

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

QUARTA-FEIRA - AR

O Ar é o elemento que mantém o oxigênio em nosso corpo e consequentemente a própria vida. Ele se manifesta em meio às idéias, aos sonhos, está diretamente  relacionado com intelecto, aos pensamentos e a qualidade de concentração. 
Pessoas com excesso de ar costuma ser distraídas e têm dificuldade de concentração.
Ingredientes: Concentração, Atenção, Concretização
Modo de Preparo: Durante todo o dia observa tua concentração, tente pensar em uma coisa de cada vez. Se estiveres comendo, coma; se estiveres ouvindo música, apenas ouça, só pare para observar o quanto tua mente é aérea e quantos pensamentos tentam povoá-la, mas não se perca, volte a somente ouvir a música. 
Em suma, tente não pensar em nada além do que estás a fazer no momento. 
Na hora que fores dormir, concentra-te na tua respiração, presta atenção nos movimentos do diafragma e vá relaxando sem pensar em mais nada até pegar no sono.

Extraído de A Dieta dos Elementos, de Edson Calió

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Sol nasce para todos!

Ouviste dizer que essa ou aquela moeda de tuas possibilidades terá procedido das cogitações de um avarento; no entanto, ainda hoje conseguirás com ela atender o compromisso justo, ou, então, empregá-la a fim de recuperar a paz de algum companheiro que a necessidade vergasta. Noutras ocasiões, há quem afirme que os teus recursos monetários são remanescentes de esferas outras, nas quais o prazer enfermiço se demora gerando desvarios do pensamento, mas podes, de imediato, orientá-los no rumo do proveito geral, atenuando aflições ou secando lágrimas.

-o-
 Nunca te pronuncies, porém, contra o dinheiro. Aprendamos a respeitá-lo, usando-lhe os potenciais na lavoura do bem.
-o-
Reflete e observarás que ele tem sido o instrumento silencioso de tua própria segurança.
-o-
Efetivamente, não te fez o lar, porque o lar se ergue a preço de amor; entretanto, ajudou a levantar as paredes e,  a compor o teto da construção em que entreteceste o ninho doméstico. Não criou o remédio que te garanta a saúde, mas, comumente, é o estímulo de quantos operam no levantamento dos agentes que o formam, a benefício do teu equilíbrio orgânico. Não suscita sonhos de arte; todavia, ampara o gênio na execução da obra-prima. Não confere recursos técnicos ao campo da inteligência, mas é o incentivo em que a indústria se desenvolve e consolida.
-o-
Dinheiro pode e deve ser a mola do progresso e a seiva do trabalho, a alavanca do reconforto e o aval da beneficência. Sempre que possas, troca a moeda de que dispões pela felicidade dos semelhantes e, a breve tempo, reconhecerás a tua própria felicidade erguida em ti mesmo, a derramar-se, limpa e bela, de tuas próprias mãos.
Emmanuel
(De “Caridade”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos), recebido do Cristiano de Almeida, pelo maravilhoso Grupo Mahavidya

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Desejo de Morrer

     Há uma imagem que me vem com frequência. Compõe-se de um conto de Kipling, que li certa vez, sobre um lugar terrível onde havia o costume cruel e supersticioso de atirar os moribundos numa cratera enorme, cercada de areia escorregadia que os impedia de voltar à vida, caso se recusassem a morrer como deviam e fora predeterminado. Alguns continuavam a viver, prolongando a existência graças a uma fonte de água, aos restos de comida que lhes eram jogados e aos corvos que capturavam.
     Trata-se de uma história ignóbil. No entanto a imagem não se apresenta com esse aspecto às minhas intuições. Estas me dizem algo infinitamente promissor, suave e sugestivo, assim: "Estes são os semimortos e você também é um semimorto. O jeito é morrer um pouco mais e tudo ficará bem." E como preciso "morrer" no sentido indicado pelas minhas intuições!
     Afinal de contas, o eu deve ser estudado e conhecido no sentido socrático, só para que possamos eliminá-lo. É este meu pretexto para utilizar as reflexões como matéria de dissertação. Desejo ardentemente dispor de mim mesma.
esperemos que o produto final das minhas meditações seja algo parecido com a caricatura que Miguel Ângelo fez de si mesmo no mural do "Juízo Final": um saco vazio retirado do cozido purificador do purgatório.
     Que morte é essa que me esforço tanto por alcançar?
     Na verdade, ela nada tem a ver com esse esquecimento esperado ou, no mínimo, com a transferência de um lugar (agora intolerável) para outro, sentimento que estimula o generalizado "desejo de morrer", dominante na atmosfera nos dias de hoje. 
Parece que, vivendo de modo pleno e livre demais, as pessoas consomem a vida com rapidez e começam bem cedo a esperar a morte. Essa é uma visão do assunto.
     Alguns dos nossos antepassados tinham uma visão diferente da vida e da morte. Eles se serviam da vida com muita cautela e circunspecção, como uma obrigação não muito agradável que se cumpre com a cara ligeiramente voltada para o lado. Seus olhos concentravam-se noutra parte. Consideravam as ocupações humanas como meios pelos quais a alma é forjada, e a substância da alma tinha de ser recolhida em pequenos pedaços preciosos, o destilado do viver e da experiência. O mundo moderno mudou radicalmente o processo. Hoje escolhe-se uma experiência como se escolhe o vinho da prateleira, para fortalecer exatamente aquela parte da natureza humana que nossos antepassados consideravam sacrificável, a borra do fundo do cadinho.
é possível que nossos antepassados tenham percebido a fímbria de uma verdade, porque ela os circundava de longe. Um punhado de coisas delicadamente enfeitadas bastava para dar um pálido colorido às suas ambições e prazeres mais terrenos e para fazê-los depreciar a vida.
     Suspeitamos, contudo, que não compreendiam que uma morte digna advém de uma vida de amor, e é possível que, ao morrerem, o céu que encontravam tenha se revelado tristemente familiar.
Suponhamos, porém, um tipo raro de pessoa, de espírito excepcional, que considere a morte e a vida um fenômeno único e busque realizar todo o esplendor na própria natureza psicológica. 
     Nesse processo, essa pessoa poderia desenvolver capacidades incomuns. 
     Então, como semelhante atrai semelhante, poderia se inclinar, por simpatia, pelos de sua própria espécie, porque esse é o caminho seguido por qualquer espécie nova. Penso que existem seres assim e se eles não formam comunidades geográficas, constituem, na verdade, o que pode ser chamado de "comunidades de pensamento". E. nesse sentido, podem eles estar corporalmente "mortos", ou até mesmo "vivos"? Se esses dois desajeitados termos -partes de uma incessante experiência - devem ser levados em conta, não serão, no caso presente, um tanto irrelevantes?

Parte da introdução do livro O Processo da Intuição, de Virginia Burden, publicado pela editora Pensamento e traduzido por Daniel Camarinha da Silva

A foto acima chama-se 20 de Setembro, 
fiz hoje, no Butantã.
     

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Buda e Suas Vidas Passadas

“Com o coração assim resoluto, assim aclarado e purificado, limpo e purgado de coisas impuras, manso e apto a servir, firme e imutável – foi assim que adeqüei meu coração ao conhecimento de minhas existências passadas – um só nascimento, depois dois … e assim sucessivamente até… cem mil nascimentos, muitas eras de desintegração do mundo, muitas eras de sua reintegração, e novamente muitas eras de sua desintegração e de sua reintegração. Nesta ou naquela existência passada, lembrava-me de meu nome, meu clã, minha casta, meu regime alimentar, minhas alegrias e sofrimentos, e duração da minha vida. Depois passei a outras existências subseqüentes nas quais tais e tais eram meus nomes e assim por diante. Depois passei à minha vida atual. E assim recordei-me de minhas diversas existências passadas em todos os detalhes e características. Este, Brâmane, foi o primeiro conhecimento que alcancei na primeira vigília daquela noite – a dissipação da ignorância e a conquista do conhecimento, a dissipação da escuridão e a conquista da iluminação, como convinha à minha vida estrênua e fervorosa, purgada do eu.
Com esse mesmo coração resoluto eu procurava agora entender a partida de outros seres, deste local, e seu reaparecimento alhures. Com o Olho Celestial, que é puro e em muito transcende a visão humana, vi criaturas no ato de partir deste local e reaparecer alhures – criaturas nobres e abjetas, agradáveis ou abomináveis à vista, bem-aventuradas ou desgraçadas; todas elas colhendo o que semearam. Havia seres comprometidos com o mal em suas ações, palavras e pensamentos, que denegriram o Sublime; foram vítimas de sua falsa perspectiva; na dissolução do corpo após a morte, esses seres reapareciam em estado de sofrimento, infortúnio e adversidade, e no purgatório. Por outro lado, havia também seres afeiçoados ao bem em suas ações, palavras e pensamentos, que não denegriam o Sublime; tinham a perspectiva correta e recebiam a justa recompensa; na dissolução do corpo após a morte, reapareciam em estado de bem-aventurança no céu. Tudo isso vi com o Olho Celestial; e este, brâmane, foi o segundo conhecimento que alcancei na segunda vigília daquela noite – a dissipação da ignorância e a conquista do conhecimento, a dissipação da escuridão e a conquista da iluminação, como convinha à minha vida estrênua e fervorosa, purgada do eu.
Com o mesmo coração resoluto eu procurava agora o conhecimento de como erradicar os Samskaras. Compreendi o mal corretamente e em toda sua extensão, a origem do mal, a cessação do mal e o caminho que leva a cessação do mal. Compreendi corretamente e em toda a sua extensão o que eram os Samskaras, sua origem, cessação, e o caminho que leva a sua cessação. Quando percebi isso e quando vi isso, meu coração libertou-se do samskara dos sentidos, do samskara do retorno à existência e do samskara da ignorância; e assim liberto, veio-me o conhecimento de minha Salvação na convicção de que cessara o ciclo dos renascimentos; vivi na plenitude da virtude; minha tarefa está terminada; aquilo que fui não sou mais. Este, Brâmane, foi o terceiro conhecimento que alcancei na terceira vigília daquela noite – a dissipação da escuridão e a conquista da iluminação, como convinha à minha vida estrênua e fervorosa, purgada do eu.” 
Fonte: Majjhima-nikaya, VI Bhaya-bherava-sutta Tradução para o inglês de Lord Chalmers, 
Futher Dialogues of the Buddha, I  - Londres 1926

A foto fiz ontem, violeta, a tarde violeta